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Afeganistão
Cerco ao pária
ONU impõe sanções contra
os fanáticos do Taliban
Um lugar isolado e
evitado por todo mundo desde 1996, quando os guerrilheiros
fundamentalistas do Taliban derrubaram o governo, o Afeganistão
recebeu o carimbo final em sua condição de país proscrito
na segunda-feira passada. A Organização das Nações Unidas
pôs em prática sanções econômicas decretadas como punição
pelo acobertamento do terrorista Osama bin Laden. Trata-se
de um milionário saudita com dinheiro suficiente para financiar
sua guerra santa particular. Laden não só é peça-chave no
combate que permitiu ao Taliban controlar 90% do território
afegão como também estendeu seus tentáculos muito além do
mundo muçulmano. Passou ao topo da lista dos homens mais procurados
do mundo, acusado de ser o mentor dos atentados que mataram
224 pessoas em duas embaixadas americanas na África, no ano
passado. Dificilmente as sanções trarão efeito imediato num
país que retomou práticas medievais, como proibir o acesso
das mulheres à educação e banir a televisão e os computadores.
Quem ainda tinha alguma coisa a perder engrossou o fluxo de
refugiados para o Paquistão.
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