Eduardo Albarello
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Maluf
(em
foto de 1990): detalhes picantes relatados
à CPI
e levados à
Justiça
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Três
gotas de sangue podem acabar com um mistério que
já dura mais de um ano. Se não houver nenhum
incidente processual, nesta segunda-feira Paulo Maluf estenderá
seu dedo anelar a um perito do laboratório Genomic,
um dos mais respeitados do país em exames de comprovação
de paternidade. Com uma agulha, o técnico colherá
0,25 mililitro de sangue para um teste de DNA. O resultado
estará disponível em, no máximo, dez
dias e mostrará se Maluf é ou não o
pai da menor P.S.S.R.O., de 9 anos, filha de Silvana Rocha
de Oliveira, que afirma ter sido sua amante entre 1988 e
1990. A solicitação do exame de paternidade
pela Justiça é resultado de uma ação
declaratória de inexistência de relação
de parentesco contra Silvana impetrada por Maluf. Ou seja,
o ex-prefeito, ex-deputado, ex-governador de São
Paulo e eterno candidato em potencial à Presidência
demonstra na prática que não teme o resultado
do teste.
A existência
de suposto relacionamento amoroso entre Maluf e Silvana
tornou-se conhecida num depoimento do pai dela, Silvio Rocha,
ao Ministério Público, em agosto de 1998.
Ele se apresentou voluntariamente para acusar Maluf de ter
seduzido sua filha quando ela tinha 15 anos. O caso só
se tornou público, contudo, ao ressurgir na CPI da
corrupção na administração municipal
de São Paulo, neste ano. Intimado pela polícia
a explicar sua condição de funcionário
"intocável" na administração malufista,
Rocha reafirmou a existência do relacionamento entre
Maluf e Silvana e disse ter recebido 50.000
dólares para ficar calado. Pouco depois, em entrevista
a VEJA, Silvana apimentou a história. Afirmou que
os encontros aconteciam na casa do próprio Maluf,
na Rua Costa Rica, no bairro do Jardim América, de
manhã cedinho, quando Sylvia, a esposa, dormia ou
não estava. "No banheiro, para não desconfiarem",
disse. Maluf nega ter mantido relações sexuais
com Silvana.