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Cartas
 | "A
abordagem sem mitos de VEJA mostrando novas formas de combate ao câncer
de mama incentiva as mulheres a agir de forma natural e sem preconceitos."
Silvio Rodrigo Kmiecik Campo
Magro, PR | Câncer
de mama Ler a reportagem deu-me a mesma sensação
de felicidade que tive quando meu médico me ligou, alguns dias após
minha mastectomia, para dizer que eu não tinha nenhuma metástase.
Era como se estivesse recomeçando a viver ("Os triunfos sobre o câncer
de mama", 17 de novembro). Obrigada, VEJA! Maria
Lúcia Benevides da Silva Natal,
RN Observamos no Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no serviço
de obstetrícia, sob a direção do professor titular doutor
Marcelo Zugaib, que a sobrevida dessas mulheres e o retardo atual da gravidez
para a terceira ou quarta década de vida, além do aumento progressivo
na incidência de câncer de mama em idade reprodutiva, contribuem para
a coincidência do diagnóstico de câncer durante a gestação.
Os obstetras devem ficar atentos quanto ao exame de mama e do colo uterino na
primeira consulta de pré-natal, o que permite, na maioria das vezes, prosseguir
a gravidez e o tratamento simultâneo do câncer, mantendo o controle
da doença com reduzida morbidade e mortalidade materna ou fetal, preservando-se,
portanto, a gravidez e a fertilidade. Doutor Waldemir
Washington Rezende Médico assistente
da Clínica Obstétrica São Paulo, SP
Recebi o diagnóstico de câncer de mama em fevereiro de 2003. Foi
o mesmo que ler meu atestado de óbito ainda em vida. O câncer já
estava em estado adiantado. Fui submetida a uma mastectomia radical e a uma reconstrução
mamária em seguida. Foram oito horas de cirurgia. Fiz 28 sessões
de radioterapia e doze de quimioterapia, que acabaram comigo. Graças a
minha fé em Deus, ao meu médico e a minha força para vencer
a doença, não fiz parte dessas 9.500
pobres mulheres que morreram em 2003. Entrei em depressão profunda após
o término da quimioterapia, levei um fora do meu companheiro, queria morrer.
Depois de alguns meses de terapia e antidepressivos, estou feliz e muito confiante
de que essa doença terrível, devastadora, nunca mais vai me pegar.
Para as mulheres que estão começando agora a guerra contra esse
mal, uma mensagem: é possível vencer a doença. Paula
Purchio Duarte Ponz Campinas, SP
O Ministério da Saúde precisa ter um programa
contínuo centrado nesse problema. A intervenção nessa questão
apenas uma vez ao ano é muito pouco. Se quisermos ganhar essa guerra, precisamos
de um programa que funcione ininterruptamente, ou teremos de amargar algumas derrotas.
Doutor Luiz Alberto B. Marinho, responsável
pelo Programa de Saúde da Mulher em Sumaré Sumaré, SP
Francis Fukuyama
Harmonia, solidariedade e um mundo melhor só existirão quando tivermos
consciência de que vivemos num mundo multicultural, cheio de crenças
e repleto de diferenças (afinal, vivemos num planeta de 6,3 bilhões
de habitantes, e é natural que não sejamos iguais). Resolver a questão
palestina é, sim, fundamental para que tenhamos uma reestruturação
do Oriente Médio, e realmente a América Latina precisa resolver
as questões sociais (principalmente educação) para que, assim
como a Ásia, possa estar em pé de igualdade com o resto nessa competição
planetária (Amarelas, 17 de novembro). Marco
Aurélio Alves de Castro Goiânia,
GO A entrevista com o senhor Fukuyama despertou-me
alguns questionamentos. Em meio a um crescimento econômico que, a despeito
de muito sacrifício, foi vagaroso nas últimas décadas, surgiu
agora na América Latina um conjunto de questões fundamentais: deve-se
buscar uma alternativa mais populista para o tão detratado Consenso de
Washington? Seria o problema uma globalização assimétrica,
que priva os pobres para favorecer os ricos? Politicamente, com as sérias
emendas feitas à prática da democracia no Peru, Bolívia,
Equador e Argentina, o tema se torna mais complexo: devem-se alterar regras eleitorais
constitucionais em resposta a uma profunda frustração do público?
Hugo Lins Coelho
Recife, PE Henry Kissinger
Impressionante o artigo do senhor Henry Kissinger, que,
com uma arrogância única, vem conclamar a necessidade do enfrentamento
da crise iraquiana não somente pelos EUA, mas por uma união de países,
tanto do Atlântico como do Pacífico ("É hora de definir uma
nova ordem mundial", Artigo, 17 de novembro). Esqueceu-se o senhor Kissinger de
que a atual guerra no Iraque foi decisão unilateral dos EUA, violando acordos
e instituições como a ONU. Esqueceu-se também de que por
décadas os EUA vêm realizando interferência na política
de vários países, seja apoiando golpes, como no caso do Brasil e
de outros países da América Andina, seja financiando grupos terroristas
e rebeldes de acordo com seus interesses. Sim, é legítimo que as
nações se preocupem com o estabelecimento de uma harmonia mundial,
mas, por favor, não subestime a percepção das pessoas com
uma retórica míope e desrespeitosa à sua inteligência
e memória. Frank Ned
Brasília, DF Lego
É com tristeza que li a reportagem "O desmonte
da Lego" (17 de novembro). Se todos os pais soubessem quanto esse brinquedo contribui
para nossa formação, isso não estaria acontecendo. Acabo
de participar de uma feira de inventores em que, com meu amigo Mateus, apresentei
um robô todo construído com peças de Lego, que foram oferecidas
pelo curso de robótica do Sesi de Joinville, curso do qual participamos.
Nosso robô deixou a comissão julgadora e todos o demais visitantes
impressionados com os movimentos que pôde realizar. Espero que o Lego não
vire peça de museu, como escreveu o autor da matéria. Guilherme
Darabas dos Santos, 14 anos Joinville,
SC O brinquedo Lego diverte cerca de 300
milhões de crianças a partir de 6 meses de idade em todo o mundo
e, da mesma maneira que a bola, a boneca e o carrinho, não corre nenhum
risco de desaparecer. Os pais, cada dia mais conscientes, entendem cada vez mais
a importância do brinquedo de montar no desenvolvimento infantil, e as crianças,
por sua vez, sabem que brincar e colecionar Lego é muito divertido. A Lego
Company continua empenhada em criar brinquedos de qualidade e em proporcionar
lazer com aprendizado para esta e muitas outras gerações, oferecendo
brinquedos que desenvolvem a criatividade e a inteligência de maneira divertida
e desafiadora. Robério Esteves
Gerente-geral da Lego no Brasil São Paulo, SP
Internet Parabéns pela reportagem "Deixe
meu PC em paz" (17 de novembro). O que VEJA relatou é a realidade que estamos
vivendo. Somos vítimas da própria tecnologia, que surgiu inicialmente
para nos ajudar, e a realidade nos mostra que junto veio a "patologia", que são
as invasões e os vírus. O fato é que hoje em dia não
precisamos sair de casa para ser roubados. Alysson
de Oliveira Vieira Uberlândia, MG
Lya Luft
Também não sou contra a beleza do samba nem das mulatas, mas mulatas
e samba são o símbolo do Rio de Janeiro apenas. Aqui em Minas Gerais,
se você quiser ver uma mulata sambando, terá de ir a algum galpão
de escola de samba, e olhe lá! O Brasil é muito mais que isso.
Adriano Pimenta Veloso dos Anjos Belo
Horizonte, MG É mais cômodo
para nós, seres humanos bem-sucedidos, cuidar de baleias e cachorros do
que de outros seres humanos, que nos mostram diariamente a (outra) face de nosso
egoísmo. Assim é o Brasil, culturalmente atrasado, o que nos obriga,
em nossas andanças pelo mundo, a desmentir a visão de que isto aqui
seja selva, e nós, seres exóticos e incultos. Paulo
Barreiros Rio de Janeiro, RJ
Radar A Universidade
Brown fica em Providence, capital do estado de Rhode Island. Com 175.000
habitantes, não é exatamente uma cidadezinha ("O tucano e o petista",
17 de novembro). Emilio Haddad
Por e-mail Ministério
da Defesa Com relação à reportagem
"A força dos generais" (17 de novembro), o Ministério da Defesa
informa que a compra de peixes mencionada na matéria, e nela definida como
apenas de camarões, foi feita pelo órgão de administração
do Ministério da Defesa, mediante processo licitatório, e não
teve participação do Ministro da Defesa. Todos os gêneros
alimentícios adquiridos pela administração central do Ministério
da Defesa destinam-se, tão-somente, ao consumo dos restaurantes existentes
na sede do Ministério, não havendo, pois, qualquer destinação
para a residência oficial do ministro da Defesa. A quantidade mencionada,
de 800 quilos, refere-se a uma estimativa ampla de consumo para um determinado
período e não é paga antecipadamente. Paga-se apenas a quantidade
efetivamente consumida, após o término do período. José
Luiz Halley Assessor especial do ministro
da Defesa Brasília, DF
Desfibrilador O país carece de lei
federal que torne obrigatória a instalação de desfibriladores
em locais públicos, como demonstrou a reportagem "Choques que salvam vidas"
(17 de novembro). Creio, porém, que essa situação será
corrigida em breve. Projeto que já foi aprovado no Senado e que agora tramita
na Câmara Federal deverá sanar o problema. No dia 28 de outubro,
fui designado relator da proposta pela Comissão de Seguridade Social e
Família. Nos próximos dias, realizaremos audiência pública
para recolher sugestões de especialistas de todo o país, para aperfeiçoá-la.
Trata-se, de fato, de matéria a ser analisada em profundidade e urgência. Walter
Feldman Deputado federal Brasília,
DF Diogo Mainardi
Ao ter a ousadia e a coragem de atacar o cerne da suposta
intelligentsia brazuca, vinculando-a à ditadura getulista e seus
rapapés, Mainardi deu uma verdadeira e definitiva aula de história
("A invenção do brasileiro", 17 de novembro). Douglas
M. Lutkus São Paulo, SP
O Brasil é pífio, não tem vida intelectual
digna de presença no cenário internacional, toda a nossa cultura
ainda exala o ranço do bom-selvagem, mas VEJA sempre nos brinda com a grata
exceção que é Diogo Mainardi, sempre a ver a nudez do rei. Fabiana
Freitas Gomes São Paulo, SP
Junior Lima Junior
mostrou ser um cara maduro e musicalmente independente ("Auto-retrato", 17 de
novembro). Está longe de ser a sombra da Sandy. Quem já assistiu
a um show da dupla sabe do seu talento e do seu potencial. Se continuar assim,
Junior irá mais longe ainda! Parabéns! Ana
Letícia Corrêa Lopes Belo
Horizonte, MG André
Petry Os remédios étnicos que
tanto assombram André Petry em seu artigo "Remédio étnico
é bom?" (17 de novembro) são a natural conseqüência do
fato de que realmente existem doenças que podem ser chamadas "étnicas".
A comunidade médica as conhece há muito tempo. No âmbito das
doenças vasculares, por exemplo, todos conhecem a doença de Takayassu,
mais comum nos povos orientais. Sabemos da predileção das varizes
dos membros inferiores pelos brancos. Das doenças das artérias pequenas
pelos negros. Da localização da doença obstrutiva carotídea
nos caucasianos. Das muitas variedades de angeítes nos indianos. Há
estudos especificamente relacionados com as diferenças quanto às
doenças arterioscleróticas entre índios, hispânicos
e brancos americanos. O fato é que as doenças étnicas existem.
E negá-las é grave, pois acaba privando determinados grupos étnicos
de tratamento adequado para suas doenças, por não terem sido feitas
pesquisas adequadas acerca delas. Professor-doutor
Bonno van Bellen Chefe do serviço
de cirurgia vascular e angiologia da Beneficência Portuguesa de São
Paulo Livre-docente em moléstias vasculares periféricas pela
Unicamp São Paulo, SP
CORREÇÃO: A foto que ilustra a página 112 da reportagem
"Uma luz na fumaceira" (17 de novembro) é da Antártica, e não
do Círculo Polar Ártico.
| EDISON OU EINSTEIN?
O leitor
Paulo Marcondes Rocha, de São Paulo, comentou a respeito do quadro "As
chaves do sucesso" ("Os melhores brasileiros", 3 de novembro): "A reportagem diz
que a mais famosa equação de Einstein teria sido 'sucesso = 10%
de talento + 90% de suor'. A frase foi dita por Thomas Alva Edison, prolífico
inventor americano, explicando seu sucesso". A frase de Edison na verdade é
"Gênio é 1% inspiração e 99% transpiração"
e mereceu de seu rival, o cientista croata-americano Nikolai Tesla, uma blague:
"Se o senhor Edison tivesse trabalhado de forma mais inteligente, não teria
de suar tanto". Quanto a Einstein, ele dizia que a física teórica
moderna era 10% inspiração e 90% transpiração. Daí
o enunciado "sucesso = 10% de talento + 90% de suor".
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| EM CONTATO COM O "DOUTOR DA ALEGRIA"
Dezenas
de leitores escreveram para a redação de VEJA solicitando contatos
com o cirurgião plástico brasileiro Robert Rey (Amarelas, 10 de
novembro). Informações sobre o médico, que fez medicina em
Harvard, atende estrelas de Hollywood e é dono de uma clínica no
bairro de Beverly Hills, podem ser obtidas em seu site: www.drrobertrey.com.
O endereço de sua clínica é: 435 North Bedford Drive, Suite
300, Beverly Hills, Califórnia, EUA, 90210.
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