I
Agora o senhor aprendeu, doutor Renan Calheiros: "Amigos,
amigos, amizades à parte".
IIE que vão para o inferno os burocratas (uma
praga indestrutível e inevitável, e insubstituível,
desde que o pré-homem inventou a civilização)
que, mais uma vez, jogam em cima de mim esse maldito "horário
de verão". Com o qual mexem no meu dia-a-dia e
invadem meu metabolismo. Repito, e não repito mais:
só respeito um Verão, a Vera (Fischer).
III
Sempre que vejo a campanha e a arrecadação gigantescas
do Criança Esperança, me vem logo o pensamento:
"Vai faltar criança".
IV Toma nota
aí, pessoal todo mundo saiu do armário.
Os jornais contam que havia aproximadamente
2 milhões de pessoas na parada gay, em Copacabana.
Afetado, digo pro meu amigo Rebelo: "Bróder, diante
desses números,
não há como negar: um de nós dois
é".
V Este ano
o Brasil atingiu o recorde anual de vendas de automóveis:
2 milhões de veículos. E
eles comemoram!
VI
Pela segurança, entusiasmo e capacidade de convencer
a patuléia, inteleqtuais incluídos, de qualquer
absurdo de que nem ele mesmo sabe do que se trata, desconfio
muito que Lula andou lendo Mein Kampf. Vai ver que
até em alemão. Só que Hitler era muito
mais culto. Mais safo. E com inimigos mais definidos.
VII
Ninguém diz que é de direita, essa posição
maldita. E de esquerda, essa posição sacrossanta,
é quem diz que é.
VIII
Fenômeno internacional verifiquem em qualquer
língua , querem dizer década e
escrevem milênio. Exemplos: "na década
de 1970", "na década de 1830", "na
década de 1710". Pô, pessoal de todas as
línguas, década se refere a 10 anos, não
a século, muito menos a milênio. O certo, compreensível,
é escrever: "Na década de 70, na década
de 20, na década de 50". Olhem, coleguinhas intelequituais,
arranjem maneira de deixar claro a que década
estão se referindo. Não joguem o problema em
cima do leitor, que já está fazendo o sacrifício
de ler vocês.
IX
Ainda vale citar Lenine: "O que é um assalto a um
banco diante de um banco?". Ou é melhor melhorar
Lenine?: "O que é um assalto a um banco quando os
bancos nos assaltam por meio de tarifas, tarifas, tarifas
e registros contábeis misteriosos, até indecifráveis?".
Sem que os banqueiros se
arrisquem. Nos assaltam em casa. Sem sair de casa.
XLeio que nas obras do Metrô
de São Paulo um
dos lados da abertura não se encontrou com o do lado
oposto. Os construtores se justificaram: adotaram a estratégia
chinesa de construção, no tempo em que a China
ainda não era um país capitalista. Como lá
havia pouca engenharia e muita mão-de-obra, eles colocavam
1 000 trabalhadores num lado da montanha e
1 000 do outro lado. Se se encontrassem, faziam um túnel.
Se não se encontrassem,
faziam dois.
BUSH VAI FICAR
NA HISTÓRIA COMO O PRESIDENTE QUE MATOU A GALINHA
DOS OVOS DE PLÁSTICO