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VEJA
Edição 2031

24 de outubro de 2007
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Cartas

 

"Finalmente um filme que mostra um
Brasil com a verdadeira cara do Brasil.
Bandidos sem a mística de Robin Hood."

Luiz Fernando Marques da Silva
Recife, PE

 

Filme Tropa de Elite

Perfeita a reportagem de capa "Pegou geral" (17 de outubro). VEJA exprime a opinião da população que levanta cedo, luta pela vida, paga seus impostos, financia as bolsas disso e daquilo do governo e fica em pânico nos sinais de trânsito de nossas cidades. Não há dúvida de que são essenciais ações para combater os problemas relacionados à miséria. Porém, contra cães raivosos que se opõem à legítima ação do estado com fuzis, granadas e armas antiaéreas, infelizmente, não há outra opção: faca na caveira, irmão!
Rodinei Cassio Bricki Tenorio
Rio de Janeiro, RJ  

O filme é excelente. A abordagem de VEJA, idem. Mas preocupa-me o fato de que certas questões suscitadas pela obra sejam tratadas pela sociedade com tão forte maniqueísmo. Concordo que o tráfico existe porque há quem compre as drogas. Isso não impede, contudo, que se enxerguem no tratamento dos usuários e na descriminalização da venda de entorpecentes, se feita de forma gradual e cuidadosa, as alternativas mais viáveis para combater o crime organizado. Também não deslegitima a idéia de que, em parte, a criminalidade tem suas raízes em nossa forte desigualdade social (embora, frise-se, nada a justifique). A truculência policial, que não é apresentada de forma condescendente pelo filme, jamais pode ser vista como solução.
Leandro Coelho de Carvalho
Defensor público e professor em Minas Gerais
Alfenas, MG  

Acabei de devorar as reportagens sobre o filme mais polêmico do ano, na edição 2.030 de VEJA. Fiquei maravilhado com a clareza e a serenidade na exposição das idéias sobre o fenômeno Tropa de Elite. Estão de parabéns Marcelo Carneiro, Ronaldo Soares e Reinaldo Azevedo, mas é Isabela Boscov quem lava a alma de todo policial honesto e vocacionado deste país, na reportagem "Abaixo a mitologia da bandidagem" (17 de outubro), simplesmente fenomenal.
Alexandre Macorin de Lima
Delegado de polícia
Especialista em gestão de segurança pública
Toledo, PR  

Assisti ao lançamento do filme Tropa de Elite aqui em Belo Horizonte e, chegando em casa, minha VEJA já estava na caixa dos correios. Para minha alegria, a revista traz na capa a reportagem "Pegou geral". VEJA retratou com fidelidade o mesmo sentimento com que acabara de chegar da sessão de cinema. Um filme fantástico, tremendo, que mostra a realidade nua e crua da nossa sociedade. Parabéns a VEJA, parabéns ao diretor e, principalmente, parabéns à Polícia Militar como um todo, que a duras penas procura nos dar um local melhor para viver.
Flávio Luiz Andrade
Belo Horizonte, MG  

VEJA comprovou, com sua notável edição do fenômeno Tropa de Elite, que é corretíssima a frase que cunhou para sua nova campanha publicitária: "Indispensável para o país que queremos ser". Pela coragem de combater os muros do preconceito e da patrulha nas reportagens e com articulistas como André Petry. Pela bravura de ir além da cobertura mimetista dos fatos da semana, para oferecer ao leitor rigoroso e exigente uma perspectiva histórica dos acontecimentos. Pelo destemor com que expõe as vísceras das falidas imagens da esquerda romântica. O que fica de mais expressivo em Tropa de Elite é o tapa na cara que muita gente, há muito tempo, merecia receber por ter, por atos e omissões, mergulhado a cidade no caos e na bandidagem. Por aceitar os inocentes maconheiros da esquina, tolerar a cocaína disseminada no meio artístico e jornalístico e aceitar o ridículo conceito de que se enfrentam o tráfico e as armas com passeatas e ONGs.
Sylvio Guedes
Brasília, DF  

Tive meios de acesso à cópia pirata do filme Tropa de Elite. Por questão de cidadania, preferi aguardar o lançamento nos cinemas, pagar inteira e assistir a essa bela produção nacional. Tomara que meu gesto possa contribuir para a criação de outros filmes com a mesma qualidade.
Antônio Carlos de Lima
Goiânia, GO  

Um filme maravilhoso, que mostra a realidade da nossa segurança pública sem nenhuma hipocrisia.
Francisco Medeiros
São Paulo, SP  

Sugiro a filmagem de Tropa de Elite 2, usando como cenário o semi-árido baiano, onde os comandos especiais da Polícia Militar baiana combatem os plantadores de maconha e os assaltantes de banco. Parabéns pela reportagem. Parabéns pelo filme.
Antonio Ricardo Cassa Louzada
Eunápolis, BA  

Acabo de ver o excelente Tropa de Elite e me surpreendi com a reação da platéia. Não houve vaias, aplausos nem murmúrios de censura, e sim risos. Ela achou graça na truculência e corrupção da polícia, no treinamento desumano e até em algumas cenas de tortura, o que mostra quanto a sociedade brasileira, de forma geral, se acostumou à violência, não importando de onde ela venha.
Bleny Camêlo da Silva
Maceió, AL  

A Elite da Tropa, livro que deu origem ao filme, mostra a polícia convencional como corrupta e descreve a cumplicidade das autoridades do estado com o crime em todas as suas modalidades. O Bope, concebido e estruturado como força de extermínio, seria a solução, dada a pureza dos seus ideais. Fascismo puro. O filme, baseado no livro, mostra apenas a parte daquele que exibe a truculência policial. É aplaudido porque a sociedade que idolatra os vencedores, ou seja, os que se dão bem a qualquer custo, precisa de alguém que elimine os derrotados. A síntese de VEJA é perfeita: traficantes e consumidores são parceiros. Admirável mundo novo.
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ  

Depois de assistir ao filme Tropa de Elite não posso deixar de lado um fato mostrado. O principal cliente do traficante é a classe média. Muitos amigos meus fumam maconha a semana inteira e no sábado fazem jejum e se acham acima da lei. Além disso, reclamam da violência e da falta de segurança na cidade de São Paulo. Provavelmente já foram assaltados pelos "fornecedores".
Sylvia Pacicco
São Paulo, SP  

Parabéns a Reinaldo Azevedo pela lucidez no artigo "Capitão Nascimento bate no Bonde do Foucault". É raro na nossa imprensa alguém ser corajoso o suficiente para bater nessa esquerda marginal, que adora a anarquia e tudo o que é errado. Após dezenove anos, percebemos que erramos feio na Constituinte de 1988, que deu poderes enormes a bandidos, traficantes e aos sempre inúteis consumidores de drogas. Vivam a lucidez e a coragem.
Valter R. Francisco
Santo André, SP

 

Carta ao leitor

Nós, brasileiros, somos um povo criativo, alegre, inteligente e feliz que nas adversidades se levanta com a solução, sem nunca perder a alegria de viver. Somos uma raça forte e dócil. Porém dentro de cada um de nós ainda existe a essência humana: o amor. É nesse sentido que cumprimento VEJA por essa nova campanha. Por meio dela poderemos nos unir para resgatar a ética, dar um basta à corrupção, juntar ações que já estão sendo feitas para salvar e melhorar a vida no planeta, recuperar o amor à pátria, à terra e à vida em sua forma mais abrangente.
Maria Lúcia Capanema Cáceres
Por e-mail

 

Fernando Haddad

Excelente a entrevista com o ministro da Educação, Fernando Haddad (Amarelas, 17 de outubro). Porém resta uma dúvida: qual é o verdadeiro Fernando Haddad: o que falou a VEJA (e, portanto, não cabe neste governo) ou o que integra o governo de um presidente que não concede grande valor à educação?
Arnaldo Abrão Risemberg
Niterói, RJ  

A entrevista com o ministro da Educação mostra que, se o presidente Luiz Inácio quiser, pode encontrar bons quadros também em seu partido. O senhor Haddad descreve com muita clareza seu pensamento, que está, e isso é raro no PT, acima de ideologias ultrapassadas.
Nelsoni Herculano de Souza
Florianópolis, SC

Como estudante universitário da década de 50, lembro que professores costumavam dizer: "Na universidade, se a ideologia entra pela porta, a cultura sai pelas janelas". Nosso ministro da Educação promete... Ainda bem.
José Ruy Henz
Porto Alegre, RS  

Com relação à entrevista do ministro Haddad, vale lembrar que escolaridade e educação não são a mesma coisa. O brasileiro continua rebelde, indisciplinado e mal-educado. A escolaridade diminui isso, mas não extermina. Basear-se no exemplo americano de educação é um grave erro. O ideal seria espelhar a mudança do sistema educacional brasileiro no exemplo escandinavo, islandês ou alemão.
Deborah Maristela Biermann
Berna, Suíça  

O dogmatismo não chega a algumas salas do país, como respondeu Haddad, e sim a muitas ou quase todas as salas de aula do país. O ministro está certo quando diz que o "problema não é propriamente o modelo que implantamos". Porém, ao dizer que o problema "ainda circula", seria mais verídico dizer que o problema é muito grave e não dá sinais de que esteja refluindo, principalmente no mundo acadêmico. Na verdade, o dogmatismo marxista é hoje dominante no sistema público de ensino. O ministro falha, também, ao não assumir responsabilidade administrativa pela contaminação ideológica dos livros didáticos. Mesmo delegando a avaliação pedagógica dos livros a professores universitários sem vínculo com o ministério, o MEC responde pela avaliação. A doutrinação político-ideológica em sala de aula constitui claro abuso da liberdade de ensinar e da liberdade de aprender, ambas asseguradas no artigo 206 da Constituição Federal.
Ignez Martins Tollini
Ph.D. em educação
Brasília, DF  

Depois de minimizar o problema da doutrinação ideológica nas escolas – afirmando que ele atinge "algumas salas de aula", o que é uma piada –, o ministro da Educação tenta livrar a cara do seu próprio partido, atribuindo essa prática a "uma velha esquerda". Na verdade, a esquerda que seqüestrou a educação brasileira não é velha nem nova: é a esquerda de sempre. É aquela para a qual os fins justificam os meios e que, portanto, não hesita em abusar da inexperiência, da imaturidade e da falta de conhecimento de um jovem para fazê-lo empunhar as bandeiras "certas", isto é, as suas. A beleza e a santidade dos fins – no caso, "construir uma sociedade mais justa" – justificam e absolvem, como sempre, a torpeza e a brutalidade dos meios. Graças ao trabalho desenvolvido pela militância esquerdista nas escolas, está cada vez mais difícil encontrar um jovem brasileiro, na faixa dos 15 aos 25 anos, que não alimente um ódio irracional pelo capitalismo e um amor ainda mais irracional à utopia socialista. E que não esteja doidinho para entregar os destinos da nação a políticos que pensam (ou fingem que pensam) como ele.
Miguel Nagib
Coordenador do www.escolasempartido.org
Brasília, DF  

É muita omissão para que seja tão-somente fruto de uma "inocente" incompetência. O distinto servidor público, investido do cargo de ministro da Educação, concorda que há um problema no processo de escolha dos livros didáticos, mas se nega a depurá-lo, escondendo-se atrás de vocábulos como diversidade ou pluralidade, que remetem à hegemonia cultural gramsciana. Essa gente me enoja! Não há vestígio de compromisso desse pessoal com o futuro do país. Senhor ministro, se não sabe como fazer para melhorar o processo, ou se sua tarefa na consolidação da hegemonia não permite, saia já e dê lugar aos que ainda pretendem que esta nação evolua!
Nélio Santana
Santa Maria, RS

 

Mandato político

Uma vez mais o Supremo Tribunal Federal dá exemplos de cidadania e ética, ao decidir que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos, e não aos políticos ("Fim da farra", 10 de outubro). A intervenção do STF tornou-se necessária em razão da falta de interesse político demonstrada pela maioria dos integrantes do Congresso Nacional em aprovar a fidelidade partidária. Restam agora as providências no sentido de cassar o mandato dos parlamentares que utilizaram o vergonhoso troca-troca após 27 de março, data-limite determinada pelo TSE para as mudanças de partido. Novamente somos gratos aos ministros do STF que sinalizam aos políticos o caminho ético em busca de uma grande nação. Tomara que eles aprendam.
Gilvan David
Goiânia, GO

 

Choque de gestão

Com as respostas às cinco questões formuladas a especialistas ("5 questões sobre o funcionalismo", 10 de outubro), VEJA desfez mais uma bravata do presidente Lula, a de que choque de gestão se faz com mais contratações: 1ª) não temos carência de funcionários públicos; 2ª) contratar mais não melhora a péssima qualidade dos serviços; 3ª) os servidores estão no lugar errado; 4ª) ganham muito; 5ª) Os servidores não são avaliados.
João Pedro Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

 

Futebol feminino

Como adoradora e praticante do futebol feminino, posso afirmar que seria uma pena perder tantos talentos: não só as jogadoras de nossa seleção, mas as futuras Martas, Pretinhas e Cristianes espalhadas por nosso país, por falta de investimentos. Se já foi provado que nosso futebol é de qualidade, conquistando títulos, fãs e respeito, acredito que não haveria hora melhor para grandes investimentos ("Como manter o brilho depois da Copa", 10 de outubro).
Taline Maria da Costa Veloso, 16 anos
Teresina, PI

 

Diogo Mainardi

É delicioso saber certas particularidades da vida de Mainardi! Mas chega a ser mais delicioso ler Lula É Minha Anta. Já conhecia todas as crônicas, mas, relendo agora, depois de algum tempo, a coisa fica melhor ainda. Diogo estava certo em tudo, nós é que continuamos passivos diante de tanta barbárie. Tudo se confirma, tudo! É vergonhoso! É odioso! Fede ("O oráculo de Ipanema", 17 de outubro)!
Nereu Tomazinho
Por e-mail

Não gostava nem um pouco de Diogo Mainardi. Achava-o mais um intelectualóide metido a besta, mas lia sua coluna em VEJA. Aos poucos comecei a gostar dele, principalmente ao ler o artigo sobre seu filho Tito. Mas agora, depois da reportagem de Mario Sabino, eu passei a admirá-lo! Parabéns, Mario, e parabéns, Diogo; cada um na sua função, eles mostraram que ainda existem brasileiros dignos e corajosos. Um (Diogo) por ter a coragem de fazer o que faz e o outro (Mario) por expor de forma tão clara quem é esse seu amigo!
Max Conzo Monteiro
São Pedro do Turvo, SP

Faltou uma informação ao leitor sobre o pai de Diogo Mainardi, no excelente perfil que Mario Sabino traçou dele. Enio Mainardi, pai de Diogo, é um dos publicitários mais bem-sucedidos e polêmicos do Brasil. Talentosíssimo – criou a famosa campanha para o Old Eight "O bom uísque você conhece no dia seguinte" –, mas adorava uma boa briga.
Ney Lima Figueiredo
São Paulo, SP

Diogo Mainardi se tornou a "tropa de elite" da imprensa, é incorruptível e trata o político bandido da forma como ele merece ser tratado ("Tropa de Elite é fichinha", 17 de outubro).
Emanuel José Barbosa da Silva
Irecê, BA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Foi com grande felicidade que li o ensaio "Feiúra e beleza nos nomes de cidades" (17 de outubro). Ao iniciar o denominado I Concurso de Beleza de Nomes de Cidades Brasileiras, o autor agradou sobremaneira a todos os dorenses. Nossa cidade, amparada nos braços do Rio Indaiá e abençoada por Nossa Senhora das Dores, tem em seus filhos o grandioso sentimento de pertencer a uma terra amada, de raízes sólidas e história admirável.
Joaquim Ferreira da Cruz
Prefeito
Dores do Indaiá (MG)

Além de nomes de cidades, eu me interesso por nomes de ruas, bairros e profissões. Por exemplo: gostaria de ter nascido em Santa Bárbara do Tugúrio (MG), morar na Estrada do Morro do Ar (Santa Cruz, RJ), ser moço de portaló na Marinha Mercante e ter uma namorada em Varre-Sai (RJ).
Giulio Sanmartini
Belluno, Itália

Se Roberto Pompeu de Toledo reabrisse o I Concurso de Beleza de Nomes de Cidades Brasileiras eu apresentaria, para os nomes bonitos, Palmeira dos Índios (AL), Alegre (ES) e Pai Pedro (MG). Para os curiosos, Serra do Navio (AP), Jacaré dos Homens (AL) e Lagoa dos Gatos (PE). Para os de sonoridade, Quixeramobim (CE). O mais vago, Pendências (RN).
Ronaldo Cortez de Paula
Belo Horizonte, MG

 

André Petry

Extremamente oportuno o artigo "Dane-se a rabacuada" (17 de outubro), de André Petry. O Judiciário brasileiro tem dado boas notícias, como recentemente, quando fez valer a fidelidade partidária e indiciou os envolvidos no mensalão, mas pode e deve fazer ainda mais. Acredito no poder que a sociedade e a imprensa têm de pressionar as instituições, por isso me valho desta para questionar, assim como o Petry fez, o Judiciário e outras instituições que se calam diante das barbáries que ocorrem nos hospitais públicos do país.
Rafael Francisco dos Santos
Ponta Grossa, PR

Excelente o artigo de André Petry. Com muita competência, o jornalista tem denunciado a desigualdade no Brasil. Pude constatar essa realidade ao acompanhar uma senhora de 72 anos num pronto-socorro do SUS aqui em Salvador. Fiquei horrorizada e deprimida com o péssimo atendimento, a falta de recursos e a falta de comprometimento dos profissionais.
Vera Lucia Leal Lopes
Salvador, BA

 

Renan Calheiros

Vamos lá, dona VEJA. Vamos ao próximo! Renan, o herói da resistência (e das negociatas), já era ("O Senado renuncia a Renan", 17 de outubro). Renan terá tempo de sobra agora para acompanhar a mídia e para ler e ver (e lamber com a testa) a imperdível Playboy de setembro!
Gênio Eurípedes
Vereador
Jataí, GO

Renan não era um coco que precisava ser arrancado, mas um dente que estragou e passou a doer muito na boquinha do Senado. Somente por isso foi extraído da presidência.
Saulo Rocha
Natal, RN

 

Cartas

Sobre a reportagem "Massacre no Atlântico" (22 de agosto) e também sobre a observação feita pelo professor Rogério da Silva Tjäder, na seção Cartas da edição de 17 de outubro, informo que existe um excelente livro de autoria de Paulo de Q. Duarte, lançado pela Bibliex, em 1968, intitulado Dias de Guerra no Atlântico Sul, que em suas quase 400 páginas trata minuciosamente do afundamento dos navios mercantes brasileiros e dos submarinos do Eixo durante a II Guerra Mundial, com base em relatórios da Marinha e da Força Aérea do Brasil e dos Estados Unidos e de outros documentos oficiais.
Elídio W. Lopes
Salvador, BA

 

CORREÇÕES: O nome do novo executivo-chefe da BAT (controladora da Souza Cruz) é Nicandro Durante, e não Nicandro Duarte (Radar, 17 de outubro). A foto que ilustra a reportagem "Os conselhos dos CEOs" (17 de outubro) é de autoria de Gláucio Dettmar/Apex, e não de Ana Araujo, como foi publicado. Ribamar Fiquene é o nome correto da cidade maranhense citada no ensaio "Feiúra e beleza nos nomes de cidades" (17 de outubro).

 

 

 

SYD BARRETT

Michael Ochs Archives/Getty Images
Syd Barrett: o segundo da direita para a esquerda


Leitores escreveram à redação alertando para a identificação errada do músico Syd Barrett na legenda da foto da banda Pink Floyd (VEJA Recomenda, 10 de outubro). "A legenda indica que Syd Barrett é o músico da esquerda, quando na verdade ele é o segundo da direita para a esquerda", escreveu Lourival Batista Pereira Junior, de Goiânia, um dos oito leitores a apontar a falha. Os leitores estão certos: Barrett é o segundo da direita para a esquerda.



O LEITOR ASSALTADO

No início do mês, o leitor Douglas Roberto Augusto, de Jundiaí, escreveu para defender o apresentador Luciano Huck (Amarelas, 10 de outubro), criticado por reclamar publicamente da insegurança no país depois de sofrer um assalto. "É desalentador ver que alguns acham que pessoas bem-sucedidas devem sofrer silenciosamente, sem o direito de usufruir o conforto que o trabalho honesto lhes propiciou", escreveu Douglas em carta a VEJA. "Não é privilégio dos ricos sofrer com a criminalidade." Na semana passada, ele sentiu na pele essa verdade e tornou a escrever para a redação: "Ontem (no dia 10, cerca de 16h30), voltando para casa pela Avenida Sumaré, fui assaltado por dois bandidos-motoqueiros. Pois é, outro dia foi o Luciano Huck, ontem fui eu e hoje certamente serão tantos outros. Restaram o prejuízo, o trauma e a enorme raiva ao vê-los ir embora sem a menor preocupação", diz Douglas, que ficou sem os óculos e o relógio.



Gustavo: em defesa de VEJA

OS NATIVOS FICARAM INDÓCEIS

Gustavo Ramos, de São José, Santa Catarina, soube que uns poucos fanáticos queimaram a edição de VEJA que desnudou o mito Che Guevara (3 de outubro) e resolveu se solidarizar com a revista. "Saí às ruas com a minha camiseta do Che com um X em cima. Quase fui linchado. Nossa juventude está doente e alienada com o sonho esquerdista", diz Gustavo, que pretende estudar jornalismo para um dia, quem sabe, trabalhar na "melhor revista do mundo".



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