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Brasil Assessores do governo
gaúcho recebem
O complemento salarial não envolve dinheiro público, mas nem por isso é menos grave. Foi, aparentemente, uma forma que os servidores encontraram para viabilizar financeiramente a participação no governo. Em abril de 2007, Erik Camarano foi convidado para trabalhar no gabinete da governadora. Na época, ele era executivo da ONG Pólo RS, patrocinada pelos maiores empresários gaúchos. Mas havia um problema: seu salário cairia de 20 000 para 6 120 reais. A solução foi receber um complemento salarial por meio de sua empresa de consultoria. "Entrei no governo e minha empresa continuou prestando consultoria à Pólo RS. Mas isso não era complemento", diz Camarano. A empresa, chamada Camarano & Sardelli, não tem sede nem empregados e funciona na residência do secretário. A pedido dele, os pagamentos mensais foram suspensos no mês passado, quando Camarano foi promovido a secretário-geral. Já Ronei Ferrigolo, presidente da Procergs, foi indicado pela Federasul, entidade que representa as associações comerciais gaúchas. Até o mês passado seu complemento salarial era de 15 000 reais mensais, pagos pela entidade que o indicou para o governo. O PSOL, que descobriu as PPPs da dupla há duas semanas, vai à Justiça. "Vamos denunciá-los por improbidade administrativa", diz a deputada federal Luciana Genro.
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