Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 761 - 24 de julho de 2002
Geral Brinquedo
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Solteirões dão festas de arromba
Espionagem ganha mostra permanente em Washington
Boneca Bratz chega para ameaçar o reinado da Barbie
Os novos dinossauros
O Dr. Morte é culpado por 215 homicídios
Os números da concentração de renda no mundo
As novas recomendações para a saúde do coração

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Novo ataque à Barbie

A moderninha Bratz promete
ameaçar o império da boneca
mais famosa do mundo

Camila Antunes

 
Antonio Milena

Meninas brincam com suas bonecas: a cada segundo, duas Barbies são vendidas no mundo



Veja também
Galeria de imagens

A boneca Barbie é tão famosa que é tema de várias piadas. Uma das melhores conta a história do casal que vai comprar uma boneca para a filhota. Na loja, a mãe pergunta quanto custa a Barbie Rainha. "São 50 reais. E vem com carruagem", responde a vendedora. "E a Barbie Mergulhadora?", pergunta o pai. "Custa 70 reais e vem com um barco", diz a balconista. "E esta?", pergunta o casal, em uníssono. "Ah, esta é a Barbie Divorciada. Sai por 250 reais", informa a vendedora. "Tudo isso?", espanta-se a mãe. "É que ela vem com a mansão do Ken, o carro do Ken e a casa de praia do Ken." No mundo das bonecas, Ken é o companheiro oficial da Barbie.

Nenhum outro brinquedo fabricado em qualquer parte do mundo atingiu tamanha notoriedade. As Barbies estão presentes em 150 países, e a cada segundo duas delas são vendidas em algum ponto do planeta. Nos últimos anos, vários outros fabricantes colocaram no mercado produtos parecidos com a intenção de abocanhar um pedacinho do império. O caso mais recente é a boneca Bratz, lançada no ano passado nos Estados Unidos e que chega nos próximos dias às lojas brasileiras. No último Natal, os quatro modelos Bratz venderam naquele país perto de 600 000 unidades, 20% mais que o principal lançamento da Barbie, a boneca Quebra-Nozes. No Brasil a Bratz será importada pela Gulliver e custará cerca de 70 reais, quase o dobro do preço médio da Barbie.

Divulgação
A fashion Bratz: o público-alvo são as pré-adolescentes


A Bratz tem uma particularidade. É uma boneca destinada não às meninas em geral, mas às que se aproximam da adolescência. Para atender a esse público, os modelos Bratz vestem-se de forma um pouco mais despojada do que as Barbies, trocando o ar de princesa por um toque mais moderninho. As Bratz usam óculos coloridos, sapatos com salto plataforma e estão sempre com a barriguinha de fora. São, enfim, tudo o que uma garota de 10 ou 11 anos gostaria de ser. Essa segmentação foi inaugurada pela própria fabricante da Barbie, que lançou a Polly, uma boneca de apenas 10 centímetros de altura. A Polly encanta crianças de 5 ou 6 anos. Suas roupas, feitas de plástico flexível, são muito mais fáceis de vestir. Ao contrário das bonecas mais maduras, a Polly vai à escola, ao pet shop e ao balé.

Ninguém arrisca uma previsão sobre quantas Bratz o mercado brasileiro é capaz de absorver, mas sabe-se que a guerra não será fácil. O motivo é que as brasileirinhas se dividem entre as adoradoras da Barbie e as da Susi. Criada em 1962 pela Estrela, a Susi é um caso raro de boneca local que consegue rivalizar com uma boneca mundial. No ano passado, foi vendido no país 1,5 milhão de bonecas Susi, contra 1,3 milhão de Barbies – claro, sem contar o volume comercializado no contrabando. Um dos motivos do sucesso da Susi, tão comportada quanto sua concorrente americana, é o preço, sempre mais baixo que o da Barbie. A briga vai ficar um pouco mais feia a partir de agora.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS