
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Novo
ataque à Barbie
A moderninha Bratz promete
ameaçar o império da boneca
mais famosa do mundo
Camila
Antunes
Antonio Milena
 |
|
Meninas
brincam com suas bonecas: a cada segundo, duas Barbies são
vendidas no mundo
|

Veja também |
|
|
|
A
boneca Barbie é tão famosa que é tema de várias
piadas. Uma das melhores conta a história do casal que vai comprar
uma boneca para a filhota. Na loja, a mãe pergunta quanto custa
a Barbie Rainha. "São 50 reais. E vem com carruagem", responde
a vendedora. "E a Barbie Mergulhadora?", pergunta o pai. "Custa 70 reais
e vem com um barco", diz a balconista. "E esta?", pergunta o casal, em
uníssono. "Ah, esta é a Barbie Divorciada. Sai por 250 reais",
informa a vendedora. "Tudo isso?", espanta-se a mãe. "É
que ela vem com a mansão do Ken, o carro do Ken e a casa de praia
do Ken." No mundo das bonecas, Ken é o companheiro oficial da Barbie.
Nenhum outro brinquedo fabricado em qualquer parte do mundo atingiu tamanha
notoriedade. As Barbies estão presentes em 150 países, e
a cada segundo duas delas são vendidas em algum ponto do planeta.
Nos últimos anos, vários outros fabricantes colocaram no
mercado produtos parecidos com a intenção de abocanhar um
pedacinho do império. O caso mais recente é a boneca Bratz,
lançada no ano passado nos Estados Unidos e que chega nos próximos
dias às lojas brasileiras. No último Natal, os quatro modelos
Bratz venderam naquele país perto de 600 000 unidades, 20% mais
que o principal lançamento da Barbie, a boneca Quebra-Nozes. No
Brasil a Bratz será importada pela Gulliver e custará cerca
de 70 reais, quase o dobro do preço médio da Barbie.
Divulgação
 |
| A
fashion Bratz: o público-alvo são as pré-adolescentes |
A Bratz tem uma particularidade. É uma boneca destinada não
às meninas em geral, mas às que se aproximam da adolescência.
Para atender a esse público, os modelos Bratz vestem-se de forma
um pouco mais despojada do que as Barbies, trocando o ar de princesa por
um toque mais moderninho. As Bratz usam óculos coloridos, sapatos
com salto plataforma e estão sempre com a barriguinha de fora.
São, enfim, tudo o que uma garota de 10 ou 11 anos gostaria de
ser. Essa segmentação foi inaugurada pela própria
fabricante da Barbie, que lançou a Polly, uma boneca de apenas
10 centímetros de altura. A Polly encanta crianças de 5
ou 6 anos. Suas roupas, feitas de plástico flexível, são
muito mais fáceis de vestir. Ao contrário das bonecas mais
maduras, a Polly vai à escola, ao pet shop e ao balé.
Ninguém arrisca uma previsão sobre quantas Bratz o mercado
brasileiro é capaz de absorver, mas sabe-se que a guerra não
será fácil. O motivo é que as brasileirinhas se dividem
entre as adoradoras da Barbie e as da Susi. Criada em 1962 pela Estrela,
a Susi é um caso raro de boneca local que consegue rivalizar com
uma boneca mundial. No ano passado, foi vendido no país 1,5 milhão
de bonecas Susi, contra 1,3 milhão de Barbies claro, sem
contar o volume comercializado no contrabando. Um dos motivos do sucesso
da Susi, tão comportada quanto sua concorrente americana, é
o preço, sempre mais baixo que o da Barbie. A briga vai ficar um
pouco mais feia a partir de agora.
|
|
 |
|
 |

|
 |