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Homens
solteiros procuram...
...farra
e fama. Para isso,
dão
festas de arromba e não
economizam
no champanhe
Silvia
Rogar
André Valentim/Strana
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| O
novo milionário Alexandre Accioly: pulo-do-gato aos 38 anos e um desejo
irrefreável de aproveitar a vida |
Para
muita gente, aniversário de 40 anos é uma data para guardar
a sete chaves e rifar do calendário. Não é o que
pensa o empresário Alexandre Accioly. Na semana passada, o novo
milionário carioca torrou nada menos do que 1 milhão de
reais em estrondosa e amplamente fotografada festança que reuniu
1.000 convidados na Ilha Fiscal, aquela do último baile da corte
de dom Pedro II, em 1889. Com temática anos 60, o megarrega-bofe
teve cenografia de época, banda cover dos Beatles e cardápio
que incluía 400 quilos de lagosta e camarão, além
de 500 garrafas de champanhe francês Veuve Clicquot. Como diriam
os cronistas antigos, não faltou comida. A extravagância
era esperada, visto ser o anfitrião um dos principais representantes
de uma geração de homens solteiros, ricos e boas-pintas
que adoram receber, têm os convites disputados a tapa e nenhum constrangimento
em fazer de celebrações imodestas odes a si próprios.
Accioly, cuja foto estava estampada no palco e no vestido das atendentes,
encomendou até um livro sobre a festa.
Ricardo Fasanello/Strana
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| Luciano
Huck: convidados que vão do baterista da banda Sepultura ao candidato
José Serra |
Nascido em família de classe média, o empresário
deu seu grande salto na vida há recentíssimos três
anos, quando vendeu à Telefônica a empresa de telemarketing
que montara. Ele embolsou 80 milhões de dólares e fez o
que a maioria das pessoas faria com 80 milhões de dólares:
resolveu aproveitar a vida. E assim tem feito, sempre muito bem acompanhado.
Em seus braços esculpidos pela malhação, em que já
se aconchegaram as apresentadoras Adriane Galisteu e Paula Orsini, bailava
no festão a atriz Carolina Ferraz, seu mais recente troféu
que ele mandou buscar de helicóptero em São Paulo.
"Passei 38 anos correndo atrás das coisas e há dois estou
curtindo a vida", costuma afirmar Accioly. Pode-se dizer que processo
semelhante ocorreu com os empresários Isaac e Tufi Duek, das grifes
Forum e Triton. Da categoria de convidados freqüentes, os irmãos
e sócios passaram, desde que se separaram de suas mulheres, há
cinco anos, a ativos integrantes da confraria dos festeiros. Durante a
Copa do Mundo, Isaac comemorou seus 50 anos em uma farra que durou nada
menos do que cinqüenta horas. Quinhentas pessoas se esbaldaram na
maratona realizada no Hotel Meliá, em São Paulo, praticamente
fechado e adaptado para o evento: tinha pista de dança, sala com
telão para assistir aos jogos, sala de estar descolada (em inglês
é lounge) e menu especial no restaurante. Para quem não
queria perder um segundo do arrasta-pé, o empresário reservou
200 suítes as mais baratinhas têm diária de
132 reais.
Depois do penta, foi a vez de o apresentador Luciano Huck abrir seu apartamento,
no Rio, para homenagear o jogador e consagrado arroz-de-festa Ronaldo
Fenômeno. Até por força do trabalho, Huck tem-se firmado
como um dos mais respeitados festeiros do momento. As comemorações
realizadas em seu dúplex carioca, com vista para o mar de São
Conrado, atraem famosos de peso e hordas de fotógrafos que batem
ponto no sereno para registrar o entra-e-sai de artistas. Huck se orgulha
do ecletismo de seus convivas. "Nos meus 28 anos, por exemplo, juntei
Igor Cavalera, músico do Sepultura, e José Serra", lembra.
Isabela Vargas/AE
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| O
empresário Isaac Duek (à esq.), com o irmão Tufi: festança
com duração de cinqüenta horas |
Sim, porque não basta ser solteiro, boa-pinta e gastar rios de
dinheiro para virar um festeiro bem-sucedido. Festa de arromba se mede
pelo quilate dos convidados desde que, é claro, eles estejam
cercados por uma grande quantidade de figurantes mais ou menos desconhecidos.
Por esse segundo critério, pode-se dizer que a última comemoração
organizada pelo empresário mineiro Henrique Alves Pinto foi um
estrondo. Realizada em ilha própria, em Angra dos Reis, provocou
até congestionamento de lanchas. Entre os presentes, constavam
de Pitanguys a artistas de segunda grandeza, como Mônica Carvalho
e Mário Velloso. Ah, também teve Luciano Huck, Ronaldinho
Fenômeno e, lógico, Accioly.
Na festa da Ilha Fiscal, o sucesso só não foi ainda mais
retumbante por causa de duas ausências. Convidados aguardavam a
improvável aparição do ator americano Robert De Niro
e a já quase inevitável presença da modelo Naomi
Campbell mas ambos fizeram forfait. A decepção
não impediu que Jorginho Guinle, rei das badalações
nas décadas de 50 e 60, se derramasse em elogios à festa.
O playboy, no entanto, vê diferenças entre os festeiros do
passado e os atuais. "Na minha época, ninguém trabalhava.
Em compensação, reuníamos gente como Rita Hayworth
e Gina Lollobrigida", lembra. Eram mesmo outros tempos.
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