Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 761 - 24 de julho de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O poder moderador

Oscar Cabral
Armínio Fraga: interesse nacional acima dos partidos

Se o Brasil conseguir o milagre de eleger e dar posse ao novo presidente sem que haja ainda mais turbulência na economia, um dos santos já tem nome. Ele é Armínio Fraga. O presidente do Banco Central tomou a iniciativa surpreendente e inédita de procurar os candidatos à Presidência ou seus representantes e conversar com eles sobre "pontos fundamentais" de uma política econômica estável. Na semana passada, Fraga reuniu-se com o deputado petista Aloizio Mercadante e o tucano José Aníbal. Já recebeu um telefonema de Ciro Gomes e o encontro espera apenas uma folga na agenda de ambos para se concretizar. Como não podia deixar de ser, a série de conversas de Armínio Fraga foi vista, por alguns analistas, como um golpe de mestre político com o objetivo de favorecer o candidato tucano, José Serra. Outra versão circulou dando conta de que se tratava de uma imposição do FMI. O Fundo teria exigido, para emprestar mais dinheiro ao Brasil, a obtenção de um "pacto de transição". Fraga estaria, segundo terceiros comentaristas, fazendo o jogo contrário, pois ao receber os oposicionistas admitia tacitamente que um deles poderá ocupar a Presidência a partir de 1º de janeiro de 2003.

Pode-se atribuir a Armínio Fraga qualquer intenção oculta que se deseje. É preciso reconhecer, de qualquer forma, que sua atitude é civilizadora e representa um enorme avanço num país cujas elites políticas ainda costumam enfrentar campanhas para presidente na base das ofensas pessoais. "A estabilidade é do interesse nacional brasileiro e está acima dos partidos", disse o presidente do Banco Central. Tendo como pano de fundo a iniciativa de Armínio Fraga, VEJA publica nesta edição um perfil do presidente do BC, contando sua trajetória, da infância no Rio de Janeiro, passando pelo alto mundo das finanças em Nova York, até sua gestão como a autoridade monetária mais poderosa do Brasil. Carioca, 45 anos, ex-aluno do colégio jesuíta Santo Inácio, casado, pai de Mariana, 19 anos, e Sylvio, 16, Armínio Fraga chegou a se matricular numa escola de medicina para seguir a carreira do pai e do avô. Mas logo deu uma guinada e decidiu-se pelo curso de economia. O Brasil pode ter perdido um bom médico, mas ganhou um economista de grande sucesso.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS