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Helena,
com Neill: e o espartilho? |
| Foto: Divulgação |
Comédia inglesa pode ser sinônimo de bons atores e roteiro afiado vide Quatro Casamentos e um Funeral. Mas pode ser também uma roubada como esta Doce Vingança (The Revengers' Comedies, Inglaterra/França, 1998), já em cartaz nos cinemas brasileiros. Os bons atores estão todos lá. Kristin Scott Thomas, indicada ao Oscar no ano passado por O Paciente Inglês, o neozelandês Sam Neill, de O Piano, e Helena Bonham Carter que, por gostar de papéis de época apimentados, recebeu no ano passado o apelido de "rainha do espartilho". Em Doce Vingança ela não mostra sua exuberância, mas não é só por isso que o filme é ruim. O problema é a falta de um roteiro decente. Ingleses costumam fazer boas comédias quando riem de si próprios, como em Um Peixe Chamado Wanda. O diretor Malcolm Mowbraw, além de desperdiçar o elenco, ignora esse manancial. A única piada de inglês que aparece no filme e que nem é muito boa surge na cena em que dois rivais resolvem disputar o amor de uma mulher por meio de um duelo, sugerindo que os britânicos ainda resolvem questões de honra como se estivessem na Idade Média. Não se deixe enganar pelos nomões estampados no cartaz ou nos anúncios de jornais. A soma de três bons atores nem sempre tem como resultado um ótimo filme.
Celso Masson
Copyright © 1998, Abril
S.A. |