|
Bancos A fera voltouCitibank troca executivo para reanimar filial brasileira
O Citibank, segundo mais antigo banco estrangeiro a operar no país o primeiro é o Lloyds , está trocando o comando no Brasil. O atual presidente, Roberto do Valle, pediu demissão na semana passada. Foi convidado pela matriz para um novo cargo nos Estados Unidos e recusou. "Eu não queria deixar o país, há muitas oportunidades neste momento", diz Valle. Não se sabe quem será seu sucessor e a escolha poderá demorar meses. Seja ele quem for, vai responder a uma fera que o Citi está mandando para comandar as subsidiárias do banco na América Latina. É Álvaro de Souza, que já presidiu o Citi entre 1993 e 1994 e nos últimos quatro anos trabalhou em Nova York, como braço direito do chefão mundial do Citi, John Reed. Souza é considerado um dos mais eficientes executivos que já passaram pelo mercado financeiro brasileiro.
Por trás da substituição de Roberto do Valle, segundo banqueiros que conhecem bem o Citibank, existe uma tentativa de reanimar a filial brasileira. O Citi andou meio apagado nos últimos tempos. Em menos de dois anos, sua posição no ranking dos maiores bancos estrangeiros com operações no Brasil caiu do primeiro para o quinto lugar. Perdeu posições para instituições internacionais que acabaram de chegar ao Brasil, como o HSBC ou o Santander, e para bancos que já estavam aqui e partiram para a expansão, como o Sudameris. "Todo mundo esperava que o Citi comprasse um outro banco, abrisse agências, reagisse", diz um banqueiro brasileiro. "Mas até agora ele não se mexeu." Na avaliação dos concorrentes, o Citi parecia sem rumo. O banco, que sempre foi forte no atendimento a empresas e em operações com o exterior, passou a enfrentar uma concorrência muito maior com a chegada de novos bancos. Nos Estados Unidos, a principal fonte de receita do Citi está no chamado varejo, a área que financia clientes, opera cartões de crédito e administra a conta dos correntistas. Nos últimos anos, era Álvaro de Souza quem cuidava dessa área nos Estados Unidos. Sua transferência para o Brasil, de onde vai comandar toda a América Latina, é vista na praça como um sinal de que o Citi quer crescer e pode até comprar algum banco no Brasil.
|