|
|
![]() |
Karina
e outras brasileiras no navio: desespero |
| Foto: Album de Família |
A rebelião militar em Guiné-Bissau, uma ex-colônia portuguesa na África, pegou no fogo cruzado os 200 brasileiros que viviam no país. Mais da metade conseguiu escapar em navios apinhados de refugiados. "No porto, as pessoas se acotovelavam desesperadas. A ordem era mulheres e crianças primeiro, mas ninguém respeitou", contou a gaúcha Karina Gernhardt, missionária da Assembléia de Deus, de volta a Porto Alegre na semana passada. Os combates começaram quando o presidente João Vieira, há dezoito anos no poder, demitiu o chefe das Forças Armadas, brigadeiro Ansumane Mané. Para enfrentar a própria soldadesca, Vieira precisou pedir socorro ao vizinho Senegal, que enviou tropas para ajudá-lo.
Às voltas com a missão impossível de provar que seu país não merece a classificação de "área de conflito permanente", o embaixador bósnio na ONU, Muhamed Sacirbey, citou o quadro de libertinagem pintado no filme Feitiço no Rio: "Estamos condenados ao ódio racial como os que vivem no Rio estão condenados ao sexo sem compromisso?" O embaixador Celso Amorim que foi presidente da Embrafilme e, felizmente, não assistiu a Feitiço no Rio respondeu que não, pois, ao contrário da Bósnia, o Rio é conhecido pela tolerância racial e religiosa.
À
portuguesa Alguns padres ameaçam com
excomunhão, mas 56% dos portugueses dizem que vão votar
a favor da lei que libera o aborto até a décima semana
de gravidez, num plebiscito marcado para o dia 28.
Portugal é o único país da União Européia que
proíbe o aborto.
A política sul-coreana de reconciliação com seu belicoso irmão comunista ganhou alento na semana passada com um presente inusitado: 500 cabeças de gado doadas pelo bilionário Chung-Ju-yung, dono da Hyundai. Doação bem-vinda, pois a Coréia do Norte está passando fome. Chung-Ju-yung aproveitou para visitar a aldeia norte-coreana onde nasceu, há 82 anos.
A mais velha da coroaA mãe da rainha Elizabeth II tornou-se a pessoa mais velha na história da monarquia inglesa. No domingo 14, a rainha-mãe, Elizabeth, completou 97 anos e 315 dias, batendo o recorde anterior da princesa Alice, uma neta da rainha Victoria que morreu em 1981. Apesar de duas operações recentes nos quadris, a rainha-mãe comparece a cerimônias públicas e, dizem os fofoqueiros da corte, não dispensa um gole de gim. |

Editado por Jaime Klintowitz
Copyright © 1998, Abril
S.A. |