"O mesmo público que consagra um ator também é capaz de destruí-lo alimentando os boatos."
Ana Carolina F. de Almeida
anacarolina@dm9.com.br

Fofoca

A foto da capa de VEJA (17 de junho) é um desagravo à atriz Gloria Pires e sua família. VEJA tratou do caso com a competência e a imparcialidade que fazem da revista a melhor do país. O que se discute é até onde pode ir a liberdade de imprensa e como podemos fazer da notícia algo isento e responsável, sem chegar à censura. Não se deve voltar à censura, mas o papel da imprensa é, neste mundo cada vez mais globalizado e interligado pela notícia, fator preponderante no modo de pensar de milhões de pessoas. Parabéns a VEJA, mais uma vez, que nos mostrou o que é jornalismo sério e competente ("Radiografia da fofoca").
Marco Antonio Villalobos Gilabert
Goiânia, GO

Gostaria de externar a minha solidariedade a Gloria Pires, Orlando Morais e Cleo pelo boato que tanto mal-estar causou a essa família. O autor deve ser um psicopata com algum trauma de ordem pessoal.
Aziz Navarro
gnavarro@zaz.com.br

É realmente lamentável que esta revista se preocupe em conceder tamanho destaque a fofocas. Penso que no país, assim como no resto do mundo, há coisas mais importantes acontecendo e que deveriam ter maior destaque.
Fernanda Zacharewicz
São Paulo, SP

Parabéns a VEJA, que mais uma vez se destacou, esclarecendo com grande objetividade um fato que a imprensa, em uma busca tresloucada pela audiência, tratou de passar e repassar, sem ao menos se preocupar com a veracidade dos fatos e sem o menor respeito às pessoas atingidas, que não mereciam tamanha difamação.
Walace Videira
nathwal@hitnet.com.br

Não entendi que o assunto de capa da revista tenha sido sobre fofocas e boatos no Brasil e no mundo. Entendo, sim, que esse fato seja uma realidade na vida de muitas pessoas, mas não justifica ser capa da revista mais lida no país.
José Antonio Pinheiro
São Paulo, SP

Parece que a imprensa não conseguiu atingir, ao menos desta vez, seu objetivo. Criando toda aquela intriga, não pôde provocar o real suicídio de Gloria Pires, precisando, assim, inventar até mesmo outra história. Será que continuarão misturando ficção e realidade? Deplorável para os reais profissionais da imprensa. Estão pagando por seus colegas de baixo nível.
Percy Thomas Aroucha
jack@elogica.com.br

José Pastore

É com muita satisfação que leio a entrevista com o professor José Pastore na edição 1551. O senhor Pastore nos coloca uma questão de fundamental importância: será que teremos todos de passar pelo drama do desemprego para que saibamos que a atual legislação que rege a relação trabalho-capital é totalmente ultrapassada, paternalista e injusta para com quem cria situações de trabalho? Penso que talvez devêssemos partir de uma discussão sobre o papel que a legislação trabalhista representa no estímulo da geração de empregos. E, a partir disso, procurar uma fórmula que expresse nossa nova realidade (Amarelas, 17 de junho).
Eugênio Salenave
Goiânia, GO

Pastore tenta simplificar um problema complexo como a relação desemprego versus tecnologia, à medida que procura analisar a questão de cada país isoladamente, esquecendo-se da "idolatrada" globalização. Por outro lado, defende uma série de alterações nas relações trabalhistas no Brasil, que no fundo desemboca no contrato temporário de trabalho e acarreta inúmeras perdas para os assalariados. Chega finalmente à conclusão de que com o Plano Real caiu a taxa de emprego formal e subiu a de emprego informal no país. Como o próprio Pastore afirma que o emprego informal é prejudicial ao Brasil, por não contribuir com o SUS e o INSS, fica a dúvida: ele é contra o SUS e o INSS ou é contra o emprego informal e, conseqüentemente, contra o Plano Real que o alimentou?
Cesar Carneiro
carneiro@e-net.com.br
Salvador, BA

Paulo Maluf

O método utilizado pelo senhor Paulo Maluf para testar a polícia paulista foi, além de inoportuno e odioso, um caso típico de feitiço que se voltou contra o feiticeiro. Ao mentir sobre um assalto e chamar o serviço de emergência da PM como qualquer delinqüente, o senhor Maluf mostrou que é bom em criar histórias e passar trotes. Fica a dúvida se ele próprio não é a maior dessas histórias, o mais duradouro dos seus trotes ("Alarme falso", 17 de junho).
Alfeu Ferreira
Recife, PE

Programa livre

Lamentável o artigo "Jogado às feras" (17 de junho). A mencionada reportagem não poupa impropérios aos jovens que, comparecendo ao Programa Livre que teve como entrevistado o não menos lamentável personagem público brasileiro Fernando Collor de Mello, exerceram sua liberdade de expressão manifestando apenas o que a esmagadora maioria do povo brasileiro pensa. A nós, jovens esclarecidos, resta o repúdio a artigos como esse que, francamente tendenciosos e que correm em defesa de um político que todos preferem esquecer, denigrem nossa imagem perante a sociedade e estigmatizam os futuros governantes deste país como um bando de adolescentes fúteis cuja única preocupação é a popularidade na sua rodinha de amigos.
Adriano Ribeiro Lyra Bezerra
São Paulo, SP

Os jovens brasileiros são, antes de qualquer crítica, os futuros eleitores dos governantes do país e, mesmo os que não participaram de nenhum movimento do tipo caras-pintadas, querem e devem questionar não só o impeachment de Fernando Collor como todos os fatos de nosso passado político. Sem sombra de dúvida, esse é um ato de cidadania. O caso aqui não é quem formula as perguntas dos adolescentes, mas sim o interesse destes em nossa política e, conseqüentemente, nas ações de nossos presidentes. O eleitorado jovem deve ser visto com atenção e respeito pois é ele que apoiará os futuros governantes. Está na hora de o povo brasileiro respeitar e apoiar o jovem. Em vista disso, acho, como jovem que sou, a reportagem incoerente ao adjetivar os adolescentes de "conscientes de fachada". Nós somos conscientes!
Katty Miriam Teles
Juiz de Fora, MG

Eleições

Às vésperas de mais uma eleição, somos obrigados a assistir ao bombardeio de acusações e críticas entre os candidatos aos cargos eletivos majoritários e proporcionais. Se cada postulante se preocupasse em apresentar seu programa de governo e como pretende colocá-lo em prática, além de o candidato da situação esclarecer o porquê de não ter cumprido suas metas anteriormente expostas, certamente o eleitorado não seria induzido ao erro ao escolher seus governantes e representantes no Poder Legislativo. Logo, em conseqüência, teríamos uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos ("Começou a guerra", 17 de junho).
Ricardo Machado de Andrade
rmandrad@nutecnet.com.br

Como era de esperar, mais uma vez o povo assiste a essa vergonha nacional. Como se fosse uma briga de galos. Quero lembrar que os candidatos que aparecem nas pesquisas são quatro e o eleitor tem de ficar assistindo a essa briguinha enquanto os outros dois candidatos (Enéas e Ciro Gomes) estão correndo o país, levando suas "propostas". É isso que o eleitor quer ver.
José Carlos Gonçalves
Embu, SP

Renda mínima

Com referência à notícia de que "O senador Eduardo Suplicy após sete anos conseguiu que se tornasse lei o projeto de renda mínima..." (Sobe & Desce, 10 de junho), informo que o projeto aprovado e que se converteu na Lei nº 9.533/97, regulamentada através do Decreto nº 2.609, de 2 de junho último, é de autoria do deputado Nelson Marchezan. Quanto ao projeto do senador Eduardo Suplicy, que também trata da renda mínima, mas de uma maneira geral, sem vincular o programa à educação, encontra-se ainda em tramitação na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
Sauro Brum Leal
Chefe de gabinete
Brasília, DF

Obesidade infantil

É com satisfação que vejo o assunto sendo tratado de forma tão esclarecedora e objetiva. O tratamento da obesidade infantil pode iniciar-se ainda bem cedo, uma vez que o importante é a reeducação alimentar, e não dietas rígidas que somente levam à compulsão, desistência e maior frustração. Somente acrescentaria à reportagem que a motivação para emagrecer deve vir de dentro da criança ou adolescente e não de seus pais unicamente. Quem mais deve querer mudar é o próprio obeso. As pessoas decidem mudar, principalmente quando a mudança dói menos que o próprio problema ("Criança X balança", 17 de junho).
Débora Gleiser
Centro de Recuperação e Estudo da Obesidade
Porto Alegre, RS

Rubens Ewald Filho

Quero parabenizar VEJA pela conquista de mais um grande colaborador: Rubens Ewald Filho. É sem dúvida o mais culto crítico de cinema de nosso país (Carta ao leitor, 17 de junho).
Emerson Rinaldi
Itápolis, SP

A seção Cinema vai melhorar ainda mais com o crítico Rubens Ewald Filho. Há muito sentia falta de seus artigos, críticas e comentários, sempre repletos daquelas curiosidades, informações e dos bastidores que nós, cinéfilos, tanto apreciamos. Sem dúvida, os leitores desta revista ganharão muito com o conhecimento enciclopédico (ou "CDrômico", para ser mais atual) desse expert.
Claudio Erlichman
São Paulo, SP

Publicidade

Excelente a reportagem a respeito dos comerciais do Hollywood ("Aventura milionária", 17 de junho). Desejamos, no entanto, deixar registrado que jamais quisemos com esses filmes induzir os jovens, mas sim nos dirigir às pessoas que já fumam e particularmente àquelas que dão preferência a essa marca.
José Zaragoza
DPZ
São Paulo, SP

Richard Dawkins

Gostaria de parabenizar VEJA mais uma vez pela fantástica reportagem sobre Richard Dawkins ("O apóstolo de Darwin", 17 de junho). O tema é um tanto polêmico, mas o fato verdadeiro é que a vida na Terra depende do acaso, e a noção de um criador atrapalha a ciência.
Paulo Valente Ferreira Neto
Florianópolis, SC

Que bobajada essas teorias — muito admiradas pelo sujeito que escreveu o artigo — do tal ''ultradarwinista" Richard Dawkins. Esse "ateísmo elegante" será extirpado no momento certo, podem acreditar!
Fabricio Muller
moz@mail.copel.br
Curitiba, PR

Rendas do Ceará

Os turistas com certeza não se frustram com as rendas, mas estão se chocando com os preços abusivos do turismo em Fortaleza. Se não tomarem providências para manter um preço justo para passeios, restaurantes e hotéis, com certeza o povo terá de comer os seus bordados, pois o turista não é tão bobo quanto parece ("Pontos com nó", 17 de junho).
Mirtes Gonçalves
São Paulo, SP

Cartas

VEJA deu destaque a um preconceituoso que fala em "infantil mentalidade" de eleitores que querem trocar um "intelectual" por um "analfabeto". VEJA embarcou na canoa da discriminação e da postura reacionária (Cartas, 17 de junho).
Raimundo Nonato de Oliveira
Cametá, PA

Chopin

Ao ler a reportagem "Piano apimentado" (17 de junho) cheguei à conclusão de que os americanos partem novamente para o ataque, como já fizeram com Mozart e Beethoven. Desta vez, a vítima é Frédéric Chopin. Quem será a próxima vítima? Os americanos são os maiores produtores de lixo cultural do mundo. Invejam não ter compositores que pudessem ser comparados a Chopin, por exemplo. Eu não acredito nessas acusações.
Cândido Martins Ribeiro
Juiz de Fora, MG

Gente

Com referência à notícia relativa ao concerto comemorativo do segundo aniversário do Coral do Senado, queremos fazer uma retificação: o senador Suplicy não se postou entre os tenores por nervosismo, mas sim porque, no arranjo executado de Cio da Terra, as vozes masculinas cantam em uníssono. Por motivos técnicos, o senador foi posicionado entre os tenores (Gente, 10 de junho).
Glicínia Mendes
Brasília, DF

Guia da Copa

Foi fantástico receber o Guia da Copa (10 de junho) para poder acompanhar a Copa do Mundo. Moro nos Estados Unidos e estava com dificuldade para obter informações sobre as datas dos jogos e comentários recentes, e o Guia é tudo o que eu estava buscando.
Wilma Chalhub
Naples, Flórida
Chalhubw@aol.com

Spice Girls

Achei uma tremenda falta de respeito vocês compararem a Geri, ou Ginger Spice, com a Carla Perez. Nós, fãs das Spice Girls, não gostamos nada da comparação e duvido que os admiradores da Carla Perez tenham gostado também. Desta vez foi a gota d'água. Melhor prestarem mais atenção ao que escrevem ("A ruiva do tchan", 10 de junho).
Agueda Oliveira, 12 anos
npo@amazon.com.br

Scott McNealy

O que Scott McNealy, fundador e presidente da Sun Microsystems, quer dizer ao mundo é que o pacote Office de Gates é uma Ferrari, mas quem a usa não sabe pilotá-la a mais de 40 quilômetros por hora, pois a oferta de recursos oferecidos nesses softwares é maior que a demanda. Por outro lado, ele mostra que não tem capacidade bastante para disputar com Gates, pois se a Microsoft é o que é, tem o tamanho que tem e é líder mundial em software não é por acaso. Gates se empenhou desde o começo para a Microsoft ser a melhor. Quem nunca usou um software da Microsoft que atire a primeira pedra (Amarelas, 10 de junho).
Rodrigo Franco de Souza
Franco da Rocha, SP

Sorteios

O sucesso de Walter Mercado é mesmo sinal de que tem bobo para tudo abaixo da linha do equador. Eu mesma já fiz duas ligações para seus serviços a título de curiosidade, e o valor pago foi de 176 reais. O que me foi dito eu poderia ter descoberto em uma revista que custa no máximo 3 reais. Foram gastos dez minutos de telefonema pago somente para repetir meu nome, minha data de nascimento, meu signo, ascendente, planeta regente e poucas informações genéricas, todas repetidas sem nenhum detalhamento sobre os assuntos que perguntei ("Jogo perigoso", 10 de junho).
Theresia Miller
São Paulo, SP

Asma

Parabenizo VEJA pela excelente reportagem "Asma: a luta pelo ar" (10 de junho). No meu entender, a revista conseguiu colocar de maneira simples e clara a importância da doença, os sintomas principais e as formas de tratamento. A asma é uma doença tratável e não se justifica hoje sofrimento devido a ela. Gostaria de clarear dois aspectos da reportagem. "Do ponto de vista fisiológico, a asma...". Ao contrário do que imaginamos pelos "fisiológicos" do nosso Congresso, fisiologia em medicina retrata o funcionamento normal de um sistema, ou seja, ausência de doença. Finalmente, gostaria de diminuir os ânimos quanto à utilidade dos antagonistas de leucotrienos que estão entrando no mercado. Apesar de úteis em algumas situações, essas drogas não são melhores que os corticóides inalatórios para o tratamento da asma.
Mauro Martins Teixeira
Belo Horizonte, MG


CORREÇÃO: No Guia da Copa, foi publicado que a seleção da Romênia ficou em 9º lugar em todas as Copas que disputou. O correto é 1930 (8º), 1934 (12º), 1938 (9º), 1970 (10º), 1990 (12º), 1994 (6º).


Ao contrário do que disse aqui o doutor Christian Gauderer, a circuncisão não é uma "mutilação genital", pois remove apenas a pele que cobre a glande do pênis, não interferindo no prazer sexual nem na capacidade erétil. As complicações médicas são raríssimas. A circuncisão não é um "ritual de fertilidade", e sim uma prática ordenada por Deus (Livro do Gênesis, capítulo 17) como sinal de sua aliança com Abraão e seus descendentes. Tampouco é um ritual "perdido há milênios". Muito pelo contrário, vem sendo observado pelo povo judeu, ininterruptamente, há 4.000 anos. Ela é recomendada por muitos médicos como medida profilática. Não infringe o Estatuto da Criança e do Adolescente, já que o sofrimento causado ao recém-nascido é infinitamente menor do que quando, mais tarde, uma fimose torna a cirurgia obrigatória. A circuncisão não constitui crime federal em nenhum país do mundo. A família real inglesa adotou a prática durante muitas décadas, tendo o príncipe Charles sido circuncidado por um mohel, um judeu especialmente treinado para efetuar a circuncisão.
Rabino Henry I. Sobel
São Paulo, SP


Os números da semana passada

E-mails recebidos 452
Fax 181
Cartas 68
Total 701

Reportagens mais comentadas:

Gloria Pires e os boatos 44
A voz do leitor 18
Lula X FHC 11
Entrevista com José Pastore 11
Collor no programa livre 10


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