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Ricos e famosos
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Os
convidados de
VEJA reunidos para
uma foto histórica |
| Foto:
Antonio Milena |
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Os negros e
"pardos" brasileiros, segundo a peculiar
distinção que ainda consta do vocabulário oficial do
país, somam 68 milhões de pessoas. Pela ótica de um
americano, segundo a qual negro é todo mundo com
relação de parentesco com outro negro, mesmo que
distante na árvore genealógica e já não mais visível
na pele, os brasileiros da raça negra seriam um
contingente muitíssimo maior. A distinção é crucial
porque define o alcance e o caráter da discriminação
racial existente no Brasil. Ao contrário do que ocorre
em países como os Estados Unidos, a discriminação por
aqui tem gradações, como a própria cor da pele do
brasileiro. Mais sutil, continua sendo cruel.
Alguma coisa se
move, no entanto, nesse pântano do preconceito. Já
existe no Brasil uma classe média negra, que reúne 7,5
milhões de pessoas, com renda familiar média de 2.600
reais por mês. Isso é uma novidade. A metade desses
homens e mulheres tem o colegial completo e 34% tiraram
diploma de curso superior. Passando a uma perspectiva
individual, descobre-se outro fenômeno. Ao procurar os
negros de maior projeção no país no setor da música,
do esporte, da televisão, dos palcos, aqueles que
ficaram conhecidos e em muitos casos enriqueceram nessas
atividades, observa-se que eles, mesmo continuando no
papel de exceções, são mais numerosos e experimentam
as vantagens do sucesso num grau bem mais acentuado. O
cantor de pagode Alexandre Pires, por exemplo, vendeu 3
milhões de cópias do seu último disco, três vezes
mais do que o consagradíssimo Roberto Carlos vende hoje
em dia. Alexandre Pires ganha 85.000 reais por mês. Para
falar de preconceito e também das formas de lutar
contra ele , VEJA entrevistou alguns dos mais
destacados representantes desse setor emergente,
reunindo-os para uma foto histórica no feriado de Corpus
Christi. As histórias que contam são emocionantes em
dois sentidos. Falam de feridas, mas também de grandes
vitórias.

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