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Edição 2118

24 de junho de 2009
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Qual é o talento dele?

Exterminar quem o incomoda, com golpe rápido e certeiro,
e ainda mostrar a vítima. Contra mosquitos, Obama é o cara


Lizia Bydlowski

Fotos AP

Com mais de 1 milhão de acessos, espalhou-se pela internet o vídeo em que o presidente Barack Obama interrompe uma entrevista no Salão Leste da Casa Branca assombrada por um mosquito insolente, espera o inseto pousar em seu braço, extermina-o com um golpe certeiro e, orgulho estampado no rosto, aponta o cadáver para a câmera. Com gestos como esse, super-Barack – excelente orador, ás do basquete, pai amoroso, marido exemplar – vai se aproximando, em popularidade, de certos caras com índices de aprovação nas alturas (menos no modo de ver da organização pró-animais Peta, que através do porta-voz Bruce Friedrich criticou a "execução executiva do inseto" em termos elegantes: "Acreditamos que, em todas as circunstâncias possíveis, as pessoas devem mostrar compaixão para com os animais"). O que o vídeo não mostra é que a Casa Branca da família Obama, neste começo de verão americano, encontra-se assolada por legiões de voadores inconvenientes, problema provavelmente herdado de administrações anteriores. "Ele corre atrás deles no Salão Oval e os ataca com relatórios", descreve Austan Goolsbee, membro do Conselho de Assessores Econômicos. Haveria uma parábola por trás disso tudo?



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