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Edição 2118

24 de junho de 2009
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Felipe Patury

 

Motosserra petista

Lailson Santos


O Amazonas costuma devastar o PSDB. Em 2006, o presidente Lula abriu no estado 1 milhão de votos de vantagem em relação ao tucano Geraldo Alckmin, que gastou a dianteira obtida no Sul para compensar o desastre na floresta. Como o PSDB não tem um bom candidato a governador no Amazonas, a motosserra petista ameaça derrubar o partido novamente. Por isso, o governador paulista José Serra faz de tudo para selar um acordo com o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, do PTB. Há dois meses, Mendes declarava que jamais o apoiaria, porque Serra é contra a Zona Franca. Agora, já admite firmar fileiras com o tucano.

 

Gim com vodca

Dida Sampaio/AE


Já se conhecia o apreço do governo por ressuscitar políticos caídos no limbo, como Fernando Collor e Renan Calheiros. Mas o Planalto também mostra disposição para resgatar outros que apenas chegaram à beira do abismo. É o caso do senador Gim Argello, líder do PTB. Depois de quase perder o mandato, sob a acusação de grilar terras e desviar dinheiro público, ele ganhou a extrema simpatia governamental ao se tornar defensor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Gim está tão próximo do Planalto, do PT e de demais partidos de esquerda que articula disputar o governo do Distrito Federal com o apoio de seus amigos vermelhos.

 

O recuo da senadora

Sérgio Lima/
Folha Imagem


Por três anos, a senadora democrata Kátia Abreu anunciou aos quatro ventos que seria candidata ao governo do Tocantins. Em algumas pesquisas eleitorais, chegou até a estar tecnicamente empatada com o líder, Siqueira Campos, do PSDB. Mas ela não quer mais tocar no assunto. A senadora, que assumiu a presidência da Confederação Nacional da Agricultura em dezembro, quer concorrer à sucessão da agremiação em 2011. Por isso, adiou para 2014 o projeto de disputar o governo estadual.

 

Para em pé?

Valter Campanato/ABR


O Ibama pretende anunciar no fim do próximo mês o menor desmatamento da Amazônia em vinte anos. Pela primeira vez, a destruição anual terá sido inferior a 10 000 quilômetros quadrados – no levantamento anterior foi de 11 000. Esse dado já seria surpreendente, mas o presidente do Ibama, Roberto Messias, acredita que poderá exibir um número ainda melhor. Nas suas estimativas, a área desflorestada nos últimos doze meses ficará na casa dos 8 000 quilômetros quadrados. É uma previsão tão otimista que seu chefe, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o proibiu de divulgá-la antes dos resultados consolidados.

 

Quebra de safra

Divulgação


O Brasil só começou a colher milho transgênico neste ano, e a nova cultura já corre risco de extinção. Alguns dos maiores compradores do grão não querem saber de transgênicos. É o caso da Kellogg’s e da PepsiCo, que pediram ao presidente da associação dos produtores de grãos convencionais, César Borges de Sousa, garantia de suprimentos anuais de 200 000 toneladas. As empresas não querem ser obrigadas a aplicar em seus produtos o selo T, que discrimina os produtos transgênicos.

 

Quanto rendem boas vigarices

Divulgação


As peripécias do trambiqueiro Marcelo Nascimento da Rocha são famosas desde 2001, quando ele namorou celebridades e alugou aviões fingindo ser o empresário Henrique Constantino, da Gol. E não param de render. Foram tema de um livro da jornalista Mariana Caltabiano, que inspirou um filme a ser estrelado por Wagner Moura. A jornalista também produz um documentário sobre o assunto. E, agora, o próprio Rocha quer aproveitar a oportunidade para se lançar como romancista. Seu Fábrica de Monstros foi inspirado na sua experiência como presidiário. Talento para ficção é o que não lhe falta.



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