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Felipe Patury Mortos muito vivos O governo gasta mais de 60 milhões de reais por ano com aposentadorias para 5.000 funcionários públicos que já morreram. O Dataprev, departamento de processamento de dados do INSS, descobriu o estranho caso dos mortos-vivos depois de cruzar os dados do cadastro de servidores aposentados com a relação de pagamentos feitos pelo governo.
Caixinha à vista O deputado Henrique Alves, do Rio Grande do Norte, tem sido apontado como o mais provável candidato a vice na chapa de José Serra, desde que o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, desistiu da empreitada. Isso porque Henrique Alves, além de ser nordestino, atenderia a uma exigência básica dos tucanos: ter um currículo sem nenhuma história cabeluda. Na semana passada, porém, acendeu-se a luz amarela. O Ministério Público do Rio Grande do Norte recebeu uma fita com a gravação de uma reunião de representantes de empreiteiras do Estado. Na reunião, os presentes comentam abertamente que precisam recolher 10% do valor das obras públicas que estão construindo para fazer um caixa eleitoral clandestino. Fica claro que o dono do caixa é Garibaldi Alves, que até o início do mês era governador do Rio Grande do Norte. Garibaldi Alves é primo do deputado Henrique Alves. Teme-se, no tucanato, que a história do primo governador respingue no primo deputado. Petista não entra Lula está contratando um batalhão de oito advogados especializados em direito civil e penal para enfrentar quem lhe fizer acusações durante a campanha. A seleção dessa tropa de choque jurídica está a cargo do criminalista Márcio Thomaz Bastos, que dispensa filiados ao PT. Deixa comigo Ciro Gomes pediu a seu guru intelectual, Roberto Mangabeira Unger, que não rebatesse as críticas do presidente do PPS, o senador Roberto Freire, às negociações com o PFL. Ciro quer ver se consegue acalmar os ânimos exaltados de seu colega ex-comunista. Banho-maria A corrida para o governo de São Paulo é a mais morna de que se tem notícia nos últimos anos. Pelo menos do lado dos eleitores. Um cruzamento das pesquisas feitas pelo Vox Populi seis meses antes das eleições de 1990, 1994 e 1998 mostra que quase 50% dos paulistas já haviam escolhido seus candidatos a essa altura do campeonato. Essa porcentagem, hoje, é de apenas 26%.
Operação debandada A diretoria da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, começa a se esfacelar. O diretor Marcelo Fernandez Trindade deixa o cargo nesta semana. O próximo deve ser o presidente da comissão, José Luiz Osório. Ele disse a amigos que quer dedicar-se mais à família e pretende cumprir sua quarentena de quatro meses ainda no governo FHC. Osório espera estar de volta ao mercado no início de 2003. 180 anos no poder José Bonifácio de Andrada será nomeado nesta semana para a Advocacia-Geral da União. Substituirá Gilmar Mendes, que vai para o Supremo Tribunal Federal. Andrada é da família do patriarca da independência, que integra os círculos do poder desde 1822.
Sinal dos tempos A Confederação Nacional da Indústria fez uma pesquisa para saber quais são os principais temas que os empresários pretendem debater com os candidatos à Presidência da República. Ganharam reforma tributária e educação. Política industrial, que já foi o preferido da turma, ficou em último lugar. Ação terapêutica É melancólico o fim da carreira de 33 anos de Adalmiro Baptista no comando do laboratório Aché, o maior fabricante de remédios do país. Ele e outros quatro executivos da companhia serão denunciados pelo Ministério Público, acusados de falsificar uma ata da assembléia de acionistas.
Ajuda de fora Um grupo de empresários contratou a multinacional de segurança Kroll Associates para preparar um diagnóstico da violência em São Paulo. A empresa receberá 100.000 dólares pelo trabalho e mais 600.000 dólares por um documento com propostas para a redução da criminalidade de forma geral. Edmundo Klotz, da indústria de alimentos, quer entregar o resultado ao Palácio do Planalto.
Negócio trilegal A Rede Brasil Sul, da família Sirotsky, tomou a dianteira nas negociações para a compra dos Diários Associados. Há duas semanas, um enviado do clã gaúcho avisou que tem em caixa 200 milhões de dólares para comprar os doze jornais e catorze rádios remanescentes do império criado por Assis Chateaubriand. As oito emissoras de TV estão fora do negócio.
Colaboraram
Gabriela Carelli, Luís Henrique Amaral,
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