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Edição 1 748 - 24 de abril de 2002
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Intercâmbio deve ser validado

Sergio Saraiva


Programas de intercâmbio no exterior estão nos planos de muitos adolescentes. Antes de sair do Brasil, contudo, é importante verificar como as aulas fora do país poderão ser validadas na volta. O primeiro passo é informar-se na escola brasileira sobre as matérias que devem ser obrigatoriamente cursadas, lista a ser apresentada à escola no exterior para a montagem de uma grade curricular equivalente. No fim do período, é necessário um certificado detalhado da escola. "O documento precisa ser autenticado no consulado brasileiro", adverte Alfredo Spínola, presidente da Belta, associação de empresas de educação internacional.

 


 

Se perder o carro, salve o IPVA


Todo início de ano, os motoristas são obrigados a pagar o imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA). O que poucos sabem é que têm o direito de pedir a devolução do dinheiro em caso de roubo ou acidente com perda total do veículo. Nessa hipótese, fica retida apenas a parcela referente aos meses em que o bem foi utilizado no ano. O direito à devolução só prescreve após cinco anos. Segundo o advogado Eurivaldo Bezerra, nem todos os Estados atendem aos pedidos feitos por meio de recurso administrativo. Nesses casos, a saída é a via judicial. É necessário apresentar documentos do motorista e do veículo, boletim de ocorrência policial e cópia do pedido indeferido para iniciar a ação. O proprietário gasta pelo menos 250 reais nesse processo, e os honorários dos advogados são de 20% sobre o valor da causa. Ou seja, a iniciativa só compensa para os carros mais caros. Mas há veículos, como o Omega CD, que chegam a pagar mais de 3.000 reais de IPVA.

 

Juro zero pode ser ilusão

As concessionárias de veículos voltaram a anunciar financiamentos sem juros. Esse tipo de promoção exige atenção por parte do comprador, pois nem sempre o preço à vista é realmente igual ao cobrado no financiamento "sem juros". A oferta vale para o consumidor que paga em torno de 65% de entrada e financia o restante em no máximo doze vezes. A taxa de cadastro varia de 150 a 300 reais. E ainda há o pagamento do imposto sobre operações financeiras (IOF), de cerca de 1,5% do valor financiado. Para carros como o Ford Focus e o Chevrolet Astra, na faixa dos 30.000 reais, são comuns os descontos de 1 300 a 1.700 reais no pagamento à vista. Isso significa que o juro zero é, na prática, enganoso. Às vezes os valores são iguais, mas quem paga à vista recebe presentes como CD-player, licenciamento pago, tanque cheio e pintura metálica. Os juros para financiamentos em 36 parcelas são de 2,4% ao mês.

 

BOA NOTÍCIA

O fim da picada

Cientistas do Instituto de Pesquisas Nucleares da Rússia anunciaram a criação de uma seringa que dispensa o uso de agulhas. O aparelho, que utiliza raio laser, elimina a dor dos pacientes que precisam tomar medicamentos injetáveis. Ele também retira amostras de sangue de forma quase imperceptível. O raio laser tem propriedades anti-sépticas e evita contaminações. Não há informações sobre quando o produto chegará ao mercado.

 

MÁ NOTÍCIA

Prejuízo do cigarro

Um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, constatou que cada maço de cigarros fumado custa ao país cerca de 7 dólares em tratamento médico e perda de produtividade nas empresas. A pesquisa avaliou o índice de mortalidade, a redução da esperança de vida e os custos econômicos do tabagismo. Entre 1995 e 1999, mais de 440.000 americanos morreram em decorrência do fumo. Cerca de 8% eram fumantes passivos.

 

Uma forcinha do ex-patrão

Na época do temido "bilhete azul", a notícia da demissão costumava chegar aos funcionários das grandes companhias com frieza. De uns tempos para cá, as empresas passaram a demonstrar preocupação com o "dia seguinte" de quem é dispensado, numa estratégia para preservar a imagem de boas empregadoras até na pior hora. Surgiu o serviço de outplacement, executado por consultores pagos por quem demite para encaminhar o ex-funcionário na busca por nova vaga no mercado. Inicialmente oferecido apenas a executivos, o serviço começa a se espalhar para cargos médios e, em alguns casos, já está chegando até ao pessoal menos qualificado. "O foco do trabalho é mostrar ao profissional como ele pode desenvolver novas competências e se tornar mais atraente para o mercado", diz a gerente de projetos especiais da Adecco, Denise Zimmermann, que nos últimos três meses coordenou cinco projetos de recolocação em grande escala. O atendimento, personalizado, inclui entrevista e análise de afinidades, o que pode revelar alternativas como mudar de área, tornar-se autônomo ou abrir um negócio. Outra consultoria que atua no segmento, a BPI, alcançou índices superiores a 80% de recolocação em projetos envolvendo centenas de ex-funcionários de empresas como Volkswagen e Brasil Telecom.

 

Editado por Cley Scholz. Colaboraram Cláudia Bredarioli, Demetrius Caesar e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 
Foto Flavio Canalonga

   
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