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um fortão
The Rock luta pelo posto que
Schwarzenegger deixou vago
Isabela
Boscov
Divulgação
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| O
escorpião rei: até simpático |
Graças ao bizarro fascínio dos americanos pela luta livre,
seus astros do ringue cada vez mais ganham posições de destaque
em áreas não relacionadas ao pugilato de mentirinha. Eles
já contam em suas fileiras um governador Jesse Ventura,
do Estado de Minnesota e acabam de dar ao mundo um novo ícone
das telas. Trata-se de The Rock, nome de guerra de Dwayne Johnson, que
agradou à platéia de O Retorno da Múmia como
um guerreiro que era meio homem, meio escorpião. Agradou tanto,
na verdade, que ganhou um filme só seu: O Escorpião
Rei (The Scorpion King, Estados Unidos, 2002), que estréia
nesta sexta-feira no país. Nessa aventura, conhece-se a origem
do personagem. The Rock faz o último representante de uma linhagem
de assassinos, que é contratado para matar uma feiticeira. Não
que ele tenha algo contra a moça, que é bem jeitosa. É
que graças a ela um tirano que está aquartelado na cidade
de Gomorra (aquela mesma da Bíblia) não pára
de expandir seus domínios. Não há aí, obviamente,
pretensões de fidelidade à realidade histórica, ou
a qualquer outra. O diretor Chuck Russell, de O Máskara,
investe no kitsch, no humor e na capacidade do astro de estapear seus
oponentes. É uma espécie de Conan, o Bárbaro
sem as cenas mais explícitas, e até que divertido (desde
que se aprecie o gênero). E The Rock, por sua vez, é uma
espécie de Arnold Schwarzenegger redivivo. Como o austríaco,
não é desprovido de simpatia e tem bíceps do tamanho
de um brasileiro médio. Como ele, também, deve ter uma carreira
infinita enquanto dure.
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