
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Eles buscaram e acharam
Certeiro
e veloz, o Google
torna-se o site de busca mais
bem-sucedido da internet

Gabriela
Carelli
AP

Larry
Page e Brin: tecnologia rendeu o título de "os mais inovadores da
rede" |

Veja também |
|
|
|
Para quem
ainda resiste à internet, a palavra Google não faz nenhum
sentido. A única definição para o termo inglês,
uma corruptela de googol, está nos dicionários: significa
o número 1 seguido de uma centena de zeros - e foi cunhada por
um sobrinho de 9 anos do matemático americano Edward Kasner (1878-1955).
Já as centenas de milhões de pessoas que dependem de um
computador para obter informações na rede mundial definem
Google como uma ferramenta inigualável para encontrar quase tudo
o que se deseja nos bilhões de páginas da web. Criado em
1998 por dois estudantes da Universidade Stanford, o Google, que começou
a funcionar num pequeno e apertado alojamento universitário, acaba
de ser eleito pelos institutos de tecnologia como o maior, mais abrangente
e inteligente buscador da web. Em quatro anos - e sem investir nada em
marketing - passou de empresa experimental a quinto endereço mais
visitado pelos americanos nas 3.152 redes de sites de todos os gêneros
disponíveis, segundo ranking do Nielsen//NetRatings. Numa pesquisa
concluída em fevereiro pelo instituto em 29 países, o buscador
aparece como o sexto endereço da internet preferido entre todos
os existentes. No Brasil, seus acessos saltaram de 109.000 para 1,2 milhão
desde mar&ccediuatro anos - e sem investir nada em
marketing - passou de empresa experimental a quinto endereço mais
visitado pelos americanos nas 3.152 redes de sites de todos os gêneros
disponíveis, segundo ranking do Nielsen//NetRatings. Numa pesquisa
concluída em fevereiro pelo instituto em 29 países, o buscador
aparece como o sexto endereço da internet preferido entre todos
os existentes. No Brasil, seus acessos saltaram de 109.000 para 1,2 milhão
desde março do ano passado. O Google desbancou os tradicionais
buscadores AltaVista, AllTheWeb e Ask Jeeves e está quase empatado
em audiência com os gigantes Yahoo!, AOL e MSN, portais que também
contam com serviços de busca.
Se o Google
se tornou uma das maiores sensações da internet atual, isso
aconteceu pelas seguintes razões: a empresa conseguiu entrar no
mercado saturado dos buscadores e portais, ofereceu um produto inovador
e eficiente e cresceu vertiginosamente num mercado em queda livre. Desde
a depressão na bolsa eletrônica Nasdaq, em 2000, quando cerca
de cinqüenta empresas pontocom fechavam as portas diariamente, a
maioria das firmas de internet perde dinheiro. Primeira a lucrar com as
buscas na web, a Yahoo! chegou a valer 126 bilhões de dólares.
Passou por maus bocados no ano passado, demitiu 500 funcionários,
trocou seu principal executivo e hoje vale cerca de 9 bilhões de
dólares. No caso do Google ocorreu exatamente o oposto. Apesar
de ser um negócio bem mais modesto, a receita da empresa aumentou
sem parar desde a criação do site, sem sofrer as conseqüências
da crise. Com políticas como escolher sistemas operacionais de
baixo custo e investir todo o dinheiro disponível para manter-se
na dianteira tecnológica, conseguiu sair do patamar próximo
das mesadas dos estudantes para atingir um valor de receita estimado em
100 milhões de dólares. Todos esses ganhos permitem ao Google
fazer planos para se capitalizar no mundo das ações ainda
neste ano. Até lá, a companhia se recusa a fornecer dados
sobre os lucros e o faturamento.
Mas por
que o Google, uma empresa pequena, de capital fechado e 260 funcionários,
se tornou sucesso de público, ameaçando a hegemonia de sites
como o Yahoo!, uma corporação com quase 4.000 empregados?
"Porque centramos todas as nossas forças nas buscas, enquanto
os outros se transformaram em portal e diversificaram seus serviços",
disse a VEJA Sergey Brin, um dos fundadores do site. O Yahoo!, que nasceu
como buscador, em 1994, expandiu-se e hoje concentra apenas 38% de suas
operações nas buscas. No caso do Google, elas representam
96,6% das operações. Na opinião dos analistas, fechar
o foco foi o fator decisivo para a ascensão do Google. A rede mundial
de computadores não pára de crescer. Em 1995, havia 10 milhões
de páginas na internet. A previsão é que chegue a
100 bilhões em 2005. Nos últimos seis anos o número
de internautas saltou de 26 milhões para 259 milhões. "No
emaranhado que se tornou a internet, criar ferramentas para encontrar
agulhas perdidas no palheiro pode render muito, se forem bem-feitas",
diz Nivio Ziviani, um dos maiores especialistas do Brasil em tecnologia
de buscas, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. A crescente
importância dos sites de busca é a base da estratégia
do Google, que, além do serviço, vende sua tecnologia. Em
um ano o Google conquistou 100 clientes em vinte países. É,
talvez, o único tesouro da hoje velha nova economia.
|
O
irmão mais velho vira provedor
A
história do Yahoo!, o mais popular site de busca do mundo,
é parecida com a do Google. No meio da década passada,
os jovens Jerry Yang e David Filo tiveram uma idéia que hoje
parece banal, mas na época era inédita e tornou-se
revolucionária: criar um mecanismo de guia para as pessoas
encontrarem sites na internet. Nada mais que uma página de
busca. Em poucos anos o Yahoo! tornou-se o mais conhecido site da
internet e é até agora um dos campeões de acesso
no mundo todo, presente em 26 países. A versão brasileira
do site, o Yahoo! Brasil, entrou no ar em 1999 e atualmente é
visitado por mais de 3,7 milhões de pessoas por mês,
o que lhe garante a terceira posição no ranking brasileiro
elaborado pelo Ibope, atrás do UOL e do iG. Essa colocação
só foi alcançada recentemente, graças à
aquisição do Cadê?, outro site de busca que
foi criado na década de 90, mas por brasileiros, e que desde
o início também fez grande sucesso no mercado. Nesta
semana, o Yahoo! Brasil vai anunciar uma novidade: a oferta de acesso
grátis à internet. O provedor Yahoo! é uma
parceria feita pela empresa com a Brasil Telecom, que será
responsável pela infra-estrutura e administração
do serviço. O objetivo, no entanto, não é competir
com força nesse segmento. Oferecer acesso gratuito é
uma estratégia para atrair mais internautas para suas páginas
na internet.
|
|
|
 |