Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 748 - 24 de abril de 2002
Economia e Negócios Internet

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
  Austrália: O país que mais cresceu nos anos 90
O sucesso do buscador Google
Sem a CPMF, o governo ameaça aumentar o IOF
Europeus divulgam lista de lavadores de dinheiro
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Eles buscaram e acharam

Certeiro e veloz, o Google
torna-se o site de busca mais
bem-sucedido da internet

Gabriela Carelli

AP

Larry Page e Brin: tecnologia rendeu o título de "os mais inovadores da rede"


Veja também
Entrevista com Sergey Brin, um dos criadores do Google, feita pela jornalista Gabriela Carelli
Os serviços oferecidos pelo Google
Como usar o buscador
A nova barra de ferramentas
Dicas de pesquisa
Pesquisa avançada

Para quem ainda resiste à internet, a palavra Google não faz nenhum sentido. A única definição para o termo inglês, uma corruptela de googol, está nos dicionários: significa o número 1 seguido de uma centena de zeros - e foi cunhada por um sobrinho de 9 anos do matemático americano Edward Kasner (1878-1955). Já as centenas de milhões de pessoas que dependem de um computador para obter informações na rede mundial definem Google como uma ferramenta inigualável para encontrar quase tudo o que se deseja nos bilhões de páginas da web. Criado em 1998 por dois estudantes da Universidade Stanford, o Google, que começou a funcionar num pequeno e apertado alojamento universitário, acaba de ser eleito pelos institutos de tecnologia como o maior, mais abrangente e inteligente buscador da web. Em quatro anos - e sem investir nada em marketing - passou de empresa experimental a quinto endereço mais visitado pelos americanos nas 3.152 redes de sites de todos os gêneros disponíveis, segundo ranking do Nielsen//NetRatings. Numa pesquisa concluída em fevereiro pelo instituto em 29 países, o buscador aparece como o sexto endereço da internet preferido entre todos os existentes. No Brasil, seus acessos saltaram de 109.000 para 1,2 milhão desde mar&ccediuatro anos - e sem investir nada em marketing - passou de empresa experimental a quinto endereço mais visitado pelos americanos nas 3.152 redes de sites de todos os gêneros disponíveis, segundo ranking do Nielsen//NetRatings. Numa pesquisa concluída em fevereiro pelo instituto em 29 países, o buscador aparece como o sexto endereço da internet preferido entre todos os existentes. No Brasil, seus acessos saltaram de 109.000 para 1,2 milhão desde março do ano passado. O Google desbancou os tradicionais buscadores AltaVista, AllTheWeb e Ask Jeeves e está quase empatado em audiência com os gigantes Yahoo!, AOL e MSN, portais que também contam com serviços de busca.

Se o Google se tornou uma das maiores sensações da internet atual, isso aconteceu pelas seguintes razões: a empresa conseguiu entrar no mercado saturado dos buscadores e portais, ofereceu um produto inovador e eficiente e cresceu vertiginosamente num mercado em queda livre. Desde a depressão na bolsa eletrônica Nasdaq, em 2000, quando cerca de cinqüenta empresas pontocom fechavam as portas diariamente, a maioria das firmas de internet perde dinheiro. Primeira a lucrar com as buscas na web, a Yahoo! chegou a valer 126 bilhões de dólares. Passou por maus bocados no ano passado, demitiu 500 funcionários, trocou seu principal executivo e hoje vale cerca de 9 bilhões de dólares. No caso do Google ocorreu exatamente o oposto. Apesar de ser um negócio bem mais modesto, a receita da empresa aumentou sem parar desde a criação do site, sem sofrer as conseqüências da crise. Com políticas como escolher sistemas operacionais de baixo custo e investir todo o dinheiro disponível para manter-se na dianteira tecnológica, conseguiu sair do patamar próximo das mesadas dos estudantes para atingir um valor de receita estimado em 100 milhões de dólares. Todos esses ganhos permitem ao Google fazer planos para se capitalizar no mundo das ações ainda neste ano. Até lá, a companhia se recusa a fornecer dados sobre os lucros e o faturamento.

Mas por que o Google, uma empresa pequena, de capital fechado e 260 funcionários, se tornou sucesso de público, ameaçando a hegemonia de sites como o Yahoo!, uma corporação com quase 4.000 empregados? "Porque centramos todas as nossas forças nas buscas, enquanto os outros se transformaram em portal e diversificaram seus serviços", disse a VEJA Sergey Brin, um dos fundadores do site. O Yahoo!, que nasceu como buscador, em 1994, expandiu-se e hoje concentra apenas 38% de suas operações nas buscas. No caso do Google, elas representam 96,6% das operações. Na opinião dos analistas, fechar o foco foi o fator decisivo para a ascensão do Google. A rede mundial de computadores não pára de crescer. Em 1995, havia 10 milhões de páginas na internet. A previsão é que chegue a 100 bilhões em 2005. Nos últimos seis anos o número de internautas saltou de 26 milhões para 259 milhões. "No emaranhado que se tornou a internet, criar ferramentas para encontrar agulhas perdidas no palheiro pode render muito, se forem bem-feitas", diz Nivio Ziviani, um dos maiores especialistas do Brasil em tecnologia de buscas, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. A crescente importância dos sites de busca é a base da estratégia do Google, que, além do serviço, vende sua tecnologia. Em um ano o Google conquistou 100 clientes em vinte países. É, talvez, o único tesouro da hoje velha nova economia.

 

O irmão mais velho vira provedor

A história do Yahoo!, o mais popular site de busca do mundo, é parecida com a do Google. No meio da década passada, os jovens Jerry Yang e David Filo tiveram uma idéia que hoje parece banal, mas na época era inédita e tornou-se revolucionária: criar um mecanismo de guia para as pessoas encontrarem sites na internet. Nada mais que uma página de busca. Em poucos anos o Yahoo! tornou-se o mais conhecido site da internet e é até agora um dos campeões de acesso no mundo todo, presente em 26 países. A versão brasileira do site, o Yahoo! Brasil, entrou no ar em 1999 e atualmente é visitado por mais de 3,7 milhões de pessoas por mês, o que lhe garante a terceira posição no ranking brasileiro elaborado pelo Ibope, atrás do UOL e do iG. Essa colocação só foi alcançada recentemente, graças à aquisição do Cadê?, outro site de busca que foi criado na década de 90, mas por brasileiros, e que desde o início também fez grande sucesso no mercado. Nesta semana, o Yahoo! Brasil vai anunciar uma novidade: a oferta de acesso grátis à internet. O provedor Yahoo! é uma parceria feita pela empresa com a Brasil Telecom, que será responsável pela infra-estrutura e administração do serviço. O objetivo, no entanto, não é competir com força nesse segmento. Oferecer acesso gratuito é uma estratégia para atrair mais internautas para suas páginas na internet.



 
 




 

   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS