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Edição 1 748 - 24 de abril de 2002
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"Que o caso Roseana sirva de reflexão tanto para os candidatos quanto para os eleitores que vão escolher o presidente, em outubro."
Renato de Cássia e Silva Filho
Teresina, PI

 

Sucessão

Parabéns pela reportagem "A candidata que virou pó" (17 de abril). VEJA contribuiu para um futuro promissor e com mais esperança para nossa nação.
Herbert Cornils
Fortaleza, CE

Em sua matéria de capa, VEJA informa que "escalei" o prefeito Rosalino Lima e Silva como doador de 100.000 reais à campanha da pré-candidata presidencial Roseana Sarney. Equívoco. Sou amigo, há muitos anos, do prefeito Rosalino, mas não tive com ele conversa alguma nesse sentido. Tomei conhecimento da contribuição que ele fizera à campanha quando a lista de doadores foi divulgada pelo advogado.
Edison Lobão
Senador
Brasília, DF

A capa da edição 1 747 dispensaria o desdobramento da respectiva matéria. Magistral! Cortante! A síntese de um sentimento em escala nacional. Parabéns à equipe da redação!
Benedito Milioni
Vargem Grande Paulista, SP

Espetacular a reportagem "A candidata que virou pó". Mostra que a sociedade brasileira está amadurecendo, aprendendo a separar o joio do trigo. Essa é uma vitória da democracia, da justiça e da imprensa livre e imparcial.
Maurílio Leodegário de Sousa
Belo Jardim, PE

Se conseguirmos fazer com que a multidão caminhe na direção certa, os políticos não terão alternativa a não ser sair da frente, pois correm o risco de ser atropelados.
José Alcides Batista Dias
Guareí, SP

Um absurdo! Sou nordestino, assim como meus irmãos maranhenses, e fiquei indignado ao ver a capa da edição 1 747. Isso também ocorria nos tempos de Collor, generalizando os alagoanos na "República de Alagoas". Por que a imprensa "sulista" não trata assim os paulistas e os cariocas? Garanto que em todo o Brasil existem tanto políticos corruptos quanto honestos.
Claudenor Sampaio
Maceió, AL

Gostaria de manifestar o meu repúdio ao modo desdenhoso e desrespeitoso com que foi tratado o povo maranhense na reportagem "A candidata que virou pó". A capa, por si só, já é uma afronta aos padrões éticos de qualquer sociedade aculturada. O Maranhão não é nenhum "curral". Aqui, ao contrário do que muitos pensam, há pessoas politizadas e um povo trabalhador que merece respeito.
José Ribamar Torres Júnior
São Luís, MA

Quero parabenizar a revista VEJA pelas palavras perfeitas usadas na reportagem sobre a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e seu marido. Às vezes me pergunto: meu Deus, até onde vai o limite da ganância pelo dinheiro e pelo poder?
Sirlei Aparecida Silveira
Uberlândia, MG

Que belíssima capa! Com muita satisfação tive a informação da desistência da pré-candidatura à Presidência daquela que se autoproclama mulher forte e sensível. Que as pesquisas e o excelente trabalho desenvolvido por VEJA persistam e continuem nos mostrando mazelas e contribuindo para o enriquecimento de nosso senso crítico.
Marco Antonio Coelho
Blumenau, SC

 

Emanuel Tov

Emanuel Tov (Amarelas, 17 de abril) fez comparações tão pueris quanto medíocres da Bíblia, utilizando livros que não são considerados canônicos para confrontar a validade dos escritos bíblicos. Ficou devendo, e muito. Não se deu nem ao luxo de citar os massoretas, que são considerados os textos-padrão para compilações da Bíblia hebraica e da Stuttgartensia. É lamentável também quando diz que não viu textos que falassem de Jesus. Talvez seja porque não leu os capítulos 52 e 53 de Isaías, livro encontrado na íntegra naquelas cavernas e praticamente idêntico aos compilados pelos massoretas em meados do século VIII. Será que esse homem se dignou a fazer comparações dos escritos bíblicos com a Septuaginta, ou os Targuns Aramaicos ou ainda a Versão Siríaca designada de Peshita?
Nelson Júnior
Cuiabá, MT

A Bíblia não passou por mutações. Os manuscritos de Qumran não contêm todo o texto bíblico. Por isso, o livro de Jeremias, por exemplo, é 15% menor. Os escribas eram tão fiéis na cópia que até uma mancha no texto era copiada.
Ricardo Cotta
Belo Horizonte, MG

 

Claudio de Moura Castro

Hoje, 80% dos serviços prestados pelo Detran do Paraná podem ser realizados diretamente pela internet, desde sua solicitação até o pagamento de taxas, sem a necessidade de o usuário sair de casa. ("Burrice informatizada", Ponto de vista, 17 de abril).
Cesar Franco
Diretor-geral do Detran-PR
Curitiba, PR

Apreciei bastante o artigo "Burrice informatizada", com cujos termos concordo plenamente em gênero, número e grau. Sou docente há cerca de trinta anos e uma das causas da minha pressão arterial cronicamente alta é a eterna guerra que venho travando contra a burocracia.
Roberto Gomes da Silva
Jaboticabal, SP

 

Radar

Não é verdade, como afirma a revista VEJA ("Dinheiro sem origem. Ainda", Radar, 27 de março), que eu tenha recebido a "missão de procurar grandes empreiteiros para assumir a paternidade" do que quer que seja em relação ao resultado da invasão armada e arbitrária, de evidente motivação política, do escritório da ex-governadora Roseana Sarney.
José Reinaldo Tavares
Governador do Maranhão
São Luís, MA

 

Venezuela

Após o fechamento da edição 1 747 de VEJA ocorreu mais uma reviravolta na situação política da Venezuela, culminando com o retorno do presidente deposto Hugo Chávez. Já prevejo um grande número de protestos por parte da míope esquerda brasileira, pela forma com que esta revista tratou o episódio, lamentando o ocorrido sem, no entanto, apoiar o presidente deposto. Não me iludo, porém. Creio ser tão nefasta para a América Latina a influência do populismo barato do senhor Chávez que acredito que o sucesso do golpe teria sido um mal menor ("O falastrão caiu", 17 de abril).
Joel Santos Neves Filho
Vila Velha, ES

Não comungo das posições políticas do presidente Chávez. No entanto, não existe prática mais perversa para a democracia que a intromissão da força militar objetivando derrubar governos democraticamente eleitos.
Geraldo Affonso Pimentel P. de Araujo
Ouro Fino, MG

 

Família

Sou deficiente auditiva de nascença, bibliotecária e trabalho há mais de 27 anos. Comunico-me bem com os outros por ter recebido uma educação apropriada e um grande apoio da família. Tenho dois filhos, de 25 e 21 anos, ouvintes, com quem me comunico muito bem oralmente e por leitura labial. Acho um absurdo e puro egoísmo, criminoso mesmo, escolher o tipo de criança que vai nascer, e mais ainda com a deficiência, visando somente a facilitar a "comunicação" com os pais. ("Os filhos do silêncio", 17 de abril).
Maria Angelina Pereira
Gonçalves Pinto
São Paulo, SP

É um espanto a que ponto chega a demência "modernosa" do casal Sharon e Candace ao escolher a anomalia genética de seus filhos. Como se não bastasse haver no mundo crianças que não tiveram a sorte de nascer normais e estão por aí jogadas em um orfanato à espera de adoção. Cruéis e egoístas, essas donas do mundo.
Santuza Simões de Mendonça
Guarapari, ES

Não concordo com o título da matéria nem com a tese atualmente defendida pela universidade para deficientes auditivos Gallaudet de que os surdos devem se constituir numa sociedade à parte, vivendo num mundo de silêncio, em que a comunicação é feita exclusivamente por meio da linguagem de sinais. Considero essa orientação pedagógica totalmente errada e preconceituosa, que leva os surdos a viver segregados como num gueto. Digo tudo isso porque meu filho Ricardo, de 45 anos, é surdo de nascença e foi inteiramente recuperado socialmente.
Sarita Konder

Rio de Janeiro, RJ
ação é feita exclusivamente por meio da linguagem de sinais. Considero essa orientação pedagógica totalmente errada e preconceituosa, que leva os surdos a viver segregados como num gueto. Digo tudo isso porque meu filho Ricardo, de 45 anos, é surdo de nascença e foi inteiramente recuperado socialmente.
Sarita Konder
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Os governantes brasileiros deveriam ter o hábito de ler as colunas semanais do excelente Diogo Mainardi. A que falou sobre o episódio de Os Simpsons ("Viva o Rio dos Simpsons", 17 de abril) foi simplesmente perfeita e dilacerante. Parabéns a ele, por sua lucidez e perspicácia, e a VEJA, por ter um colunista desse calibre.
Reinaldo Normand
Belo Horizonte, MG

Resolvi não contar para ninguém que sou brasileira. Quem dera eu ser satirizada pelos Simpsons. Só os melhores são, e, pelo visto, o Brasil não merecia essa honra.
Valeria Simone Bahls Tomeleri
Cambé, PR

Gostaria de parabenizar o colunista Diogo Mainardi por sua coluna. É, sem dúvida, a primeira coisa que leio quando chega a minha VEJA em casa. Nos dias mais inspirados do colunista, eu e meu marido chegamos a chorar de rir das situações por ele descritas. É bem verdade que às vezes Mainardi exagera nas críticas e fantasia um pouco as situações, mas sempre com muita inteligência e humor.
Natalia Infingardi
Bruxelas, Bélgica

 

Contrato de namoro

Em casos em que é evidente que o relacionamento pode ser caracterizado de "duradouro, público e contínuo" ou tem grandes chances de ser assim classificado, o melhor seria reconhecer a união estável e estipular, desde logo, um regime de bens para regê-la. Isso pode e tem sido feito sistematicamente através de instrumento público, em qualquer tabelionato. O "contrato escrito", estipulando desde logo o regime de bens, pode vir a ser muito mais seguro e juridicamente aceitável que uma mera declaração de namoro, que, se existe, já deixa antever a importância da relação. É apenas mais uma sugestão aos leitores! ("Amor S/A", 10 de abril)
Andrea Finger Costa
Porto Alegre, RS

 

CORREÇÕES: A imagem identificada na matéria "Tão violenta como a rua" (27 de março) como sendo de uma escola do Rio de Janeiro na verdade é de uma instituição de ensino da capital paulista. O investimento total para a instalação de uma franquia da AlphaGraphics é de 800.000 reais, e não de 150.000 reais, como informou a reportagem "Como e por que eles venceram" (3 de abril). A soma do prejuízo das companhias aéreas Varig e TAM em 2001 alcança mais de meio bilhão de reais, e não meio milhão de reais, como foi citado em "Por que este negócio não decola" (10 de abril).

 

 

O ERRO QUE O VETERANO APONTOU

Um pequeno erro no mapa publicado nas páginas 40 e 41 da edição 1 746 (10 de abril) chamou a atenção do leitor Carlos Shigueru Aoki: "Que eu saiba, a cidade palestina de Gaza fica no litoral do Mar Mediterrâneo, e não na fronteira da Faixa de Gaza com Israel". Em seu e-mail, Aoki relembrou que serviu as Forças Armadas brasileiras, como integrante do Batalhão de Suez da ONU, entre 1966 e 1967, na região. "Isso me permite fazer tal observação com relação ao mapa do Oriente Médio", justificou o leitor. Gaza, a principal cidade da faixa de terra que leva seu nome, tem importância estratégica e conta com belas paisagens do litoral mediterrâneo.

Veja também
  História, fotos e mapa detalhado da cidade de Gaza em:
Mogaza.org (em inglês)
Palestinehistory.com

 

EM BOA COMPANHIA

Na reportagem "Sangue, suor e câmaras" (27 de março), sobre a minissérie Band of Brothers, VEJA usou duas formas para designar a unidade Easy Company do Exército americano: batalhão de pára-quedistas e companhia. "Pela denominação e pelo efetivo informado, 139 homens, Easy Company é efetivamente uma companhia", corrige Luiz Henrique Baqueiro dos Santos, de Salvador. Por e-mail, o leitor Walter Emilio Clemente explicou que um exército normalmente é constituído por divisões, regimentos, batalhões, companhias e pelotões. "No caso da Easy Company, a unidade é a companhia E, que pertence à 101ª Divisão Pára-Quedista do Exército Norte-Americano", especificou o leitor. A composição do Exército brasileiro é quase igual à descrita por Clemente. De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, a partir da II Guerra Mundial a força terrestre adotou a seguinte formação:

Pelotão: formado por três grupos de combate (GC);

Companhia: formada por três pelotões, além do pelotão de apoio (de fogo) e da seção de apoio logístico;

Batalhão: formado por três companhias, além de uma companhia de comando e uma companhia de serviço;

Regimento: é a unidade da arma de cavalaria que corresponde ao batalhão de infantaria;

Brigada: não tem obrigatoriamente a mesma quantidade de batalhões e outras tropas. Classicamente, uma brigada é formada por três batalhões, um grupo de artilharia, um batalhão logístico, uma companhia de engenharia e uma de comunicações;

Divisão: grande comando integrado por no mínimo duas e no máximo cinco brigadas. O Exército brasileiro conta com oito divisões de Exército.



 
 
   
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