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Cinema
Livre
para voar
Crescido
e independente, Macaulay
Culkin ressurge num papel alternativo

Marcelo
Marthe
20th Century Fox
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| O
Macaulay de ontem, em Esqueceram de Mim: rico aos 12
anos |
Desde
que estourou no papel do garotinho hiperativo que inferniza a vida
dos adultos no filme Esqueceram de Mim, em 1990, o americano
Macaulay Culkin vem seguindo uma rota da qual poucos atores infantis
de Hollywood conseguiram escapar. Primeiro, a glória
ele inscreveu seu nome na história do cinema como o mais
bem-sucedido representante dessa categoria de ator em todos os tempos.
Depois, o esquecimento Macaulay sumiu das telas a partir
de 1994, enquanto seus pais se engalfinhavam numa batalha por sua
fortuna de 17 milhões de dólares. A muito custo, o
ator garantiu na Justiça o direito de cuidar de seu dinheiro.
Já a carreira continuou na mesma, ainda que ele jurasse que
seu exílio do cinema era voluntário. Agora, esse jejum
é quebrado. E com um filme que dá uma pista do que
vai pela cabeça de um Macaulay que, aos 23 anos, parece enfim
desabrochar para a idade adulta. Party Monster (Estados
Unidos/Holanda, 2003), que estréia nesta sexta-feira em São
Paulo, é uma produção um tanto alternativa
que enfoca os excessos do mundo clubber nova-iorquino. Tudo no filme,
dos figurinos às performances do elenco, é marcadamente
gay. E o personagem de Macaulay não foge à regra.
O ator surge em cena "montado", como se diria no jargão das
drag queens: de shortinho ou vestido, batom e salto plataforma.
Macaulay
interpreta o protagonista da fita, Michael Alig. É um personagem
real, que foi promotor de festas movidas a ecstasy e música
house que causavam sensação na Nova York dos anos
80. Barra-pesada é pouco para descrever como acabou sua carreira:
consumidor voraz de drogas, Alig e um amigo assassinaram um traficante
por causa de dívidas. Depois, eles desmembraram seu corpo
e o atiraram no Rio Hudson. Uma fita como Party Monster pode
até agradar a um certo estrato de público, mas está
a anos-luz do padrão de superprodução dos tempos
áureos de Macaulay. No elenco, ele só não figura
como uma celebridade solitária porque o roqueiro esquisitão
Marilyn Manson faz uma ponta na pele de um transformista.
Graças
a seu sucesso precoce, Macaulay desde cedo teve uma vida pessoal
agitada. Foi, por exemplo, íntimo do cantor Michael Jackson.
A amizade era tanta que Macaulay foi padrinho do primogênito
de Jackson. E este já declarou que dividiu a cama com o ator
e um de seus seis irmãos sem nenhuma conotação
sexual, é claro. Mais tarde, aos 17 anos, Macaulay casou-se
com a atriz Rachel Miner, mas a união durou pouco. Em breve,
o ator terá uma nova oportunidade: a rede de televisão
NBC anunciou que produzirá um seriado protagonizado por ele.
O título bem poderia ser "Por Favor, Não Esqueçam
de Mim".
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