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Edição 1992 . 24 de janeiro de 2007

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)


• GOVERNO

Lacerda no INSS
O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, tem três destinos possíveis neste segundo governo de Lula: pode comandar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou até continuar na PF por mais algum tempo. Mas, por enquanto, o mais provável é acabar presidente do INSS, com a missão de virar um caçador de fraudadores.

O azarão
Ao contrário do que se especula, Sepúlveda Pertence não está totalmente descartado como futuro ministro da Justiça – embora Tarso Genro continue como favorito nesse páreo.

 

SEGURANÇA PÚBLICA

A PF tem a força
Houve um tempo em que generais de pijama ou altos oficiais da PM eram os tradicionais ocupantes do cargo de secretário estadual de Segurança Pública. Hoje, o posto caminha para tornar-se uma espécie de feudo da Polícia Federal. Delegados, na ativa ou aposentados, ou agentes da PF comandam a segurança em onze dos 27 estados brasileiros. Em alguns deles, a presença da PF é maciça no segundo e, em alguns casos, até no terceiro escalão.

 

Ainda sem pressa de começar

Wilton Junior/AE
Lula: o ministério vai demorar mais um pouco


Parece mentira, mas o segundo mandato pode demorar mais um pouquinho para começar de verdade. A reforma ministerial não deve acontecer logo após a eleição para a presidência da Câmara, que ocorrerá em 1º de fevereiro. Em conversas com interlocutores mais próximos, Lula tem insinuado que a reforma ficaria para o fim do mês de fevereiro.

 


BAHIA

Fim do luto
Oito anos depois da morte de Luís Eduardo Magalhães, sua viúva, Michelle, está namorando. O eleito é o empresário baiano Antonio Vieira. Toda a família já o conhece, exceto... ele mesmo, ACM. O senador se recusa até mesmo a tocar no assunto. Quando seu filho morreu, ACM chegou a dizer aos mais próximos que Michelle "não se atrevesse" a se casar novamente.

 

BRASIL

A Eletrobrás e a muriçoca
É Carnaval e as estatais resolveram entrar na festa, folgazãs como nunca: a Eletrobrás aprovou no início do mês a liberação de 200 000 reais para patrocinar o bloco da Muriçoca, em João Pessoa.

 

ECONOMIA

Brasileiros no Iraque
A reconstrução do Iraque, que caminha a passos lentos, está rendendo frutos para o Brasil. A Triel-HT, uma fábrica gaúcha de ambulâncias e caminhões de carga, está finalizando os detalhes para uma grande venda ao governo iraquiano. É um pacote que inclui 300 veículos, entre caminhões de combate a incêndio, caçambas e ambulâncias.

Armínio procura um banco
Armínio Fraga andou em conversas com dois bancos de investimentos. Não para comprá-los e virar banqueiro, e sim para virar sócio minoritário, por meio de um fundo de longo prazo administrado pela Gávea, sua empresa de investimentos. Os negócios não foram fechados. Mas Armínio continua querendo um banco, para um novo fundo.

Um negócio de 500 milhões
Sem alarde, os 50% dos supermercados Sendas que ainda pertenciam à família Sendas foram vendidos em outubro passado por 500 milhões de reais ao Pão de Açúcar. Há três anos, Abilio Diniz comprou 50% da maior rede de supermercados do Rio de Janeiro e passou a administrar a empresa. Agora levou o resto.

A briga da soja
A Nestlé prepara sua entrada no segmento de bebidas à base de soja. Hoje, a líder desse setor é a Unilever, dona da marca AdeS.

 

Oficialmente, o pai da criança

 
Fotos Eduardo Monteiro e Lili Martins/AE
Accioly e Campos: fim da briga judicial

Chegou ao fim um dos barracos de 2006. A Justiça de São Paulo deu ganho de causa a Alexandre Accioly no processo em que ele reivindicava ser o verdadeiro pai de Antônio, que até meados do ano passado era o filho de fato e de direito de Marcos Campos com a socialite Astrid Monteiro de Carvalho. Em agosto, Astrid revelara a Marcos que o menino era na verdade filho de Accioly. Um teste de DNA confirmou as suspeitas. Marcos, entretanto, não quis abrir mão da paternidade. Há duas semanas, após perder sucessivas ações judiciais, ele desistiu da causa.


MÚSICA

Em queda livre 1
Executivos do mercado fonográfico estimam que as vendas de discos no Brasil tenham caído 30% no ano passado. Em 2005, a queda ficara em torno dos 20%. Os números ainda não foram fechados pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), por causa do imbróglio na EMI – a gravadora superfaturou seus balanços e precisou reapresentar seus números. Por outro lado, apesar do crescimento das vendas de música on-line, o mercado digital ainda não é suficiente para compensar a queda nas vendas de CDs.

Em queda livre 2
No caso do Brasil, o preço das músicas explica em parte essa situação. Enquanto nos EUA o mercado cobra 0,99 dólar por uma música baixada, no Brasil a mesma canção sai por 2,49 reais (1,16 dólar). Pode parecer uma diferença pequena. Mas não é se for considerado o poder aquisitivo nos dois países.

 

TECNOLOGIA

Tem até sirene
Depois dos robôs que imitam pacientes, respiram e sangram, acaba de chegar ao Brasil a última novidade em alta tecnologia para treinamento de médicos: uma sala que reproduz as condições exatas de operações complexas dentro de uma ambulância.


Com Jan Theophilo

 

 



Foto divulgação


 
 
 
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