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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | O
Corte: uma comédia de humor negro sobre o desemprego |
O Corte (Le Couperet,
Bélgica/França/Espanha, 2005. Flashstar) Bruno (José
Garcia) é um homem prestes a explodir: demitido do posto de alto executivo
de uma indústria de papel em razão de um corte para racionalização
de custos, ele procura emprego em vão há dois anos e enfrenta uma
crise familiar por causa disso. Desesperado, parte para uma solução
extrema: assassinar o ocupante do cargo que almeja e todos os eventuais concorrentes
à vaga. Diretor de tramas políticas de alta voltagem como Z
(1968) e Estado de Sítio (1973), o grego Costa-Gavras faz aqui uma
comédia de humor negro de primeira. Baseado no livro homônimo do
americano Donald E. Westlake, O Corte é um retrato sarcástico
mas não de todo inverossímil da competição
no mundo corporativo. The Dub
Room Special, Frank Zappa (ST2) Em seus shows, o guitarrista e
compositor americano Frank Zappa (1940-1993) nunca usou o método "vamos
tocar as músicas que fazem sucesso no rádio". Não apenas
porque ele emplacava poucas músicas na parada, mas também porque
preferia o inusitado. Zappa interrompia as canções para fazer "concursos"
com seus instrumentistas e convidava personagens bizarros para subir ao palco.
The Dub Room Special (que saiu há muitos anos em VHS) traz dois
momentos especiais em sua carreira. Primeiro, uma apresentação de
1974, período em que Zappa flertou com o jazz rock. Em segundo lugar, um
show de 1981, gravado na noite de Halloween e em que o guitarrista Steve Vai mostra
todo o seu virtuosismo. LIVROS
Ulf
Andersen/Getty Images
 |  | | Cunningham:
obra centrada no poeta Walt Whitman | |
Dias Exemplares,
de Michael Cunningham (tradução de José Geraldo Couto; Companhia
das Letras; 408 páginas; 53 reais) Em seu romance anterior, As
Horas, Cunningham uniu a história de três mulheres, cada uma
em uma época diferente, tendo a literatura da modernista inglesa Virginia
Woolf como fio condutor. Dias Exemplares segue uma fórmula parecida.
O livro começa com a história de um menino operário no século
XIX, segue nos dias de hoje com o drama de uma psicóloga que se envolve
com um jovem terrorista e termina com uma narrativa de ficção científica,
situada num mundo destruído pela poluição. Desta vez, o escritor
que une as três histórias é Walt Whitman, o grande poeta da
democracia americana, que de uma forma ou de outra inspira os diferentes personagens.
Leia
trecho. Divulgação
 |  | | Guimarães
Rosa: novelas reeditadas | |
Corpo
de Baile, de Guimarães Rosa (Nova Fronteira; 829 páginas;
80 reais) O mineiro Guimarães Rosa (1908-1967) estreou na ficção
com os contos de Sagarana, em 1946. Perfeccionista, levaria dez anos para
publicar outro livro. As obras que ele lançou em 1956, porém, transformaram
o sertão mineiro numa paisagem mítica da literatura brasileira:
o romance Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, uma monumental
coleção de sete novelas. Por sugestão de um editor português,
o autor mais tarde desmembrou Corpo de Baile em três livros independentes.
A presente edição, comemorativa dos cinqüenta anos, reconstitui
a disposição original das novelas, numa caixa com dois volumes.
Um encarte especial traz um histórico da primeira edição,
com cartas inéditas do autor. Leia
trecho. A
Democracia Ameaçada, de Denis Lerrer Rosenfield (Topbooks/Instituto
Tancredo Neves; 384 páginas; 45 reais) Filósofo da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Rosenfield é um dos mais argutos críticos
da esquerda brasileira. Nesse livro, ele faz uma análise rigorosa da ideologia
e das ações do Movimento dos Sem-Terra o autor examina até
os hinos cantados pelos sem-terra. A conclusão de Rosenfield é devastadora:
o MST conquista a simpatia de setores da sociedade apresentando-se como um "movimento
social" que pede justiça para os mais pobres. Na verdade, não é
nada disso: trata-se de uma seita revolucionária, que deseja desbancar
a democracia para instalar um modelo marxista de sociedade.
DISCO
The
Complete 1957 Riverside Recordings, Thelonious Monk and John Coltrane
(Universal) Nos anos 50, o pianista Thelonious Monk (1917-1982) e o saxofonista
John Coltrane (1926-1967) criaram uma curta, mas produtiva, parceria. Esse CD
duplo registra todas as sessões de gravação dos músicos.
Ele mostra como Monk e Coltrane lapidavam cada canção até
chegar à versão definitiva. "Monk trabalha com o afinco de um arquiteto",
declarou Coltrane à revista americana de jazz Downbeat. Um bom exemplo
do método do pianista é Crepuscule with Nellie, que aparece
em cinco versões. O grupo de apoio ainda inclui Coleman Hawkins (1904-1969),
outro saxofonista de primeira linha. O duelo entre ele e Coltrane em Ruby,
My Dear é memorável.
OS
MAIS VENDIDOS CRÍTICA
Depois do sucesso de Dan Brown,
todos os editores do mundo estão em busca do "próximo O Código
Da Vinci". O Último Templário (tradução
de Vera de Paula Assis; Ediouro; 478 páginas; 49,90 reais), de Raymond
Khoury, é mais uma tentativa de parasitar o Código. A fórmula
está toda lá: crime em um museu, conspiração da Igreja,
detalhes históricos duvidosos. O diferencial está na violência.
O livro começa em uma batalha no tempo das Cruzadas, com muito sangue e
membros decepados. Corte rápido para Nova York, hoje, onde um assalto ao
Museu Metropolitan, conduzido por quatro cavaleiros medievais (!), também
inclui a decapitação de um guarda com um golpe de espada. Libanês
radicado em Londres, Khoury trabalha como roteirista de cinema e televisão.
Seu romance é uma sucessão de clichês cinematográficos.
Tem até o enfrentamento final entre bandido e mocinho na beira do penhasco.
Precisa dizer quem cai no abismo? Divulgação
 |  | | Khoury:
cavaleiros medievais em Nova York | |
Jerônimo Teixeira | | |