Notebooks compactos
encantam pelo tamanho e pelo peso reduzido. Pena que custem tão caro
Carlos
Rydlewski
Montagem
sobre fotos de Divulgação e Paulo Vitale
LG
C1
Tela: 10,6 polegadas Peso: 1,3 quilo
Bateria: cinco horas e meia Preço: 8 999 reais Detalhe:
um dos menores do mercado
Os
laptops compactos são em geral 7 centímetros menores que
os convencionais
HP
TX1070
Tela:
12,1 polegadas Peso: 1,9
quilo Bateria: sete horas
e meia (usa duas baterias) Preço:
7 999 reais Detalhes: gravador
de CD e DVD, webcam de 1,3 megapixel
Acer
Ferrari 1000
Tela: 12,1 polegadas Peso:
1,7 quilo Bateria:
sete horas e meia (usa duas baterias) Preço:
8 599 reais Detalhe: webcam
de 1,3 megapixel
Sony
Vaio VGN-TXN15BP
Tela: 11 polegadas Peso:
1,25 quilo Bateria:
sete horas e meia Preço:
10 999 reais Detalhes:
leitor de impressão digital
e gravador de CD e DVD
Lenovo
X60 Tablet
Tela:
12,1 polegadas Peso: 1,9
quilo Bateria: sete horas
e meia (bateria de oito células)
Preço: 8 199
reais Detalhe: leitor de
impressão digital
Sete
em cada dez notebooks têm tela de tamanho confortável, com 14 ou
15 polegadas (entre 35 e 38 centímetros), mas são pesados e incômodos
para transportar. Há os computadores de mão, chamados de ultramini-PCs
cujo visor não ultrapassa 5 polegadas , que pesam quase nada,
mas são praticamente imprestáveis quando é preciso digitar
textos mais longos que um endereço eletrônico. Como em várias
outras coisas, a solução para o tamanho ideal desses equipamentos
portáteis pode estar num ponto intermediário nesse caso,
os laptops compactos. Por definição, têm uma tela que não
ultrapassa 12 polegadas, o equivalente a 30 centímetros. O teclado reduzido
não chega a ser desconfortável. O melhor de tudo é o peso,
que chega à metade do de um aparelho convencional. Enxutos, podem ser facilmente
carregados numa pasta comum, dispensando aquelas mochilas e pastas especiais que
são verdadeiros chamarizes para ladrões. O maior defeito, pode-se
dizer, está no preço. Vários modelos de laptops compactos
chegaram às lojas brasileiras nos últimos seis meses. O mais barato
custa 6.000 reais, dinheiro suficiente para comprar dois notebooks convencionais
com configuração semelhante.
O preço elevado pode ser atribuído ao custo dos recursos utilizados
para conciliar fatores conflitantes, como pouco peso versus grande capacidade
de processamento e autonomia de bateria. O gabinete do modelo compacto da Sony,
com tela de 11 polegadas, por exemplo, é moldado em fibra de carbono, o
material dos carros de Fórmula 1. O aparelho, que pesa apenas 1,25 quilo,
consegue acomodar um gravador de DVD num corpo com apenas 2,6 centímetros
de espessura. A tecnologia de miniaturização dos componentes também
aumenta o custo, mas é essencial para garantir que a máquina tenha
desempenho similar ao da concorrência pesadona. A capacidade de memória
do HP TX1070 e do Acer Ferrari, por exemplo, pode chegar a 2 gigabytes, um padrão
razoável mesmo para os PCs de mesa.
No mundo, os compactos começaram a surgir com variedade de marcas nos últimos
dois anos. No Brasil, um ano atrás, havia no máximo um ou dois desses
modelos nas lojas. Hoje, quase todos os fabricantes apresentam versões
desse tamanho. Em parte, essa maior oferta é estimulada pelas previsões
otimistas de vendas de laptops no Brasil, impulsionadas pela queda geral do preço
dos computadores. "Neste ano, o comércio de notebooks deve aumentar 70%
em relação ao ano passado", diz Flavio Haddad, presidente da Lenovo.
Com isso, a expectativa é que seja vendido mais de 1 milhão de computadores
portáteis no país em 2007.
Outro fator que anima os fabricantes a colocar nas prateleiras os notebooks de
tela intermediária é a ampliação do grupo de consumidores.
"O público para esse produto sempre foi formado por executivos que se locomovem
muito. Agora, esses laptops também estão atraindo as mulheres",
diz Patrícia Moraes, gerente de produtos da LG. Na Europa e na Ásia,
os notebooks enxutos fazem relativo sucesso há mais tempo. Nos Estados
Unidos, onde uma recente pesquisa on-line indica que 54% dos adultos com idade
entre 18 e 30 anos são donos de um computador portátil, os compactos
estão se tornando os preferidos entre os americanos com cacife profissional
e financeiro para bancar o custo mais elevado. As versões reduzidas dos
laptops já representam 8% do total de vendas internacionais de computadores.
No Brasil, a cota é pouco superior a 3%.
No mês passado, a Sony lançou no Japão um laptop com tela
de 12 polegadas que usa a memória flash, em substituição
aos discos rígidos (HDs). A tecnologia flash resiste melhor a impactos,
consome menos energia e ocupa menos espaço do que os HDs. O problema, mais
uma vez, é o preço. A substituição diminuiu o peso
do aparelho em 39 gramas, mas o encareceu em 545 dólares. A longo prazo,
o que favorece essa mudança é a queda do custo da memória
flash. Uma análise da consultoria americana iSuppli mostra que, em 2003,
esse tipo de memória era 100 vezes mais caro que o HD. Em 2009, estima-se
que será apenas catorze vezes. Talvez, então, os compactos sejam
uma opção para todo mundo.
Robin
Beck/AFP
A
VERDADEIRA TELINHA
O celular VX9400 mede
10 centímetros de altura por 5 de largura e metade disso é
ocupada por uma tela de televisão que pode ser colocada em posição
horizontal. Uma antena embutida ajuda na captação das imagens, transmitidas
pela rede celular. O aparelho baixa programas das grandes redes de TV americanas,
como CBS, Fox e NBC. No futuro, a expectativa é de uma crescente utilização
do celular a tela mais próxima do consumidor como veículo
de entretenimento e compras. Além da TV, o VX9400 oferece recursos convencionais,
como conexão Bluetooth e câmera com resolução de 1,3
megapixel. Lançado pela LG nos Estados Unidos, em parceria com a operadora
Verizon Wireless, custa 100 dólares, dependendo do plano.