A gigante do material
esportivo agora tem seu próprio programa de malhação
Juliana
Guarany
Fabiano
Accorsi
Aula
da Nike numa academia de São Paulo: diversão e marketing
Os
praticantes de aulas coreografadas, grande febre nas academias de ginástica,
ganharam um aliado de peso. A empresa de acessórios esportivos Nike acaba
de lançar sua primeira aula de dança no Brasil. Criada pelo coreógrafo
americano Jamie King, o mesmo que cuida dos requebros de Madonna e Ricky Martin,
a dança da Nike chama-se Dancehall e se inspira no raggamuffin (mistura
de reggae com rap). Batizada de Nike Rockstar Workout, a aula por enquanto é
ministrada em dez filiais de uma academia de São Paulo. Nos próximos
meses, chegará a outras cidades brasileiras. As aulas coreografadas se
tornaram hoje um grande negócio, tocado sobretudo por empresas multinacionais.
Elas se baseiam no pressuposto de que as academias, para atrair e reter alunos,
precisam oferecer a eles uma alternativa divertida à chatice dos exercícios
convencionais. Pela primeira vez, no entanto, uma empresa do porte da Nike, com
faturamento anual de 15 bilhões de dólares, entra nesse ramo. A
opção parece lógica: em vez de apenas fornecer produtos aos
freqüentadores de academias, a Nike instalou-se nelas para realizar suas
ações de marketing. No exterior, a empresa há dois anos oferece
aulas de dança em 35 países.
Com sua iniciativa, a Nike copia o modelo da empresa mais bem-sucedida do ramo
das aulas coreografadas, a Les Mills, da Nova Zelândia. A Les Mills é
especializada em criar e distribuir pelo planeta programas de malhação
de diversos tipos, usando desde movimentos de lutas marciais até a ioga.
Ela é a responsável pela série de exercícios cujos
nomes começam com body (corpo, em inglês) – bodypump, bodystep, bodycombat
e assim por diante. A Les Mills atua hoje em setenta países, e, no Brasil,
há 2 000 academias que pagam cerca de 900 reais mensais pelo direito de
reproduzir suas aulas. Aí reside a diferença entre as estratégias
das duas empresas. A Nike nada cobra das academias por suas aulas. Em troca, elas
vendem seus produtos nas lojas internas e funcionam como vitrine da marca. Não
por acaso, o momento escolhido pela Nike para lançar sua aula de dança
no Brasil coincide com o lançamento pela empresa de uma nova linha de roupas
e acessórios (veja abaixo algumas das peças).
Além da Les Mills, a venda de programas de malhação conta
com outra empresa peso-pesado especializada em quebrar a rotina nas academias:
a americana Mad Dogg. Ela comercializa o spinning, método de ciclismo indoor
que consiste em pedalar bicicletas que simulam subidas, descidas e curvas. A empresa
tem hoje nada menos que 135 000 instrutores no mundo e 30 000 academias que oferecem
o spinning. A fim de chamar atenção para a chegada de suas aulas
de dança ao Brasil, a Nike promove um concurso, por meio do site YouTube,
que vai premiar as melhores dançarinas com viagens para Los Angeles. É
mais um incentivo para todo mundo dançar nas academias.
Fotos
divulgação
BAILA
COMIGO
Os
lançamentos da Nike
Corset
com tecnologia Dri-Fit, que facilita a eliminação do suor, calça
camuflada, com corte folgado, uma alternativa às leggings coladinhas, e
a nova versão Q'Vida do tênis Shox, flexível e com solado
baixo, para facilitar os passos de dança