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Edição 2009

23 de maio de 2007
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Ginástica
A Nike entra na dança

A gigante do material esportivo agora
tem seu próprio programa de malhação


Juliana Guarany

 
Fabiano Accorsi
Aula da Nike numa academia de São Paulo: diversão e marketing

Os praticantes de aulas coreografadas, grande febre nas academias de ginástica, ganharam um aliado de peso. A empresa de acessórios esportivos Nike acaba de lançar sua primeira aula de dança no Brasil. Criada pelo coreógrafo americano Jamie King, o mesmo que cuida dos requebros de Madonna e Ricky Martin, a dança da Nike chama-se Dancehall e se inspira no raggamuffin (mistura de reggae com rap). Batizada de Nike Rockstar Workout, a aula por enquanto é ministrada em dez filiais de uma academia de São Paulo. Nos próximos meses, chegará a outras cidades brasileiras. As aulas coreografadas se tornaram hoje um grande negócio, tocado sobretudo por empresas multinacionais. Elas se baseiam no pressuposto de que as academias, para atrair e reter alunos, precisam oferecer a eles uma alternativa divertida à chatice dos exercícios convencionais. Pela primeira vez, no entanto, uma empresa do porte da Nike, com faturamento anual de 15 bilhões de dólares, entra nesse ramo. A opção parece lógica: em vez de apenas fornecer produtos aos freqüentadores de academias, a Nike instalou-se nelas para realizar suas ações de marketing. No exterior, a empresa há dois anos oferece aulas de dança em 35 países.

Com sua iniciativa, a Nike copia o modelo da empresa mais bem-sucedida do ramo das aulas coreografadas, a Les Mills, da Nova Zelândia. A Les Mills é especializada em criar e distribuir pelo planeta programas de malhação de diversos tipos, usando desde movimentos de lutas marciais até a ioga. Ela é a responsável pela série de exercícios cujos nomes começam com body (corpo, em inglês) – bodypump, bodystep, bodycombat e assim por diante. A Les Mills atua hoje em setenta países, e, no Brasil, há 2 000 academias que pagam cerca de 900 reais mensais pelo direito de reproduzir suas aulas. Aí reside a diferença entre as estratégias das duas empresas. A Nike nada cobra das academias por suas aulas. Em troca, elas vendem seus produtos nas lojas internas e funcionam como vitrine da marca. Não por acaso, o momento escolhido pela Nike para lançar sua aula de dança no Brasil coincide com o lançamento pela empresa de uma nova linha de roupas e acessórios (veja abaixo algumas das peças).

Além da Les Mills, a venda de programas de malhação conta com outra empresa peso-pesado especializada em quebrar a rotina nas academias: a americana Mad Dogg. Ela comercializa o spinning, método de ciclismo indoor que consiste em pedalar bicicletas que simulam subidas, descidas e curvas. A empresa tem hoje nada menos que 135 000 instrutores no mundo e 30 000 academias que oferecem o spinning. A fim de chamar atenção para a chegada de suas aulas de dança ao Brasil, a Nike promove um concurso, por meio do site YouTube, que vai premiar as melhores dançarinas com viagens para Los Angeles. É mais um incentivo para todo mundo dançar nas academias.

 
Fotos divulgação


BAILA COMIGO

Os lançamentos da Nike

Corset com tecnologia Dri-Fit, que facilita a eliminação do suor, calça camuflada, com corte folgado, uma alternativa às leggings coladinhas, e a nova versão Q'Vida do tênis Shox, flexível e com solado baixo, para facilitar os passos de dança

 

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