"Só os testemunhos daqueles
jovens ex-drogados na Fazenda Esperança já valeram a visita
do papa ao Brasil." José de Jesus Alencar
Mafra Brasília, DF
Bento XVI no Brasil
A vinda do papa Bento XVI ao Brasil não foi
em vão. Saí de Brasília em direção a São
Paulo e não me arrependo. O papa tem carisma e fez com que eu me aproximasse
ainda mais da Igreja de Cristo, assim como ocorreu com todos os jovens que foram
comigo e com os que conheci lá. A juventude católica voltou com
força total e, com a ajuda do santo padre, cresceremos ainda mais. O papa
Bento XVI ainda não é tão carismático como seu antecessor,
o papa João Paulo II, mas tem, sim, um jeito cativante ("Bento XVI
A verdade, nada mais que a verdade", 16 de maio). Daniel
Adjuto, 17 anos Brasília, DF
Sou católico, mas a
favor do aborto. Sou católico, mas a favor do segundo casamento. Sou católico,
mas... A doutrina moral trazida pelo papa Bento XVI deixou claro aos católicos
brasileiros que não cabe o "mas" para os seguidores da Igreja de Cristo.
Aliás, como bem reportou a matéria de capa de VEJA. Ou se é
católico ou não se é. O achismo não tem e não
deve ter lugar na Igreja. Cumpre a ela o papel de influenciar a sociedade em matéria
de vida, família e correlatos, e não o contrário, como muitos
querem. Além disso, a Igreja não teria atravessado as guerras, as
pragas, as rupturas, o nazismo, enfim, tudo pelo que passou nesses 2.000 anos,
se tivesse se deixado influenciar pelos modernistas de plantão de cada
época. Matheus Lauand Caetano
de Melo Ribeirão Preto, SP
A verdade é que se a
Igreja Católica houvesse adotado ou tivesse a coragem de adotar a Reforma
Luterana, a menos radical delas, portanto abdicar de tantas invencionices e coisas
medievais e voltar ao puro cristianismo dos apóstolos, teria nas suas fileiras
99% da cristandade, e a sociedade latino-americana estaria colhendo o desenvolvimento
social que ocorreu onde a Reforma foi implantada. Vejam a situação
social dos países que a adotaram. O Ratzinger deveria rever o pensamento
do conterrâneo Lutero. José
Normesito Pegado Jaboatão, PE
Fiquei aliviado com a postura
do presidente Lula ao deixar claro que o estado brasileiro é laico. Não
faz sentido algum permitir que, em pleno século XXI, uma doutrina religiosa
queira determinar as regras de nossa democracia. Por outro lado, entristece-me
observar como a fé cega ainda move multidões a crer em coisas tão
inverossímeis. Tenho convicção de que Deus não dotou
o ser humano de uma mente tão brilhante para cuidar da vida material enquanto
relega sua vida transcendente a crenças e mais crenças! Adriano
Machado Belo Horizonte, MG
Apesar
de todo o "relativismo moral" que paira no Brasil, principalmente em Brasília,
Bento XVI já pode comemorar uma vitória, aliás, uma verdade
absoluta, a de que o papa fala português melhor do que Lula. Quanto ao ministro
Mangabeira Unger, sem comentários. E que Deus nos ajude! Celso
Eduardo Rego Rio de Janeiro, RJ
Combustíveis
Em face da reportagem "Golpe de 1 bilhão de reais" (9 de maio), gostaríamos
de reafirmar que esta companhia tem por prática vender produtos a clientes
que estejam devidamente registrados nos órgãos competentes, contando
em nosso cadastro com mais de 10.000 clientes. A Ipiranga reafirma seu compromisso
com a transparência e seu apoio a todas as iniciativas da ANP no sentido
de coibir qualquer forma de sonegação de impostos e adulteração
de combustíveis. Leocadio A.
Antunes Filho Diretor superintendente
Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga
Rio de Janeiro, RJ
A Ello-Puma
Distribuidora confirma ter realizado operações destinando combustíveis
a adquirentes localizados no estado de Minas Gerais e refuta qualquer ilação
no sentido de ilicitude no tocante às mesmas. Importante salientar, nesse
ponto, que todos os documentos e registros fiscais relativos a tais operações
foram devidamente encaminhados à Agência Nacional de Petróleo
(ANP) e, ainda, registrar que as referidas vendas foram devidamente informadas
ao Fisco do Rio de Janeiro, mediante a entrega, sempre pontual, de todas as informações
relativas às suas operações. Delfim Oliveira Diretor superintendente Ello-Puma
Distribuidora
José Sergio Gabrielli
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli (Amarelas, 16 de maio),
tentou explicar o inexplicável. O governo do PT agiu com tibieza diante
dos abusos do vizinho. O patrimônio da Petrobras, além de pertencer
aos acionistas, pertence também ao povo brasileiro e deveria ter sido tratado
com o respeito que se exige de governantes em situações como a que
envolveu as refinarias na Bolívia. Carlos
Antonio Cardoso Vitória, ES
Não é de admirar
que o presidente da Petrobras não assuma o fracasso nas negociações
com a YPFB, devido ao péssimo planejamento e a muita autoconfiança,
achando que o senhor Evo Morales fosse fazer o jogo que o Brasil quisesse. E muito
menos que não admita a falta de transparência da estatal e a ineficiência
de várias pessoas que lá estão por motivos políticos
e que nem sabem o que estão fazendo. Evandro Kinosita São
Paulo, SP
Tadeu Alves
Elucidativa a
entrevista com Tadeu Alves, presidente da divisão latino-americana do laboratório
farmacêutico americano Merck Sharp & Dohme (" 'O Brasil criou empregos
na Índia' ", 16 de maio), sobre a primeira quebra de patente de um produto
no Brasil. Fica evidente o erro crasso cometido pelo governo brasileiro. A criação
de postos de trabalho no Brasil, em vez de na Índia, a transferência
de tecnologia de produção para nosso país e a queda de 30%
no preço do anti-retroviral Efavirenz, que iria para 1,10 dólar
o comprimido, são benefícios muito mais vastos do que os 17 milhões
de dólares que o governo vai poupar por ano com a quebra da patente. Graças
a Deus que patenteei meu bom senso. Posso ficar tranqüilo, certo? Rogério
Nitschke Por e-mail
Corporativismo na USP
Os fatos que ocorreram na USP representam
o paradoxo em que as universidades públicas brasileiras vivem atualmente.
O espírito aberto para debates que se espera de uma comunidade acadêmica
é substituído por idéias fixas, ideologias e corporativismo.
Como é possível esperar produção científica
de um sistema que se recusa a questionar e ser questionado? Sou professor universitário
de instituição particular, mas formado em faculdade federal. Vejo
que, em muitos casos, os alunos que pagam por ensino superior são exatamente
aqueles que estudaram em escolas públicas. É comum ouvir esses alunos
se queixando do valor das mensalidades. Como sou um exemplo inverso, pois concluí
o 1º e o 2º grau em escolas particulares, tenho sempre um ótimo
argumento para eles: a mensalidade não é alta, o problema é
que vocês pagam duas vezes. Pagam agora no curso e, como todo o resto da
sociedade, através dos impostos, para aqueles poucos que ocupam uma vaga
na universidade pública ("No caminho certo", 16 de maio). Marcus
de Medeiros Matsushita Professor de
anatomia patológica e patologia geral Faculdade
de Medicina e Enfermagem Universidade de Marília
(Unimar) Marília, SP
Fui
docente em duas universidades públicas paulistas e sei que nelas se confunde
autonomia com falta de transparência e de isenção. Em nome
da autonomia, criam-se feudos, entronizam-se os manda-chuvas de plantão
e excluem-se quantos não se rendam a esse mandonismo despudorado. No caso
da autonomia financeira, é claro que cabe às universidades definir
a aplicação dos montantes recebidos. Isso não significa,
porém, que não deva haver a devida prestação de contas
aos contribuintes que sustentam a própria universidade. Exigir a prestação
de contas, aliás, poderá mostrar o excesso de gastos em despesas-meio
e de abusos, como as gratificações e mordomias que sempre beneficiam
os mesmos apaniguados. Paulo de Tarso
Galembeck Professor da Universidade
Estadual de Londrina Londrina,
PR
Computador
na escola
Antes de "presentear
com um computador portátil cada criança da rede pública",
é necessário disponibilizar a tão útil ferramenta
para os professores (muitos deles nunca tiveram a oportunidade de ligar um computador)
e forçar um pouco o seu uso, por exemplo, oferecendo um curso a distância
a todos os docentes do Brasil, sob a coordenação de cada estado.
O acesso à informação e a possibilidade de comunicação
podem trazer uma grande contribuição para a melhoria da qualidade
do ensino, principalmente se incluir a orientação do professor ("O
computador não educa, ensina", 16 de maio). Marina Morais Felipe Professora Goiânia,
GO
Parabéns pela reportagem
sobre educação e tecnologia. Monica Weinberg, Carlos Rydlewski e
VEJA dão uma aula de jornalismo ao abordar um assunto complexo de forma
tão holística e isenta. Rodrigo
L. Mesquita São Paulo, SP
Apesar
do desejo de avanço, devemos medir nossos passos antes de tomar qualquer
decisão. Muitas vezes acabamos nos iludindo com falsas realidades. Ainda
temos muito que aprimorar. A tecnologia nas escolas com certeza poderia melhorar
muito a compreensão e o desenvolvimento do aprendizado dos alunos. Basta
saber se estamos preparados para investir em um projeto que tem metade das chances
de não ser bem-sucedido devido à falta de preparação
dos professores e à falta de segurança e de fundos para sustentá-lo
futuramente. Ana Paula R. Perez de Oliveira Indaiatuba, SP
O drama de Leila Schuster
Sei exatamente o que Leila Schuster
está passando ("Sonhos roubados", 16 de maio). Moro num bairro nobre de
São Paulo, numa casa linda como a dela, e fui assaltada em novembro de
2006 e novamente em abril de 2007, e os ladrões literalmente saquearam
minha residência. O Brasil se tornou terra de ninguém, um paraíso
para ladrões e assassinos que são protegidos pelas leis. Estamos
sendo expulsos de nossa própria casa. Salve-se quem puder! Cecília
De Zorzi São Paulo, SP
Lendo a reportagem sobre o drama de Leila Schuster, mais uma vez me sinto privilegiada
por ter ido embora do Brasil. Aqui, na Turquia, há dois anos aconteceu
um caso semelhante ao de Leila. Dois rapazes roubaram a bolsa de uma senhora,
que foi arrastada e morreu. Os dois rapazes? Presos e condenados cada um a um
mínimo de 36 anos de prisão. E o anúncio da condenação?
Estampado na primeira página dos principais jornais do país, em
sua maioria com os dizeres: "Que isso sirva de exemplo!". Medo de morar aqui?
Tenho medo do Brasil, cada dia mais. Alessandra
Takmaz Istambul, Turquia
Obras dos Jogos Pan-Americanos
de 2007
É uma vergonha!
A cidade do Rio de Janeiro não merece isso. Falta de planejamento e gestão
inadequada. Uma óbvia conivência e cumplicidade na má administração
do dinheiro público. O prefeito Cesar Maia, o grande comandante da desordem,
reelegeu-se como prefeito justamente por causa do Pan 2007. Nós, cariocas,
achávamos que a cidade se transformaria num imenso "canteiro de obras".
Uma das promessas era a chegada do metrô até a Barra e Jacarepaguá.
O tempo foi passando e o projeto ficou de lado. Não consertaram nem as
pistas da Avenida das Américas, apenas deram pinceladas de asfalto para
"maquiá-las". Ressalte-se que a Vila Olímpica fica entre a Barra
da Tijuca e Jacarepaguá. Em vez de metrôs exclusivos, serão
criadas pistas seletivas para as delegações. Quem vier ao Rio prepare-se
para um caos no trânsito ("Recorde negativo", 16 de maio)! Abigar
Holanda Junior Rio de Janeiro, RJ
Eduardo Suplicy
Segundo publicado na coluna Veja essa (16 de maio), estou "sempre do lado do mal".
Isso significa que o colunista considera os 8.986.803 eleitores, aproximadamente
a metade do eleitorado paulista, que em outubro passado me elegeram, pela terceira
vez, para representá-los no Senado Federal, como fazendo parte do mal.
Contrariamente ao publicado, por todos os lugares onde ando, no estado de São
Paulo e no Brasil, tenho recebido entusiásticas manifestações
de confiança e apreço pelo meu trabalho. No dia seguinte ao episódio
da Praça da Sé, conversei com o comandante da Polícia Militar
de São Paulo, coronel Roberto Antônio Diniz, e marquei um encontro
com o propósito de colaborar para que, nas próximas apresentações
dos Racionais MC's, o maior fenômeno cultural da periferia da Grande São
Paulo, não mais venham a ocorrer atos de violência como os daquele
dia. Eduardo Matarazzo Suplicy Senador
Brasília, DF
Nicolas Sarkozy
O que chama atenção na vitória de Nicolas Sarkozy nas eleições
francesas não é a ultrapassada questão de direita ou esquerda,
e sim o fato de um político ter subido ao palanque e falado... a verdade.
Sim, a verdade, por mais indigesta que fosse. E, para assombro geral, ganhou!
É a França, sempre revolucionando; imagine só se nossos políticos
agora resolvessem falar a verdade. Seria uma confusão. Constatamos que
países com alto nível de educação estão vacinados
contra devaneios populistas e promessas fora da realidade, mesmo quando feitas
por uma francesinha simpática. Uma lição para nós,
latino-americanos, que assistimos a uma escalada assombrosa do velho populismo,
com direito a nacionalismo exaltado, ufanismo e à imbecilidade habitual.
Que inveja ("Sarkozy é igual a ele mesmo", 16 de maio)! Sanzio
Carneiro Pimentel Belo Horizonte,
MG
Em poucas linhas, Antonio
Ribeiro descreve um Sarkozy visto sem preconceitos, com dados históricos
e fatos relevantes de sua trajetória e uma perspectiva clara do momento
político da França. Quase uma aula de jornalismo. Parabéns! André
Bruère Paris, França
Turquia
Como especialistas em mentir,
o primeiro-ministro turco, Recep Redogan, divulgou que o papa Bento XVI apoiava
a entrada da Turquia na União Européia. Não só o Vaticano
não confirmou isso como está na hora de o governo turco reconhecer
e admitir seus crimes do passado, principalmente o genocídio contra o povo
armênio, e pedir perdão pelas barbáries cometidas. Talvez
assim a União Européia, o Vaticano e o mundo passem a enxergar a
Turquia como um estado de verdade, e não um país feito de mentiras.
Carlos Alberto Kherlakian
São Paulo, SP
Henrique Meirelles
Cumprimento
o doutor Henrique Meirelles (Amarelas, 9 de maio) pela lucidez, serenidade e firmeza
com que defende as metas de inflação. O país está
no rumo certo e vai produzir mais riquezas e empregos com sustentabilidade. É
com essa certeza que vimos trabalhando a atração de investimentos
estrangeiros para negócios sustentáveis no Nordeste. Parabéns,
doutor Meirelles! J. Freire de Sena Fortaleza, CE
Alvaro Vargas Llosa
Muito oportuno o texto de Alvaro Vargas Llosa ("O retorno do Idiota", Artigo, 9 de maio), sobre a recaída populista em parte da América Latina. Concordo com o autor. Não creio que esses "líderes" se preocupem com o bem-estar dos latino-americanos. Para mim, não passam de fanfarrões egocêntricos que têm como principal objetivo perpetuar-se no poder. Michelle Carolina Mesadri Joinville, SC
Fernando Pimentel
Fiquei muito feliz em ler a reportagem "O PT que satisfaz" (9 de maio), sobre o prefeito da mineira Belo Horizonte. É bom saber que no meio de tanta corrupção ainda temos administradores que realmente se preocupam com o bem-estar de seus cidadãos, concedendo-lhes o direito de ver seus impostos revertidos em qualidade de vida. Parabéns pela reportagem e ao povo de Belo Horizonte, que nos deixa com um pouquinho de inveja! Maria do P. Socorro Costa Barroso Manaus, AM
Roberto Carlos
Não vejo nenhuma fogueira. Acredito que biografia é algo muito pessoal e, sem a devida autorização, tem de ser cancelada, ainda que por intermédio da Justiça. O resto é papo furado. Portanto, Roberto Carlos reivindicou algo que lhe pertence, é pessoal, exclusivo, e no momento que achar adequado permitirá que sua biografia se torne pública ("A fogueira de Roberto Carlos", 9 de maio). Sebastião R. Neto Campinas, SP
Fotografia
Saudosistas do rock, como eu, ficam muito felizes com o trabalho de fotógrafos como Bob Gruen ("Câmera roqueira", 16 de maio), que consegue captar desde a imensa complexidade até a mais pura simplicidade das personalidades que fizeram a história do rock mundial. Frederico Quadros Santos Conceição do Almeida, BA
Livros
Acho interessante (seria cômico se não fosse trágico) que um professor universitário se preocupe em retirar das costas de quem não gosta de ler o peso da ignorância. Numa época em que cada vez mais se põe à prova a conduta ética das pessoas, alguém usa seu tempo para preparar um manual (Como Falar dos Livros que Não Lemos?) que ensina como lapidar a mentira e dar glamour à falsidade, chegando ao ponto absurdo de sugerir que se invente uma obra para não perder a compostura diante de pessoas supostamente mais bem informadas. A que ponto chegaremos dessa maneira? Tranqüilizador foi o último parágrafo da reportagem "Manual da malandragem literária" (16 de maio): "(...) não tem previsão para ser lançado no Brasil (...)". Tomara que demore ou, melhor, não chegue... Bruno Ramalho de Carvalho Ribeirão Preto, SP
Cida Diogo versus Clodovil
O fato ocorrido entre a deputada Cida Diogo e Clodovil Hernandes mostra de forma clara o desconhecimento profissional e a imaturidade do deputado. Ele pelo menos deveria reconhecer que está no lugar errado. A sua atividade profissional está mais para o cuidado com a beleza (dos outros). Isso pode ser observado claramente no seu jeito de ser. Um representante dos interesses da sociedade com o nível dele é realmente lamentável. O próximo ato com certeza será espetáculo de meio de rua ("'Sou feia, e daí?'", 16 de maio). Pedro Jorge C. Teixeira Recife, PE
A cena protagonizada pela deputada, soluçando a ponto de interromper a discussão de temas de relevância nacional, faz-me perguntar: como alguém tão sensível, tão frágil, tão vulnerável conseguiu sobreviver a uma campanha política, que começa com a disputa pela indicação partidária e passa por situações-limite até o resultado das urnas? E mais: se não fosse por esse episódio, e sim pela sua atuação parlamentar, ela conseguiria ser notícia nacional? Elza Galdino Florianópolis, SC
COMBATE À CORRUPÇÃO
NA ITÁLIA
Na
reportagem "Hora da faxina" (25 de abril), sobre bons exemplos de combate à
corrupção no poder público, a foto publicada para ilustrar
a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália em 1992
e 1993, mostra populares de Roma e não de Milão, como informou
sua legenda pedindo a saída de corruptos do governo italiano, na
época. "A foto é de Roma, especificamente da Piazza Colonna. À
esquerda, no alto, aparece um pedaço do pedestal da coluna dedicada a Antonino
Pio e, ao fundo, vê-se o edifício onde está o jornal romano
Il Tempo", reparou o leitor Franco Consonni, da capital paulista.
TETRAPLEGIA E PARAPLEGIA
Ao lerem
na seção VEJA Recomenda (9 de maio) a nota sobre o documentário
Murderball Paixão e Glória, sobre a seleção
americana de rúgbi para tetraplégicos, alguns leitores escreveram
para a redação levantando uma dúvida. Eles se baseavam na
foto que ilustra a nota, em que os atletas aparecem movimentando os membros superiores,
para questionar a afirmação de que se tratava de tetraplégicos.
Na edição passada de VEJA foi feita uma correção nesse
sentido. Mas os leitores estavam errados e a publicação da retificação
foi indevida. Os jogadores mostrados no filme são realmente tetraplégicos,
só que com graus variados de limitação. A tetraplegia é
a paralisia total ou parcial dos quatro membros em decorrência de lesão
da medula no nível da coluna vertebral cervical. A paraplegia é
a paralisia dos membros inferiores resultante de lesão medular no nível
da coluna vertebral toracolombar. É a natureza da lesão, e não
o maior ou menor grau de comprometimento dos membros, que define a paraplegia
e a tetraplegia.