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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO Severino,
o sem-cerimônia O poderoso Severino Cavalcanti
sente-se em casa no maravilhoso mundo do fisiologismo. Dia desses, tendo como
interlocutor nada menos que José Dirceu, quis indicar um afilhado para
uma importante diretoria da Petrobras. Sem cerimônia, foi direto ao ponto:
"É um pedido meu, não passa pelo partido". Até sexta-feira
passada, ainda não havia sido atendido. A
expectativa petista... A direção do
PT foi dormir na sexta-feira passada com a certeza de que o deputado João
Paulo Cunha substituirá Aldo Rebelo no Ministério da Coordenação.
...e a de João Paulo
João Paulo Cunha só pensa em assumir o posto
e passar a se dividir entre a coordenação política do governo
e a preparação para ser candidato a candidato ao governo de São
Paulo. Briga de foice A
propósito, já é forte no PT o medo com a guerra que se arma
entre os candidatos a candidato ao governo de São Paulo Aloizio
Mercadante, Marta Suplicy e João Paulo Cunha. Teme-se que a disputa tenha
o efeito de rachar o partido, exatamente como ocorreu no Rio Grande do Sul em
2002 e que redundou em derrota eleitoral.
CONGRESSO Regidos pelo mínimo O
deputado José Roberto Arruda apresentou na semana passada um projeto para
que os reajustes salariais dos parlamentares sejam concedidos na mesma data e
com o mesmo índice dado ao salário mínimo. Será que
os nobres congressistas toparão a proposta? Ou vão começar
a dar aumentos gigantescos ao mínimo?
EMPREGO Não colou Ninguém
melhor do que o governo do PT para desfazer os mitos em torno dos projetos sociais
do, adivinhe só..., governo PT. Desta vez foi o Ministério do Trabalho,
que mantém o Sistema Nacional de Emprego, numa parceria que inclui a Força
Sindical. Pois bem. No ano passado, o Sine conseguiu empregar 20.000 jovens. Apenas
21 conseguiram a carteira assinada através das regras do Programa do Primeiro
Emprego, que, aliás, tem servido mesmo é para manter os empregos
dos burocratas de Brasília.
Uma afinidade que vem de longe Ricardo
Leoni/Ag. O Globo
 | Alaor
Filho/AE
 | | Garotinho
e Lessa: aliança "nacionalista e populista" |
Anthony Garotinho reuniu-se longamente no domingo, dia 13, com a ex-dupla do barulho
do BNDES, Carlos Lessa e o ex-vice, Darc Costa. Surgiu desse encontro o pedido
para Lessa fazer um programa de governo "nacionalista e populista" para o PMDB.
Aliás, a camaradagem entre os dois é antiga Lessa colaborou
no programa de governo de Garotinho na última eleição presidencial.
| | ECONOMIA
Mais crédito O
crédito consignado para os aposentados explodiu de maio de 2004, quando
entrou em operação, até o dia 14 de março. A bolada
movimentada pelos treze bancos chegou a 4,3 bilhões de reais. Desse total,
o Banco BMG ficou com um naco de 42%, liderando o segmento. Para os aposentados,
a taxa, se não chega a ter padrão de Primeiro Mundo, está
muito abaixo dos escandalosos juros de 13% do cheque especial: oscila entre 1,75%
e 2,8%. A volta de Casseb Já
tem nome e sobrenome o executivo que está sendo pensado para presidir a
Brasil Telecom, agora que o Opportunity deixou de mandar na empresa. É
o ex-presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb. A articulação
une a Telecom Itália e os fundos de pensão estatais, apoiados por
um poderoso ministro. A Brahma ganha o mundo
1 A InBev deflagra nesta semana uma megaoperação
de lançamento mundial da Brahma. A idéia é lançá-la
com muito barulho em quinze países, dentro da estratégia de tornar
a Brahma uma das marcas internacionais da InBev. Será uma operação
de guerra... A Brahma ganha o mundo 2 ...Aliás,
"guerra", uma palavra-chave na cultura da AmBev, está proibida de ser usada
lá fora. Na sede da AmBev, em São Paulo, enormes pôsteres
espalham-se pelas paredes, com imagens de soldados armados e convocações
para uma guerra contra a concorrência. Na Europa, nem pensar. A explicação,
segundo a diretoria da empresa, é simples: lá, a guerra é
um medo presente e traz recordações dolorosas por isso, não
deve ser usada nem no sentido metafórico.
TELEVISÃO O canal do armário O
canal For Man, para gays masculinos, que a Globosat lança no próximo
dia 31, dá uma mãozinha enorme aos enrustidos: o boleto bancário
não identifica do que se trata, para evitar constrangimentos na boca do
caixa. Também será possível ter uma senha para bloquear o
sinal. Assim, ninguém em casa ficará sabendo da preferência
pelo canal a cabo.
Paz entre Justus e o sócio estrangeiro
Ricardo
Benichio
 | | Justus:
desentendimento superado |
Roberto Justus
e seu sócio estrangeiro na holding Newcomm, a maior da propaganda brasileira,
entenderam-se sobre a participação dele à frente do reality
show O Aprendiz: "O que houve foi um desconforto da Y&R, mas só
no início, já que eu tinha contrato de trabalho em tempo integral
com eles. Depois tudo foi superado". Ele permanece com as mesmas atividades que
tinha na Newcomm, na qual é CEO e um dos sócios.
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