Edição 1897 . 23 de março de 2005

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O pior é quando o médico acha que é o inventor da doença.

"Nego é nego, sol
de verão é pau puro"

O eu hein nem sentiu. A bala passou de raspão pela boca, ela engoliu com o caramelo e o bombom ruinruim nem por quê. Nos dias de hoje nem porquê há mais. Uma réplica, um pode ser, talvez três. Sussurro do acolá ao faz de contas. Contando devagar se vai ao longe. Cem, mil, cem mil, um, dois, três, seis, que seis eu, que setes tu? Conjugando melhor: eu um tu dois ele três nós quatros vós cincos eles seises: eutanásia, tubarão, elegante. Nostradamus. Vozerio. Helesponto. Não há de ser tudo – rastros V; uma misena sozinha no orquidário. Retido. Onde. Mastro. Quero. Rusga. Puro encômio. Assim dá um cansaço. Rusga. Quero. Mastro. Onde. Me retiro. A fina flor presente apareceu grossa flor nas fotos granuladas. Nada se iguala. Opíparo passante, céu sem estrelas, vago odor de outro meio dia de espera. Maio é comigo. E vem aí, depois de abril. Passado deslavado. Tristeza em riste. O nada da alquimia. Redondo em tempo récor. No asfalto verde pára, para só aí, um tanto quanto, descer até o mais alto e muito mais acima. Espanto não é tudo. Só me diz sim no piso da alvorada. Vai. Vai. Vai um pouco mais. Vai. Vai. Junho é contigo. A hóstia nos espera.

 
O CREPÚSCULO DOS MACHOS

Melancolia: na minha idade, Keats já tinha morrido havia muito tempo, Cristo já tinha ressuscitado havia 30 anos, Van Gogh já tinha cortado uma orelha e dado um teco no quengo, e Sir Ney já tinha escrito o Brejal dos Guajás.

 
 
 
 
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