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Edição 2044

23 de janeiro de 2008
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Cartas

"Com critério e moderação, podemos usufruir os benefícios que o sol, essa fonte inesgotável de energia, pode nos oferecer."
Edvaldo Araújo
Salvador, BA

 

Exposição ao sol

Temos de cumprimentar a repórter Adriana Dias Lopes pelo difícil e bem elaborado trabalho sobre os benefícios e os cuidados relativos ao sol ("Sol – modo de usar", 16 de janeiro). Bem municiada de informações técnicas, ela soube passar a mensagem com a receita e o alerta bem dosados.
Pedro Sergio Sassioto
São Paulo, SP

Sou pesquisadora na FMUSP e tenho encontrado, em dados parciais de minha pesquisa, elevado porcentual de hipovitaminose D em amostras de indivíduos na cidade de São Paulo, mesmo sendo o Brasil um país considerado adequado em relação à exposição solar. É gratificante deparar com este assunto em um meio de comunicação sério: a importância da vitamina D, que é principalmente sintetizada na pele e exerce ampla ação no organismo humano.
Marianna Durante Unger
Santos, SP

Há cerca de três anos fui a uma dermatologista e, entre outras coisas, ela me disse que o sol só servia para dar câncer; que nem brancos nem negros deveriam se expor a ele, jamais! Que esse negócio de absorção de vitamina D é uma bobagem etc. Eu saí da sala dessa médica totalmente chocada e arrasada, principalmente porque sou apaixonada pelo sol. Portanto, foi com muita alegria que li a reportagem. Os estudos só vieram confirmar o que eu já sentia na própria pele: o sol me faz muito mais bem do que mal. Agora, sim, vou poder tomar meu solzinho com 90% de proteção e 0% de paranóia. E viva o sol, viva o verão, viva o calor!
Adriana Domingues
Diadema, SP

Sou leitor assíduo desta revista há mais de trinta anos. Tive a felicidade de ser presenteado no meu aniversário pela minha filha, Suzana, com uma assinatura. E, como não poderia passar em branco, a reportagem sobre o sol. VEJA sempre chega primeiro em relação às suas concorrentes; esclareceu seus leitores sobre a importância dos raios solares em nossa vida, seus benefícios e a proteção de algumas doenças como câncer, diabetes do tipo 2 etc. Portanto, parabéns.
Vander Tecifão Cruz
Praia Grande, SP

A reportagem especial da semana passada está repleta de informações essenciais e plausíveis. De fato, o sol reflete beleza, saúde, vida, alegria. Cumprimento a jornalista Adriana Dias Lopes por enfatizar a necessidade do uso do protetor solar. Sem ele, realmente, não dá para se expor e curtir o verão.
Niuzélia Borges Sousa
Vitória da Conquista, BA

Muito esclarecedora a reportagem sobre a exposição prolongada do corpo aos raios solares, a qual deve ser feita com o uso de protetor, mesmo sabendo-se dos resultados das últimas pesquisas sobre as vantagens do sol para a saúde humana. Afinal, filtro solar não pode ser visto como um artigo de luxo, pois a camada de ozônio, que funciona como um filtro natural dos raios UVB e UVA, retém cada vez menos essas radiações, tamanha é a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Juliana Ribeiro Tavares
Barra do Garças, MT

O sol pode ser o vilão ou o mocinho. Basta decidirmos qual desses personagens ele vai interpretar em nossa vida!
Gabriella Marini
Cuiabá, MT

Educativo e oportuno é saber que o sol é um aliado da saúde, e não um inimigo, desde que tenhamos os devidos cuidados.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Gostei muito da reportagem sobre os raios solares em prol da saúde, pois explica seus benefícios e o tempo necessário de exposição ao sol para síntese da vitamina D e indica o fator de proteção mais adequado para cada tipo de pele. Mas é preciso ter muito cuidado e não achar que após essa matéria o sol está totalmente liberado.
Rejane Cristina de Oliveira Iacovantuono
Guaratinguetá, SP

 

Gustavo Ioschpe

Artigo brilhante e envolvente ("Educação de quem? Para quem?", 16 de janeiro)! Só mesmo Gustavo Ioschpe para me fazer sentir que nem tudo está perdido na educação brasileira. Espero que sua coragem em contradizer o discurso corporativo dos profissionais (baixos salários, diminuição do número de alunos nas salas de aula, desinteresse dos alunos etc.) faça com que muitos leitores se aprofundem nas questões, não sucumbindo à propaganda da corporação.
Ana Rosa Macedo Lorenzato
Ribeirão Preto, SP

Concordo plenamente com Gustavo Ioschpe e o cumprimento pela oportunidade e clareza com que trouxe à baila um assunto que tem sido omitido nos debates educacionais. O fato de os sindicatos terem como primeiríssimo objetivo defender os interesses salariais dos professores contradiz tudo aquilo que o Brasil mais necessita na área educacional: professores competentes e motivados a ensinar aos alunos os conteúdos que eles precisam aprender e a ajudá-los a se organizar para o estudo, tudo isso em ambiente prazeroso, fruto do bom diálogo entre professor e aluno.
Ignez Martins Tollini
Ph.D. em educação pela Universidade de Londres
Brasília, DF

Memorável conclusão da deficiência educacional a que o povo brasileiro está submetido. De nada adianta termos salas de aula empolgantes, tecnologias de primeira linha se não temos professores com domínio de sala. O profissional de educação necessita urgentemente rever suas atitudes, treinar suas habilidades e analisar melhor seu principal objetivo à frente dos seus alunos.
Irineu Berezanski
São José, SC

Com argumentação contundente, Gustavo Ioschpe aponta o desvio de foco da agenda do sistema de ensino brasileiro. Aponto mais uma distorção, talvez a principal pela repercussão em todos os níveis do sistema: há no Conselho Nacional de Educação, colegiado de alto nível responsável pela condução da política de ensino no país, um representante do MST. Isso mesmo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra; um absurdo, só explicado pela lógica dos doutores em pedagogia da USP ou por suas criaturas, os vanguardistas da revolução socialista. 
Marco Dangui Pinheiro
Porto Alegre, RS

 

Arthur Virgílio

Ergue-se a voz do senador Arthur Virgílio interpretando o sentimento de exaustão da sociedade brasileira diante da onipotência do governo e da indiferença da maioria dos seus representantes no Congresso Nacional. Eis a possibilidade da prática política com isenção, integridade, modernidade. Denso, altivo, justo e objetivo. A entrevista (Amarelas, 16 de janeiro) ajudou a resgatar um pouco da nossa auto-estima. VEJA, mais uma vez, está de parabéns!
Paulo Rogério Arantes
Manaus, AM

As Amarelas com o senador Arthur Virgílio têm tudo para se transformar em uma das mais oportunas e esclarecedoras entrevistas políticas do primeiro semestre de 2008. Com certeza, pautará a oposição no início dos trabalhos do Senado, logo após o recesso. Por outro lado, o senador amazonense poderá aglutinar todas as tendências oposicionistas. Já era hora de alguém ter coragem para responder de forma clara, exemplar e com pragmatismo político aos assuntos tão bem colocados por VEJA.
Pitágoras Castilhos Muller
Petrópolis, RJ

Admiro o senador Arthur Virgílio pela sua combatividade e cultura. Lamento a sua injusta referência ao ministro José Múcio Monteiro, que assumiu a coordenação política no fim da discussão sobre a CPMF. José Múcio é muito admirado na Casa pela sua franqueza e seu invejável fair play britânico, incapaz de um gesto indelicado com quem quer que seja.
Paes Landim
Deputado federal e vice-líder do PTB
Brasília, DF

 

Edson Lobão e seu "lobinho"

O suplente Lobão Filho chega ao Senado da República com credenciais que o recomendam não só a integrar aquela Casa, mas também a ser um dos melhores aliados do governo Lula. É que sua excelência, comprovadamente, usou uma pobre doméstica como laranja para encobrir suas dívidas e outras falcatruas empresariais. É ou não é um excelente currículo, que o autoriza a integrar esse Congresso desmoralizado e com uma das piores legislaturas de toda a sua história ("Dança com lobos", 16 de janeiro)?
Roberto Schweitzer
Florianópolis, SC

Quanta cara-de-pau desse senhor, ao admitir desavergonhadamente tamanha pilantragem. Seu lugar é na jaula, Lobo Mau, e não no Senado. Te cuida, Chapeuzinho Vermelho, que o Lobão está faminto!
João Nunes Neto
Morro do Chapéu, BA

Ô matilha inocente! Pobres de nós, chapeuzinhos vermelhos!
Fauzi Sarraf
Francisco Beltrão, PR

 

As férias de Mainardi

Onde está nosso dom Quixote carioca? Sei que ele é paulista, apenas um detalhe para estorvá-lo. Para onde terá ido? Acabaram-se os moinhos de vento? A realidade sem nosso destemido fidalgo é dura demais e temo virarmos farinha do mesmo saco. Um abraço à excelente equipe de VEJA.
Daniel Pereira dos Santos
Por e-mail

VEJA vai à minha casa desde que nasci. Minha tia é assinante há muito tempo, e moro com ela! Cadê o Diogo? Sinto saudade, ele é meu namorado de papel. Em tudo o que diz ele tem razão. Uma prece para que ele volte logo das férias e que sejam bastante divertidas para a família dele. Um segredinho: tenho ímã de geladeira com a foto do Diogo!
Bianca Leite Neves
Florianópolis, SC

Cadê o Diogo Mainardi de VEJA? Ele não pode gozar férias... Exigimos sua volta.
Marta Tochetto Primo
Por e-mail

 

Cartas

Fiquei triplamente feliz nesta semana. Primeiro, recebi a primeira revista da renovação da assinatura, que faço com prazer há mais de doze anos. Segundo, li na seção Cartas (16 de janeiro) que a nossa participação cresceu de pouco mais de 900, em 2001, para mais de 2 000 cartas publicadas em 2007. Finalmente, vi o ministro Marco Aurélio Mello emplacar duas cartas seguidas, uma sobre a retrospectiva e outra sobre artigo da incomparável Lya Luft. Se um ministro do STF lê VEJA e se corresponde com ela, há uma luz no fim do túnel. Tomara que muitas outras autoridades também a estejam lendo. E quem sabe escrevam à redação. Os brasilianos agradeceriam de coração.
Ailton Lemes da Silva
Goiânia, GO

 

Embalagens de lata

Em complementação ao quadro "Por que as latas de óleo sumiram" (Veja essa, 16 de janeiro), destaca-se o fato de que a substituição da lata metálica pela embalagem plástica para o acondicionamento de óleo alimentício decorreu da preferência do consumidor brasileiro. Além de resistente e transparente, a embalagem PET é escolhida pela dona-de-casa por ser prática e higiênica, contando com tampa e bico dosador da quantidade. A maioria dos fabricantes de óleo comestível garante o mesmo prazo de validade para o produto acondicionado em ambas as embalagens, e muitos não utilizam conservantes.
Carlo Lovatelli
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)
São Paulo, SP

 

Radar

Sobre a nota "Ministro clonado", publicada na coluna Radar (16 de janeiro), informamos que a ocorrência de fraudes é uma situação recorrente nos setores de telefonia fixa e móvel. Para prevenir casos como o do ministro das Cidades, Márcio Fortes, a GVT adota procedimento de solicitação de documentos tanto no momento da venda quanto no da instalação. Quando a coleta de cópia autenticada da documentação do titular da linha não acontece em um desses dois momentos por qualquer motivo (não é impeditivo para a venda, sob pena de tornar extremamente burocrático e lento o processo), a informação fica no sistema da empresa e o processo de monitoramento do perfil de uso do serviço é intensificado. Comportamentos fora do padrão, como alto volume de ligações para celular e longa distância, por exemplo, acionam a área de atendimento da GVT, que procura o titular da linha para uma verificação. Foi o que aconteceu com o ministro, que foi contatado pela operadora em 3 de janeiro, alegou não ter adquirido a linha e registrou BO para as devidas providências. Nesses casos, consumidor e operadora são vítimas, mas a empresa assume o prejuízo. Não houve cobrança indevida ao ministro nem o encaminhamento do nome dele aos órgãos de proteção ao crédito.
Veronica Cassavia
Assessora de imprensa
São Paulo, SP

 

Caminhos do Coração

Olha aí o resultado do que VEJA chama de bizarro ("Bizarro é pouco", 9 de janeiro), e eu de mitologia: dezoito minutos na liderança, no dia 16 de janeiro. Veja se o povo acha que é mesmo um descaminho. É a ruptura mais profunda com o neo-realismo na telenovela brasileira. Ou seja: outro caminho. Já experimentei a novela de época, em A Escrava Isaura, e o folhetim neo-realista, em Prova de Amor. Agora estou trabalhando numa novela que aproxima o realismo fantástico e a ficção científica.
Tiago Santiago
Noveleiro
Por e-mail

 

Millôr

Leio toda semana a coluna do Millôr, que considero um ótimo escritor. Mas na desta semana ("As maravilhosas maravilhas da natureza", 16 de janeiro) percebi um equívoco. Ele se refere às Sete Quedas do Iguaçu, porém elas não existem mais, sumiram com a instalação de Itaipu. O ponto turístico que hoje pode ser visitado se chama Cataratas do Iguaçu.
Letícia Corioletti
Joinville, SC


Correção:
ao contrário do que informou o texto da reportagem "Sol – modo de usar" (16 de janeiro), os bloqueadores físicos são mais difíceis de espalhar na pele; os químicos, mais fáceis.

 

 

REVOLTA NO CAMPO

Rafael Campos
Grazi: caipira de Jacarezinho


O leitor Henrique Berger não gostou nada de ver a fala caipira de Grazielli Massafera, a Grazi, chamada de sotaque paranaense (Veja essa, 16 de janeiro). "Se um paranaense quando fala é caipira, um carioca quando fala é bandido", escreveu Berger, sem explicar o que os cariocas têm a ver com o assunto. Mário Farias também não gostou da história e não deu colher de chá ao editor da seção: "Peça demissão! Você não entende nada. Sotaque paranaense? Qual deles? De Curitiba, do norte velho, do norte novo, do sudoeste ou outro?". O advogado Rafael de Castilho, de Curitiba, foi menos radical e explicou: "Grazielli é natural de Jacarezinho, cidade do interior do Paraná, cujo sotaque é tão caipira quanto o do interior de São Paulo, Santa Catarina ou Mato Grosso. O autêntico sotaque paranaense é o de Curitiba, que é um dos que reproduzem com mais lealdade a escrita do português".



O Soho do brasileiro

A sonda Soho: artista brasileiro

No gráfico "O astro principal", da reportagem "Sol – modo de usar" (16 de janeiro), aparece uma ilustração da sonda Soho tirada do site da Nasa. O desenho é do brasileiro Alex Lutkus, residente em São Paulo. "Sou designer gráfico e entusiasta da exploração espacial. O desenho da Soho é detalhe de um dos diversos trabalhos realizados por mim desde 2005 para o site dessa missão conjunta Nasa-ESA", escreveu Lutkus. Os interessados em conhecer outros trabalhos da série podem acessar os sites indicados pelo artista: http://soho.nascom.nasa.gov/hotshots/2005_12_02/ e http://soho.nascom.nasa.gov/classroom/classroom.html

 


 

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