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Cartas
Exposição ao sol Temos de cumprimentar a repórter
Adriana Dias Lopes pelo difícil e bem elaborado trabalho sobre os benefícios
e os cuidados relativos ao sol ("Sol modo de usar", 16 de janeiro).
Bem municiada de informações técnicas, ela soube passar a
mensagem com a receita e o alerta bem dosados. Sou pesquisadora na
FMUSP e tenho encontrado, em dados parciais de minha pesquisa, elevado porcentual
de hipovitaminose D em amostras de indivíduos na cidade de São Paulo,
mesmo sendo o Brasil um país considerado adequado em relação
à exposição solar. É gratificante deparar com este
assunto em um meio de comunicação sério: a importância
da vitamina D, que é principalmente sintetizada na pele e exerce ampla
ação no organismo humano. Há cerca de três
anos fui a uma dermatologista e, entre outras coisas, ela me disse que o
sol só servia para dar câncer; que nem brancos nem negros deveriam
se expor a ele, jamais! Que esse negócio de absorção de vitamina
D é uma bobagem etc. Eu saí da sala dessa médica totalmente
chocada e arrasada, principalmente porque sou apaixonada pelo sol. Portanto, foi
com muita alegria que li a reportagem. Os estudos só vieram confirmar o
que eu já sentia na própria pele: o sol me faz muito mais bem do
que mal. Agora, sim, vou poder tomar meu solzinho com 90% de proteção
e 0% de paranóia. E viva o sol, viva o verão, viva o calor! Sou
leitor assíduo desta revista há mais de trinta anos. Tive a felicidade
de ser presenteado no meu aniversário pela minha filha, Suzana, com uma
assinatura. E, como não poderia passar em branco, a reportagem sobre o
sol. VEJA sempre chega primeiro em relação às suas concorrentes;
esclareceu seus leitores sobre a importância dos raios solares em nossa
vida, seus benefícios e a proteção de algumas doenças
como câncer, diabetes do tipo 2 etc. Portanto, parabéns. A
reportagem especial da semana passada está repleta de informações
essenciais e plausíveis. De fato, o sol reflete beleza, saúde, vida,
alegria. Cumprimento a jornalista Adriana Dias Lopes por enfatizar a necessidade
do uso do protetor solar. Sem ele, realmente, não dá para se expor
e curtir o verão. Muito esclarecedora
a reportagem sobre a exposição prolongada do corpo aos raios solares,
a qual deve ser feita com o uso de protetor, mesmo sabendo-se dos resultados das
últimas pesquisas sobre as vantagens do sol para a saúde humana.
Afinal, filtro solar não pode ser visto como um artigo de luxo, pois a
camada de ozônio, que funciona como um filtro natural dos raios UVB e UVA,
retém cada vez menos essas radiações, tamanha é a
emissão de gases poluentes na atmosfera. O sol pode
ser o vilão ou o mocinho. Basta decidirmos qual desses personagens ele
vai interpretar em nossa vida! Educativo
e oportuno é saber que o sol é um aliado da saúde, e não
um inimigo, desde que tenhamos os devidos cuidados. Gostei muito da reportagem sobre
os raios solares em prol da saúde, pois explica
seus benefícios e o tempo necessário de exposição
ao sol para síntese da vitamina D e indica o fator de
proteção mais adequado para cada tipo de pele.
Mas é preciso ter muito cuidado e não achar que
após essa matéria o sol está totalmente
liberado.
Gustavo Ioschpe Artigo brilhante e
envolvente ("Educação de quem? Para quem?",
16 de janeiro)! Só mesmo Gustavo Ioschpe para me fazer
sentir que nem tudo está perdido na educação
brasileira. Espero que sua coragem em contradizer o discurso
corporativo dos profissionais (baixos salários, diminuição
do número de alunos nas salas de aula, desinteresse
dos alunos etc.) faça com que muitos leitores se
aprofundem nas questões, não sucumbindo à
propaganda da corporação. Concordo plenamente
com Gustavo Ioschpe e o cumprimento pela oportunidade e clareza
com que trouxe à baila um assunto que tem sido omitido nos
debates educacionais. O fato de os sindicatos terem como primeiríssimo
objetivo defender os interesses salariais dos professores contradiz
tudo aquilo que o Brasil mais necessita na área educacional:
professores competentes e motivados a ensinar aos
alunos os conteúdos que eles precisam aprender e
a ajudá-los a se organizar para o estudo, tudo isso
em ambiente prazeroso, fruto do bom diálogo entre professor
e aluno. Memorável conclusão
da deficiência educacional a que o povo brasileiro
está submetido. De nada adianta termos salas de aula
empolgantes, tecnologias de primeira linha se não temos
professores com domínio de sala. O profissional de educação
necessita urgentemente rever suas atitudes, treinar suas habilidades
e analisar melhor seu principal objetivo à frente dos
seus alunos. Com argumentação
contundente, Gustavo Ioschpe aponta o desvio de foco da agenda do
sistema de ensino brasileiro. Aponto mais uma distorção, talvez
a principal pela repercussão em todos os níveis
do sistema: há no Conselho Nacional de Educação,
colegiado de alto nível responsável pela condução
da política de ensino no país, um representante
do MST. Isso mesmo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra;
um absurdo, só explicado pela lógica dos doutores
em pedagogia da USP ou por suas criaturas, os vanguardistas
da revolução socialista.
Arthur Virgílio Ergue-se a voz do
senador Arthur Virgílio interpretando o sentimento de
exaustão da sociedade brasileira diante da onipotência
do governo e da indiferença da maioria dos seus
representantes no Congresso Nacional. Eis a possibilidade da
prática política com isenção, integridade,
modernidade. Denso, altivo, justo e objetivo. A entrevista (Amarelas,
16 de janeiro) ajudou a resgatar um pouco da nossa auto-estima.
VEJA, mais uma vez, está de parabéns! As Amarelas com o
senador Arthur Virgílio têm tudo para se transformar
em uma das mais oportunas e esclarecedoras entrevistas políticas
do primeiro semestre de 2008. Com certeza, pautará a
oposição no início dos trabalhos do Senado,
logo após o recesso. Por outro lado, o senador amazonense
poderá aglutinar todas as tendências oposicionistas.
Já era hora de alguém ter coragem para responder
de forma clara, exemplar e com pragmatismo político aos
assuntos tão bem colocados por VEJA. Admiro o senador Arthur
Virgílio pela sua combatividade e cultura. Lamento a
sua injusta referência ao ministro José Múcio
Monteiro, que assumiu a coordenação política
no fim da discussão sobre a CPMF. José Múcio
é muito admirado na Casa pela sua franqueza e seu invejável
fair play britânico, incapaz de um gesto indelicado com
quem quer que seja.
Edson Lobão e seu "lobinho" O suplente Lobão
Filho chega ao Senado da República com credenciais que
o recomendam não só a integrar aquela Casa, mas
também a ser um dos melhores aliados do governo Lula.
É que sua excelência, comprovadamente, usou uma
pobre doméstica como laranja para encobrir suas dívidas
e outras falcatruas empresariais. É ou não é
um excelente currículo, que o autoriza a integrar esse
Congresso desmoralizado e com uma das piores legislaturas de
toda a sua história ("Dança com lobos",
16 de janeiro)? Quanta cara-de-pau
desse senhor, ao admitir desavergonhadamente tamanha pilantragem.
Seu lugar é na jaula, Lobo Mau, e não no Senado.
Te cuida, Chapeuzinho Vermelho, que o Lobão está
faminto! Ô matilha inocente!
Pobres de nós, chapeuzinhos vermelhos!
As férias de Mainardi Onde está nosso
dom Quixote carioca? Sei que ele é paulista, apenas um
detalhe para estorvá-lo. Para onde terá ido? Acabaram-se
os moinhos de vento? A realidade sem nosso destemido fidalgo
é dura demais e temo virarmos farinha do mesmo saco.
Um abraço à excelente equipe de VEJA. VEJA vai à
minha casa desde que nasci. Minha tia é assinante há
muito tempo, e moro com ela! Cadê o Diogo? Sinto saudade,
ele é meu namorado de papel. Em tudo o que diz ele tem
razão. Uma prece para que ele volte logo das férias
e que sejam bastante divertidas para a família dele.
Um segredinho: tenho ímã de geladeira com a foto
do Diogo! Cadê o Diogo
Mainardi de VEJA? Ele não pode gozar férias...
Exigimos sua volta.
Cartas Fiquei triplamente
feliz nesta semana. Primeiro, recebi a primeira revista da renovação
da assinatura, que faço com prazer há mais de
doze anos. Segundo, li na seção Cartas (16 de
janeiro) que a nossa participação cresceu de pouco
mais de 900, em 2001, para mais de 2 000 cartas publicadas
em 2007. Finalmente, vi o ministro Marco Aurélio Mello
emplacar duas cartas seguidas, uma sobre a retrospectiva e outra
sobre artigo da incomparável Lya Luft. Se um ministro
do STF lê VEJA e se corresponde com ela, há uma
luz no fim do túnel. Tomara que muitas outras autoridades
também a estejam lendo. E quem sabe escrevam à
redação. Os brasilianos agradeceriam de coração.
Embalagens de lata Em complementação
ao quadro "Por que as latas de óleo sumiram"
(Veja essa, 16 de janeiro), destaca-se o fato de que a substituição
da lata metálica pela embalagem plástica para
o acondicionamento de óleo alimentício decorreu
da preferência do consumidor brasileiro. Além de
resistente e transparente, a embalagem PET é escolhida
pela dona-de-casa por ser prática e higiênica,
contando com tampa e bico dosador da quantidade. A maioria dos
fabricantes de óleo comestível garante o mesmo
prazo de validade para o produto acondicionado em ambas as embalagens,
e muitos não utilizam conservantes.
Radar Sobre a nota "Ministro
clonado", publicada na coluna Radar (16 de janeiro), informamos
que a ocorrência de fraudes é uma situação
recorrente nos setores de telefonia fixa e móvel. Para
prevenir casos como o do ministro das Cidades, Márcio
Fortes, a GVT adota procedimento de solicitação
de documentos tanto no momento da venda quanto no da instalação.
Quando a coleta de cópia autenticada da documentação
do titular da linha não acontece em um desses dois momentos
por qualquer motivo (não é impeditivo para a venda,
sob pena de tornar extremamente burocrático e lento o
processo), a informação fica no sistema da empresa
e o processo de monitoramento do perfil de uso do serviço
é intensificado. Comportamentos fora do padrão,
como alto volume de ligações para celular e longa
distância, por exemplo, acionam a área de atendimento
da GVT, que procura o titular da linha para uma verificação.
Foi o que aconteceu com o ministro, que foi contatado pela operadora
em 3 de janeiro, alegou não ter adquirido a linha e registrou
BO para as devidas providências. Nesses casos, consumidor
e operadora são vítimas, mas a empresa assume
o prejuízo. Não houve cobrança indevida
ao ministro nem o encaminhamento do nome dele aos órgãos
de proteção ao crédito.
Caminhos do Coração Olha aí o resultado
do que VEJA chama de bizarro ("Bizarro é pouco",
9 de janeiro), e eu de mitologia: dezoito minutos na liderança,
no dia 16 de janeiro. Veja se o povo acha que é mesmo
um descaminho. É a ruptura mais profunda com o neo-realismo
na telenovela brasileira. Ou seja: outro caminho. Já
experimentei a novela de época, em A Escrava Isaura, e
o folhetim neo-realista, em Prova de Amor. Agora estou
trabalhando numa novela que aproxima o realismo fantástico
e a ficção científica.
Millôr Leio toda semana a
coluna do Millôr, que considero um ótimo escritor.
Mas na desta semana ("As maravilhosas maravilhas da natureza",
16 de janeiro) percebi um equívoco. Ele se refere às
Sete Quedas do Iguaçu, porém elas não existem
mais, sumiram com a instalação de Itaipu. O ponto
turístico que hoje pode ser visitado se chama Cataratas
do Iguaçu.
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