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Apresentada:
em
solenidade presidida pelo papa João Paulo II,
a Capela
Sistina restaurada.
O projeto durou vinte anos e consumiu 3,1 milhões
de dólares. Impecável, o trabalho recuperou
o brilho original de algumas das mais célebres
e importantes obras de arte da História. Entre
elas, os afrescos do Juízo Final e da Criação,
de Michelangelo, o gênio do Renascimento italiano.
Dia 11, no Vaticano.
Anunciada:
a
aposentadoria do cartunista americano Charles
Schulz, de
77 anos. Criador dos personagens Snoopy e Charlie Brown,
publicados em 2.600
jornais de 75 países, ele abandona os quadrinhos
depois de meio século de carreira. Schulz, que
no mês passado soube que sofre de câncer no
intestino, diz que a aposentadoria vai permitir que passe
mais tempo com a família, sem ter de se preocupar
com prazos. Sua última criação inédita
será publicada em meados de fevereiro. Dia 14,
em San Francisco, nos Estados Unidos.
Internado:
o
pianista e compositor João
Donato, de
65 anos, um dos nomes mais importantes da música
popular brasileira das últimas quatro décadas.
Durante uma viagem de avião de Fortaleza ao Rio de
Janeiro, Donato sofreu um infarto, o que obrigou o piloto
a fazer um pouso de emergência em Brasília.
No final da semana passada, o autor de sucessos como A
Rã e
Lugar Comum
passava bem, mas ainda não havia previsão
de alta. Dia 12, no Hospital de Base de Brasília.
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Não
é louco quem foge da guerra
No
auge da II Guerra, o nova-iorquino Joseph
Heller alistou-se
como piloto da Força Aérea dos Estados
Unidos e participou de mais de sessenta missões
na Itália. Tinha apenas 19 anos. De volta
à vida civil, Heller começou a escrever
Ardil
22
em 1953.
Lançado
em 1961, o romance tornou-se um contundente manifesto
antibelicista. Conta a história de um piloto
que, para tentar escapar da guerra, se finge de
louco. Não deu certo, porque o médico
entende que "qualquer pessoa que queira fugir
dos combates não pode ser considerada louca".
Ardil
22 vendeu
mais de 10 milhões de exemplares e se tornou
um ícone da campanha contra a Guerra do
Vietnã. No domingo 12, Heller morreu vítima
de infarto. Tinha 76 anos.
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Demitidos:
o
brigadeiro Walter
Bräuer, comandante
da Aeronáutica, e a advogada Solange
Rezende Antunes,
assessora especial do Ministério da Defesa. Ela
foi afastada por ter seu nome envolvido com traficantes
de drogas, conforme denúncias da CPI do Narcotráfico.
Bräuer perdeu o cargo porque criticou o ministro
da Defesa, Élcio Álvares. Segundo o brigadeiro,
o ministro não poderia manter Solange como assessora.
Dia 17, em Brasília.
Processou:
o
hospital Mount Sinai, a atriz inglesa Julie
Andrews, de
64 anos. A estrela de Mary
Poppins,
de
1964, filme
que lhe rendeu o Oscar, e de Noviça
Rebelde
acusa
o hospital, um dos mais conceituados dos Estados Unidos,
e os médicos Scott Kessler e Jefrey Libin por má
prática da medicina. No ano passado, Julie anunciou
que abandonaria os musicais porque uma operação
para a retirada de nódulos benignos nas cordas
vocais, em junho de 1997, teria afetado sua capacidade
de cantar. Dia 14, em Nova York.
Batizado:
com
água benta do Rio Jordão, Juan
Valentin de Todos os Santos de Bourbon Urdangarín,
quinto
na linha de sucessão ao trono da Espanha. Filho
único da princesa Cristina e do jogador de handebol
Iñaki Urdangarín, o pequeno Juan nasceu
em 29 de setembro passado. O menino é o segundo
neto do rei Juan Carlos e da rainha Sofia. Dia 12, em
Madri.
Sylvia Masini
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Denise
Fraga: prêmio
no
festival de Cuba
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Eleita:
a
melhor atriz do 21º Festival Internacional do Novo
Cinema Latino-Americano de Havana, a carioca Denise
Fraga, de
35 anos. O prêmio foi concedido por sua atuação
no filme Por
Trás do Pano, de
Luís Villaça. Foi a única vitória
do cinema brasileiro na principal categoria do festival,
a dos longas-metragens de ficção. Dia
11, em Havana.
Evelson de Freitas/Folha Imagem
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Gérald Lebrun:
aulas na USP |
Morreram: o
filósofo francês Gérard
Lebrun. Entre
as décadas de 60 e 70, ele deu aulas na Universidade
de São Paulo como professor convidado e influenciou
toda uma geração de filósofos brasileiros.
Entre idas e vindas, viveu 23 anos no Brasil. Em 1996,
Lebrun foi acusado de pedofilia pelo ex-gari carioca
Argenil Pereira e alvo de uma ação penal.
Depois disso, o filósofo, que era homossexual,
não voltou ao país. Lebrun foi encontrado
morto em sua casa, na qual vivia sozinho. Até
o final da semana passada, as circunstâncias da
morte ainda não haviam sido esclarecidas. Dia
10, em Paris.
o músico Benedito
Biano,
um dos fundadores da Banda de Pífanos de Caruaru.
Com quase oitenta anos de história, o grupo pernambucano
rodou o mundo divulgando as raízes da música
brasileira. Dia 16, aos 87 anos, de parada cardíaca,
em São Paulo.
o
poeta e tradutor pernambucano Jorge
Wanderley. Neurocirurgião
de formação, ele abandonou a medicina
para se dedicar à literatura. Era considerado
um dos melhores tradutores de poesia do Brasil. Dia
11, aos 61 anos, de infarto, no Recife.
o
ex-presidente do Parlamento português Manuel
Tito de Morais. Em
1973, participou da fundação do Partido
Socialista Português. Desde jovem lutou contra
o salazarismo, o que lhe rendeu várias prisões
e treze anos de exílio. Depois da Revolução
dos Cravos, em 1974, com o fim da ditadura, Morais voltou
a Portugal. De 1983 a 1984, presidiu o Parlamento. Dia
14, aos 89 anos, de infarto, em Lisboa.
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"Assassino, assassino"
Ricardo Stuckert
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O
ex-deputado: choro
e medo de voltar
ao Rio
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Na madrugada da quarta-feira
da semana passada, o ex-deputado Sérgio
Naya, de 56 anos, se entregou à Justiça
do Distrito Federal 32 horas depois de
ter sido decretada sua prisão. Chorava
e pedia para ficar preso em Brasília. Não
foi atendido. Por volta das 8 da noite, embarcou
com destino ao Rio de Janeiro. Lá, um ano
e 296 dias depois do desabamento do edifício
Palace II, na Barra da Tijuca, os sobreviventes
festejavam sua prisão. Oito pessoas morreram
na tragédia, ocorrida em fevereiro de 1998.
Dono da construtora Sersan, responsável
pela construção do edifício,
Naya foi multado pela Receita Federal, proibido
de fazer transações financeiras
e vender imóveis e agora será julgado
por homicídio culposo. Até o julgamento,
ficará preso na carceragem da Polinter,
no subúrbio do Rio. Se condenado, pode
pegar até oito anos de prisão. Naya
chorou quando chegou à Polinter. Ao fundo,
ouviam-se os gritos de uma pequena multidão:
"Assassino, assassino".
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