Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 714 - 22 de agosto de 2001
Guia Beleza

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
  Os cuidados com os cosméticos
O impacto sobre os filhos começa antes da separação
O que estou lendo
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Acerte de cara

As brasileiras gostam cada vez mais
de cosméticos, mas os maquiadores
recomendam prudência para evitar
erros banais

Alexandra Martins e Fernanda Colavitti

 
Fotos Thomas Kremer e Paschoal Rodrigues

Responda rápido: o que não falta dentro da bolsa de uma mulher? Acertou quem pensou no batom, o produto de maquiagem que impera absoluto no interior desse acessório feminino. Só no ano passado, as brasileiras consumiram cerca de 60 milhões de unidades do cosmético, de acordo com levantamento recente, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). De maneira geral, os produtos para os lábios estão na liderança – no primeiro semestre de 2001, houve um aumento de 31,3% no volume de vendas de batons, brilhos, delineadores labiais e similares em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2000, os consumidores de cosméticos chegaram a gastar 900 milhões de reais no Brasil. Depois do batom, vêm os produtos para os olhos, como lápis, delineadores, máscara para cílios, sombras e cremes. De acordo com Manoel Simões, diretor executivo da Abihpec, o aumento do consumo de maquiagem no país se deve, sobretudo, à maior participação do sexo feminino no mercado de trabalho. "Há uma exigência crescente com a apresentação pessoal nos escritórios dos setores privado e público", diz ele.

Tanto melhor para quem gosta de usar ou de apreciar. A expansão da demanda leva a indústria a ampliar o número de produtos e a melhorá-los. Por isso mesmo, as mulheres têm de tomar cuidado redobrado com o uso da maquiagem inadequada à atividade que esteja exercendo ou mesmo a seu tipo físico. Maquiagem para trabalhar é uma coisa. Para festa é outra muito diferente. "Com tanta oferta, as mulheres precisam ficar atentas", diz o maquiador Duda Molinos, pelas mãos de quem já passaram rostos como o de Carolina Ferraz, Ana Paula Arósio e Gabriela Duarte. Segundo ele, os cuidados devem começar pelo batom, que as mulheres retocam o dia todo. Algumas acertam os lábios de primeira, já outras se atrapalham e borram o desenho da boca.

Há alguns truques ao alcance de todas. O delineador labial é um deles. Ton Hyll, do Rio de Janeiro, maquiador das musas das passarelas, ensina que ele deve ser do mesmo tom do batom. Além disso, precisa ser passado depois do batom e não antes, como muitas mulheres fazem. Outras duas vedetes da penteadeira são o corretivo e a base para o rosto, que deixa a pele uniforme, sem manchas. Quando empregada corretamente, a base pode dar à pele uma aparência de bem tratada. Para isso, é preciso que o produto seja do tom exato da pele, nem mais claro nem mais escuro. "Se alguém disser que a base que você está usando é linda, corra imediatamente para lavar a cara. Ela não foi feita para ser notada", alerta o maquiador Marcos Costa, da Natura. O corretivo, bastante usado para atenuar manchas, cicatrizes, acne ou olheiras, também precisa de parcimônia no manejo. Duda Molinos lembra que um simples erro de dose de corretivo pode surtir efeito contrário, acentuando ainda mais aquela marca indesejada. A preferência deve ser por corretivos cremosos e líquidos, pois são menos percebidos sob luzes mais reveladoras. A maquiagem dos dias de hoje fez cair por terra o temor de provocar danos à pele. Os avanços tecnológicos colocaram no mercado produtos com fatores de proteção solar, agentes anti-rugas ou hidratantes. "Atualmente, maquiagem significa pele bonita e cuidada", diz o requisitado Márcio Mitikay, do Rio. O problema maior pode surgir caso não seja removida como manda o figurino. É indispensável o uso do demaquiante, segundo outro profissional do ramo, Carlos Carrasco, de São Paulo, que já se debruçou sobre o rosto da supermodelo Gisele Bündchen. Logo em seguida, o rosto deve ser lavado com sabonete adequado a cada tipo de pele. Finalmente, vem a hora do hidratante.

Uma pesquisa do fabricante Avon com 400 mulheres apontou que 76% delas usam maquiagem com freqüência, sendo que 52% dessa fatia faz uso diário de batons, pós, sombras, cremes e afins. Um público que começa a ser cortejado é o de adolescentes. A marca Contém 1G traz uma cartela esfuziante de cores, do dourado ao azul-turquesa, passando pelos tons pastel, rosados e terrosos. O casal proprietário, Rogério e Marta Rubini, chegou a essa variedade de produtos depois de testar a reação de quarenta garotas diante de uma mesa lotada de embalagens de maquiagem. Contudo, é uma idade em que essas excentricidades têm graça. À medida que os anos passam, os especialistas do espelho recomendam critério e a adoção da velha máxima – menos é mais, também em maquiagem. "O certo é combinar com a personalidade da mulher, e não com o sapato ou a roupa. O que vale é o bom senso", diz Celso Kamura, de São Paulo, que tem entre seus clientes figuras tão diferentes como a prefeita paulistana, Marta Suplicy, e as apresentadoras Angélica e Patrícia Poeta, a morenaça da meteorologia dos noticiários da Rede Globo.

 

 

Veja também
Rádio VEJA
  Ouça entrevista com o maquiador Marcos Costa, da Natura

 

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS