Fim do mistério
Arqueólogos
acreditam ter achado
túmulo secreto do conquistador
mongol Gêngis Khan
Reprodução/Enc. mirador

Gêngis
Khan com falcão: conquistador implacável
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Um grupo
de arqueólogos americanos e mongóis acredita ter posto fim
a um segredo de oito séculos: a localização da tumba
do imperador mongol Gêngis Khan, que conquistou um dos maiores impérios
da história no século XIII. O complexo com vinte túmulos
de pedra foi localizado numa colina a 321 quilômetros de Ulan Bator,
capital da Mongólia. Fica perto do local de nascimento de Khan,
em 1162, e também do lugar onde foi proclamado imperador dos mongóis,
em 1206. Acredita-se que a sepultura de Gêngis esteja repleta de
tesouros, na maior parte peças pilhadas nas conquistas. Ao morrer,
o imperador legou a seus herdeiros um território que ia do Mar
Cáspio à costa da China. A localização dessa
tumba é uma obsessão entre os arqueólogos. No ano
passado, pesquisadores chineses anunciaram ter encontrado o sepulcro na
região de Xinjiang, no noroeste da China, mas até agora
não foram capazes de comprovar o achado. Desta vez, a possibilidade
de que se tenha encontrado a tumba certa é reforçada por
inúmeras referências biográficas. "É uma descoberta
intrigante, porque o sítio é bem próximo de lugares
marcantes da vida de Gêngis", disse o diretor científico
da expedição, o americano John Woods, da Universidade de
Chicago.
Reza a lenda
que Gêngis Khan morreu na China em agosto de 1227, não se
sabe se em combate ou numa queda do cavalo. Seu corpo foi levado para
a Mongólia e sepultado perto de uma montanha. Quarenta virgens
e igual número de cavalos foram sacrificados para acompanhá-lo
na outra vida. Também teriam sido mortos os operários e
os soldados que participaram do sepultamento, para que o local exato nunca
fosse revelado. O objetivo era impedir que a tumba fosse violada. Os mongóis
acreditavam que a alma dos mortos seria destruída se seus restos
mortais fossem exumados. O problema é que muita gente ainda acredita
nisso na Mongólia de hoje, o que pode prejudicar bastante o andamento
das escavações. Até agora, o governo mongol não
autorizou a abertura dos túmulos.
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