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Bom para elas
Um
novo remédio promete diminuir o
risco da terapia de reposição hormonal
Anna Paula
Buchalla
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| A
embalagem na forma de
calendário do Activelle: menos estrógeno no dia-a-dia |
Até
o fim deste mês, chegará às farmácias do país
um novo medicamento para a terapia de reposição hormonal,
método mais utilizado para acabar com os desconfortos da menopausa.
O Activelle, nome comercial do produto, é tão efetivo quanto
os remédios tradicionais no tratamento dos problemas enfrentados
pelas mulheres nessa fase da vida. Mas traz uma vantagem, segundo seu
fabricante: diminuiria a probabilidade de as pacientes desenvolverem câncer
de mama durante o tratamento. Isso porque ele tem a metade da dose de
estrógeno presente nos outros medicamentos. Explica-se: o hormônio
pode detonar um tumor maligno. O risco está na base da polêmica
sobre se vale a pena indicar a reposição hormonal às
pacientes. Os partidários desse tipo de terapia acreditam que o
perigo é mínimo e largamente compensado pelos benefícios
trazidos pela ingestão do hormônio. Além de proteger
contra as doenças do coração e a osteoporose, o estrógeno,
combinado à progesterona, elimina as ondas de calor, as dores de
cabeça, a diminuição da libido, o ressecamento vaginal,
a insônia e a depressão. Todos aqueles sintomas, enfim, que
afligem as mulheres na menopausa (e, por extensão, os maridos delas).
A reposição hormonal, dizem seus defensores, só deve
ser evitada por quem já teve câncer ou apresenta uma forte
tendência familiar à doença.
Desde que
se descobriu, na década de 60, que o tratamento é eficaz,
ele evoluiu muito na sua apresentação. Hoje, pode ser feito
por meio de comprimidos, adesivos, injeções, implantes ou
géis. Vendido em pastilhas, o Activelle foi aprovado no ano passado
pelo FDA, órgão que controla a comercialização
de alimentos e remédios nos Estados Unidos. Sua embalagem tem a
forma de calendário, o que ajuda a lembrar que, para fazer efeito,
deve ser tomado diariamente, sem interrupções. Garantir
o consumo contínuo dos medicamentos de reposição
hormonal é uma preocupação tanto dos médicos
como dos laboratórios. Metade das brasileiras que começam
a fazer a terapia a abandona em menos de seis meses.

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