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Sarado e saudável
Musculação
não é bom apenas para
o ego. Também protege
o coração,
o esqueleto e ajuda os diabéticos

Cristina
Poles
Fotos José Amaral/Priscila Prade
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Quem faz
musculação quer um corpinho sarado e nada mais. Prova
disso é que muitos praticantes da modalidade, especialmente os
mais jovens, se enchem de anabolizantes e substâncias afins, sem
se importar com os danos causados por esses aditivos. A questão
é puramente estética. Mas, nos últimos anos, vêm
surgindo estudos que mostram que a musculação pode ser mais
do que uma massagem no ego. Na medida certa, e sem o uso de drogas que
a turbinem, ela faz um bem danado à saúde daquelas partes
do corpo que não podem ser apreciadas narcisicamente. Há
algum tempo já se sabe que exercícios com pesos desempenham
um papel importante na manutenção da massa óssea.
A novidade é que eles passaram a ser indicados para combater o
diabetes, a artrose e, pasme, doenças cardiovasculares. Isso mesmo:
musculação é ótimo para o coração.
Especialmente quando tem como objetivo a panturrilha, a popular batata
da perna (veja quadro).
Suar a camiseta nos mais diversos aparelhos eleva menos a freqüência
cardíaca e a pressão sistólica do que as atividades
aeróbicas. São esses dois fatores que definem o grau de
stress a que o coração é submetido. Quanto mais alto
forem, pior. Todos esses benefícios estão listados no livro
Musculação Aplicada ao Envelhecimento, recém-lançado
pelo cardiologista de Curitiba Antonio Augusto de Arruda Silveira Junior.
Nos quadros
leves e moderados de artrose, a modalidade é extremamente eficaz.
Músculos fortalecidos conferem maior estabilidade às articulações,
promovendo um menor desgaste entre os ossos. E o que os diabéticos
teriam a ganhar puxando ferro? Simples: quanto maior é a massa
muscular, mais o organismo queima glicose substância que,
em excesso no sangue, causa o diabetes. Embora a ação da
musculação na prevenção à osteoporose
já fosse conhecida, pesquisas recentes indicam que o treinamento
com pesos pode até mesmo reverter a doença em estágio
inicial. Para que as células responsáveis pela produção
da massa óssea sejam estimuladas, é necessário que
haja uma compressão sobre o esqueleto. É exatamente o que
ocorre durante a musculação. A caminhada, tão prescrita
contra a osteoporose durante a última década, não
surte o mesmo efeito.
Com a divulgação
progressiva dessas descobertas, já se nota um ligeiro aumento no
número de homens e mulheres maduros nas salas de musculação
das academias. Afinal de contas, nunca é tarde demais para começar.
No início, os quarentões e cinqüentões ficam
meio constrangidos em meio à moçada que gosta de fazer poses
diante do espelho. Mas eles não demoram a se soltar. Alguns, inclusive,
cedem à autocontemplação e passam a fazer exercícios
com pesos maiores do que o recomendado. É um perigo, claro, porque
sobrecarrega o organismo. Também é forte a tentação
de abandonar a esteira e a bicicleta ergométrica, como se elas
fossem desnecessárias tese defendida por certos médicos,
inclusive o autor de Musculação Aplicada ao Envelhecimento.
Como sempre, o melhor está no meio-termo. "O ideal é que
se pratiquem também atividades aeróbicas, que ajudam a aumentar
a capacidade cardiorrespiratória", lembra o fisiologista Turíbio
Leite de Barros.

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Reportagem
publicada em 18/4/2001 mostra que a musculação também
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