Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 714 - 22 de agosto de 2001
Brasil Pobreza

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
 

FHC incentiva todos os ministros presidenciáveis
Faxina e propaganda
Jader reaparece, se defende, mas não convence
PMDB continua dividido
Marta Suplicy atrasa o Bolsa-Escola
Infância: Balanço dos pequenos avanços da década de 90
Ipea faz o perfil socioeconômico dos ricos do país
Brasil rural é maior do que mostrou o censo

Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

O PT que diz não

Prefeituras do partido boicotam programa
federal que destina dinheiro aos pobres

 
Caio Guateli/Folha Imagem

Marta Suplicy: ataques ao projeto social que ela sempre defendeu

O governo federal adotou um programa social chamado Bolsa-Escola, tocado pelo Ministério da Educação. Ele destina de 15 a 45 reais por mês a famílias pobres com filhos matriculados na escola. A idéia não é nova, mas funcionava em escala reduzida, operando apenas em algumas prefeituras, principalmente governadas pelo PT. Há cinco meses, o programa passou a ter abrangência nacional. Todas as famílias pobres com filhos na escola ganharam o direito de requerer o benefício. Para receber, elas precisam ser cadastradas pelas prefeituras. As que atendem aos requisitos ganham um cartão magnético para sacar o dinheiro diretamente no banco. Mais de 2 milhões de crianças recebem o dinheiro federal. Infelizmente, o Bolsa-Escola empacou nos municípios administrados justamente por um dos criadores do programa, o PT. Os petistas decidiram boicotar o projeto federal, impedindo o cadastramento das famílias. Em vez de facilitar a vida dos pobres, abriram fogo contra o governo e armaram uma confusão patética tentando encontrar argumentos para desmerecer a idéia de um projeto que sempre defenderam.

O principal foco de resistência é a prefeita Marta Suplicy, de São Paulo. Primeiro ela implicou com os cartões magnéticos de saque bancário, argumentando que Brasília deveria incluir o logotipo da prefeitura ao lado do logotipo do governo federal. Foi informada de que isso não seria possível, uma vez que não há como fazer um cartão diferente para cada prefeitura do país. Então ela passou a acusar o programa de ser "eleitoreiro" e de ter sido feito sob encomenda para beneficiar o candidato do governo federal nas próximas eleições. Os petistas ainda conseguiram encontrar um terceiro argumento contra o programa federal. O presidente em exercício do PT, deputado federal José Genoíno, justificou a resistência de seu partido alegando que o benefício, de apenas 15 reais, é uma "esmola".

Na semana passada, debaixo de críticas pesadas, Marta e os outros prefeitos petistas desistiram da briga e prometeram cadastrar os pobres. Durante o período em que se discutiu inutilmente o assunto, estima-se que 250.000 crianças que vivem em cidades governadas pelo PT deixaram de ser atendidas. Algumas provavelmente estavam complementando a renda com esmolas, estas conseguidas nos cruzamentos.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS