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Maluquinho em ação: crianças aventureiras e poltergeist do bem |
O filme Menino Maluquinho 2 A Aventura (Brasil, 1998), em cartaz nacional desde o dia 10, é bem mais que um simples passatempo para a garotada durante as férias. A história, empolgante, brinca com o tipo de ficção que mais estimula a imaginação infantil aquela em que as próprias crianças vivem os heróis aventureiros. No filme, as estripulias da turma criada por Ziraldo são lideradas por Tatá Miri, espécie de poltergeist do bem. Como bom mineiro, ele adora pão de queijo. Sua aparição, em uma pacata cidadezinha, daquelas perdidas no tempo, logo transforma a vida dos moradores. A começar pelas crianças, para quem ele se torna um segredo. Além de Tatá, a cidade tem uma coleção de tipos. Um deles é o avô do personagem principal, um inventor de engenhocas inusitadas, como a escada rolante que leva os garotos até o andar de cima do beliche. Há ainda o fogueteiro encantado com a própria pirotecnia, o prefeito turrão, as beatas que vêem o capeta em tudo. É o cenário perfeito para aprontar muita confusão.
As trapalhadas começam nas profundezas de uma caverna misteriosa. Depois, cruzam a estrada de ferro. Mais adiante, invadem o circo, no qual também as crianças são as estrelas. Na tela, a diversão parece não ter fim. São 92 minutos em que se alternam suspense, ação e humor, combinados de modo a não deixar que o espectador perca o interesse. Há cenas deliciosas, como a dos garotos dançando em meio a uma tempestade de pipoca. Cheio de soluções criativas, o filme tem ainda um visual caprichado, mérito da equipe liderada pelo diretor Fernando Meirelles, um dos criadores do premiado programa Rá-Tim-Bum. Ao falar de amizade e companheirismo em tom de fantasia, Menino Maluquinho 2 é um programa que agrada ao gosto infantil em cheio e, o que é melhor, sem torturar os pais.
Celso Masson
Copyright © 1998, Abril
S.A. |