|
Transporte Medo nas estradasTransportadoras
investem pesado em
Roubo de carga é um problema que existe em todo o mundo. Nos Estados Unidos, roubam-se 10 bilhões de dólares por ano em assaltos a caminhões, portos ou aeroportos. Mas no Brasil o problema é especialmente grave porque a polícia não tem equipamentos nem treinamento para combater esse tipo de crime, e os recursos para segurança privada também são menores. Nos EUA, existem 300.000 caminhões equipados com radar, que podem ser rastreados a distância. No Brasil, há menos de 7.000 desses dispositivos. Mesmo assim, o número é um indicador da preocupação das empresas com o problema: a venda dos localizadores aumentou catorze vezes nos últimos quatro anos. As empresas privadas de escolta de caminhão já são mais de cinqüenta. "Uma entrega entre o Rio de Janeiro e São Paulo nos dias de hoje pode mobilizar dez pessoas, entre escolta e rastreamento", explica o coronel da reserva Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Setcesp. A transportadora ITD, uma das cinco maiores empresas do ramo, é o exemplo típico da reação das empresas à bandidagem. Ela investiu 2 milhões de reais em radares para seus caminhões, contratou um coronel do Exército da reserva para chefiar o setor de segurança e conseguiu reduzir prejuízos com roubo de cargas de 1,5 milhão de reais para 100.000 reais ao mês. O investimento em prevenção também cresceu. A corretora de seguros Pamcary desenvolveu um serviço de consultoria no qual analisa o currículo dos caminhoneiros para saber se são suspeitos de ligações com as quadrilhas de assaltantes.
|