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Ao contrário
do presidente Fernando Henrique Cardoso, a primeira-dama Ruth
Cardoso está descartando a reeleição. Em
fevereiro, seja qual for o resultado das eleições, ela
deixa a presidência do Conselho Comunidade Solidária. A
primeira-dama já tinha determinado o prazo da saída ao
estabelecer no estatuto do Conselho um artigo que proíbe
a reeleição. Isso foi em 1995, quando a candidatura de
FHC à reeleição não estava certa. Nas últimas
semanas, Ruth Cardoso tem recebido pressões de
integrantes do Conselho e de empresários para que mude a
regra. Até agora, Ruth tem resistido. Ela diz que quer
ter mais tempo para a família.
Muitos políticos brasileiros são
supersticiosos, mas poucos superam o governador do
Ceará, Tasso Jereissati. Ele nunca
assina documentos às 13 horas nem toma decisões
importantes no dia 13. Tasso também evita a cor marrom,
que, segundo ele, dá azar. Um dos episódios que dão
uma dimensão da superstição do governador ocorreu há
dois anos, quando uma coruja decidiu pousar na varanda de
seu gabinete oficial. Como no Nordeste se acredita que o
pássaro traz maus presságios, o governador chamou os
policiais da Casa Militar para expulsar a coruja. Tasso
só se acalmou depois que a ave saiu voando.
Até o desabamento do edifício Palace
II, em fevereiro, o ex-deputado federal Sérgio
Naya era do tipo mão aberta, tanto que chegou a
emprestar 800.000 reais aos colegas parlamentares. Agora
as coisas se inverteram. A Justiça embargou os bens do
ex-deputado e ele teve de recorrer à solidariedade dos
amigos. Recentemente, Naya recebeu um empréstimo de 1,65
milhão de reais dos amigos empreiteiros de Brasília,
Paulo Octávio e José Celso Gontijo. Como garantia, o
ex-deputado, cassado em abril, ofereceu um terreno de
1.500 metros quadrados que tem em Brasília. Ele promete
transferir o terreno quando recuperar os bens.
O presidente do grupo Pão de Açúcar, Abilio
Diniz, está se movimentando como nunca na
tentativa de incomodar o Carrefour, líder nacional do
comércio varejista. Diniz havia comprado a rede de
supermercados Barateiro e reservou 350 milhões de
dólares para abrir mais quinze lojas Pão de Açúcar
até dezembro. Nesta semana, Diniz anuncia a compra de
doze lojas da G. Aronson. A intenção é ter mais poder
de negociação com a indústria de eletrodomésticos,
uma das áreas de maiores vendas do Carrefour.
 Karina Pastore
Na semana passada, durante o XVII
Congresso Mundial da Sociedade de Transplantes, a
droga rapamune foi apresentada como a grande
revolução no tratamento clínico dos pacientes
submetidos a transplante de rim.
O medicamento reduz em até 70% as taxas de
rejeição aguda do órgão.
Por determinação genética, os
negros retêm até 30% a mais de nicotina no
sangue do que os brancos, mostra um estudo da
Universidade da Califórnia. São por isso mais
vulneráveis ao vício e mais suscetíveis às
doenças relacionadas ao cigarro.
Boas novas aos mais preguiçosos.
Médicos do Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos Estados Unidos notaram que uma hora
semanal de exercícios físicos moderados é tão
eficaz na prevenção da osteoporose quanto
a ginástica pesada.
 Erram as mulheres que não dão
atenção ao prazo de validade da maquiagem
usada nos olhos. Os produtos vencidos
são risco para infecções, o que pode deflagrar
sérios problemas de visão, alerta a Academia
Americana de Oftalmologia.
Nutricionistas americanos
descobriram como driblar os perigos do churrasco
bem passado. Antes de ir para a grelha,
a carne deve ser marinada ou levada ao forno de
microondas por dois minutos. Dessa forma,
reduz-se a concentração das substâncias
liberadas na queima do carvão, cujo acúmulo no
alimento pronto aumenta as chances de câncer de
estômago.
Médicos da Universidade Johns
Hopkins encontraram um novo fator de risco para
as doenças cardíacas: a depressão.
Os homens diagnosticados como deprimidos têm o
dobro de chances de sofrer um infarto.
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Entre 1980 e 1992, um buraco com
100 metros de profundidade no sudeste do Pará
virou um formigueiro humano. A descoberta de ouro
em Serra Pelada atraiu mais de 400.000 homens
para a região, provocou o surgimento de duas
cidades e gerou uma riqueza estimada em 1,5
bilhão de dólares. O ouro fácil e farto,
sabe-se, acabou. Como os garimpeiros não se
organizaram para retirar a água da chuva com o
auxílio de bombas, o buraco virou uma imensa
lagoa. Desde 1996, a posse da área foi devolvida
à Companhia Vale do Rio Doce, que só em dois
anos saberá avaliar se compensa explorar a
antiga mina. Cerca de 4.000 garimpeiros ainda
moram na vila de Serra Pelada e tentam na
Justiça receber uma indenização da Vale.
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Fotos:
Ricardo Stuckert, Claudio Versiani, Gladstone Campos,
Paulo Jares

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