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EvangélicosA reportagem de
capa da semana passada ("Salvos pela palavra",
15 de julho) toca em um assunto que passa despercebido
neste país católico. Não pude deixar de
parabenizá-los pelo modo como foi enfocado o tema e como
foi mostrado o lado bom da religião protestante. Talvez
por estarmos em um país católico e conservador, todas
as vezes que encontramos reportagens sobre os
evangélicos nas páginas dos jornais e revistas trata-se
de críticas sobre o modo como os pastores induzem os
fiéis e denúncias de que pessoas são exploradas nos
rituais. VEJA desprezou a oportunidade de fazer uma
dessas reportagens e realizou uma ótima exaltação do
lado bom das igrejas evangélicas que é a recuperação
de marginais. VEJA mostrou que
ninguém é irrecuperável. O que há é falta de
iniciativa por parte de diversos setores da sociedade que
se consideram descomprometidos. O trabalho realizado
pelos evangélicos deve ser seguido pelas demais
religiões, notadamente pela Igreja, uma vez que ainda
somos "o maior país católico do mundo".
Parabéns aos evangélicos e parabéns a VEJA, que está
sempre se superando em delinear os contornos de nossa
sociedade. Fui criada em
família batista tradicional, e o meu avô trabalhou por
muitos anos como pastor e missionário no norte do
Brasil. Acredito nunca ter lido uma reportagem sequer que
valorizasse o trabalho dos evangélicos, em qualquer
aspecto que fosse. Muito pelo contrário, os evangélicos
sempre foram rotulados como fanáticos e oportunistas.
VEJA mostrou que dentro dessa grande denominação
existem pessoas engajadas no trabalho de recuperação
dos marginalizados. Fico muito feliz em
ver que VEJA, que tenho como parceira há anos, publica
uma reportagem como essa sobre bandidos salvos pela
palavra de Deus. Incluo-me na lista dos homens que
tiveram sua vida resgatada pelo poder de Jesus Cristo.
Tenho certeza de que a cada dia um número maior de
brasileiros terá seu encontro verdadeiro com Jesus, aí,
sim, veremos este país transformado e próspero. Belíssima e séria
a reportagem de VEJA sobre a evangelização,
principalmente porque consciente e balizada em estudo da
antropóloga Regina Novaes. O trabalho feito pelas
igrejas evangélicas é muito importante e traz bastante
benefício não só para aqueles que desejam mudanças em
seus corações e mentes, mas também para a sociedade e
para o governo, que, aliás, deveria valorizá-lo e
apoiá-lo mais. Cristovam BuarqueA postura política
do governador Cristovam Buarque diante do seu partido, o
PT, tem um significado mais profundo do que aparenta. Ele
é uma das poucas vozes da esquerda brasileira que
parecem compreender o novo contexto mundial e que também
não foi entendido pela direita do país. Se as ditaduras
de inspiração marxista não concediam liberdade de
pensamento e de ação, o governo brasileiro não
questiona em nada a proposta feita pela globalização,
que subtrai essa mesma liberdade, excluindo milhões de
pessoas. Ao que parece, socialismo e liberalismo
extremados podem causar, essencialmente, os mesmos
efeitos. Nesse sentido, não há mais lugar para
radicalismos inflexíveis, que só impedem o avanço do
gênero humano na tentativa de dominar a realidade por
ele mesmo criada (Amarelas, 15 de julho). Parabéns,
professor Cristovam, pelo equilíbrio demonstrado em sua
entrevista. Universidade"À espera da
reforma" (15 de julho) demonstrou claramente a
existência de vários problemas nas universidades
federais, apresentou algumas soluções e, muito
importante, fez comparações com a melhor do país, a
USP. Realmente, no caso dos professores, um grande
problema é a falta de uma avaliação séria. No caso da
Universidade Federal de Santa Maria, onde trabalho,
existe uma avaliação semestral que engloba vários
itens. Basta dar algumas aulas e fazer pouca coisa mais
para obter a pontuação mínima. O salário,
infelizmente, não é vinculado à produtividade. Eu
oriento alunos de graduação e pós-graduação, além
de dar aula, mas, se quisesse ficar lendo jornal na minha
sala em vez de me dedicar à pesquisa, receberia o mesmo
salário. Há excessiva valorização dos cargos
burocráticos. Compensa mais ter cargo burocrático numa
universidade do que fazer pesquisa. Uma solução é
conceder a autonomia para as universidades federais, mas
exigir o cumprimento de determinadas metas antes de
fornecer a verba. É certo que possuímos muitos
funcionários e professores nas universidades, mas
acredito que o governo não tem muito interesse em
resolver essa questão. Cito um exemplo: há quase dois
anos, um professor do meu departamento estava em estágio
probatório (ainda não era estável, portanto). Desejava
sair para fazer mestrado, mas seu pedido foi negado por
estar em estágio probatório. Pediu licença para se
casar e viajou. Não voltou mais. Passados dois anos,
esse professor ainda não foi oficialmente demitido. Não
recebe mais salário, mas sua demissão não saiu no Diário
Oficial. Então, me pergunto: para que tirar a
estabilidade se, quando podem e devem, não demitem? Copa 98Se o Brasil tivesse
sido campeão, seria apesar do Zagallo e não graças a
ele. E não adianta ele vir com essa mesquinharia do tipo
"EU sou o único tetracampeão do mundo".
Zagallo devia mirar-se no técnico francês, que, mesmo
criticado, fez a equipe vencer graças a um trabalho e,
nem por isso, ofendeu jornalistas e torcedores. AmbienteHá muito tempo
esperava por essa oportunidade. Nasci e me criei na
região oeste do Paraná e não raro acompanhava meu pai
em viagens de São Miguel do Iguaçu a Capanema pela
Estrada do Colono. Isso já faz mais de 35 anos. Essa
estrada serviu para levar famílias de colonos do Rio
Grande do Sul para o oeste paranaense. Minha mãe cruzou
essa estrada há 42 anos comigo na barriga. Um dia fecham
a estrada que tanto progresso promoveu, estrada de
trabalho, e os ecochatos xiitas de plantão se esquecem
de fechar a estrada que dá acesso às Cataratas do
Iguaçu, que está no mesmo Parque Nacional do Iguaçu
("Um rombo na mata", 15 de julho). Flávio PinheiroSobre o artigo
assinado pelo jornalista Flávio Pinheiro "Freio na
promiscuidade" (8 de julho), deve ser dito, para
restabelecimento da verdade, que meu contrato com a AES
Brasil Elétrica Ltda. só foi assinado depois de um ano
de meu afastamento do BNDES. Ao contrário do afirmado,
meu contrato com a AES seria válido mesmo com o código
em vigor. Cabe lembrar que, atenta aos parâmetros do
justo e do razoável, recusei todas as propostas que
recebi para participar pelo lado do comprador do processo
de privatização da Vale do Rio Doce, ainda em
andamento, ao mesmo tempo que pedi demissão do BNDES. CORREÇÕES:
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