"O trabalho realizado pelos evangélicos deve ser seguido pelas demais religiões."
Paulo Sérgio Duarte da Rocha Junior
Natal, RN

Evangélicos

A reportagem de capa da semana passada ("Salvos pela palavra", 15 de julho) toca em um assunto que passa despercebido neste país católico. Não pude deixar de parabenizá-los pelo modo como foi enfocado o tema e como foi mostrado o lado bom da religião protestante. Talvez por estarmos em um país católico e conservador, todas as vezes que encontramos reportagens sobre os evangélicos nas páginas dos jornais e revistas trata-se de críticas sobre o modo como os pastores induzem os fiéis e denúncias de que pessoas são exploradas nos rituais. VEJA desprezou a oportunidade de fazer uma dessas reportagens e realizou uma ótima exaltação do lado bom das igrejas evangélicas que é a recuperação de marginais.
Thiago Paes Mela
São Paulo, SP

VEJA mostrou que ninguém é irrecuperável. O que há é falta de iniciativa por parte de diversos setores da sociedade que se consideram descomprometidos. O trabalho realizado pelos evangélicos deve ser seguido pelas demais religiões, notadamente pela Igreja, uma vez que ainda somos "o maior país católico do mundo". Parabéns aos evangélicos e parabéns a VEJA, que está sempre se superando em delinear os contornos de nossa sociedade.
Paulo Sérgio Duarte da Rocha Junior
Natal, RN

Fui criada em família batista tradicional, e o meu avô trabalhou por muitos anos como pastor e missionário no norte do Brasil. Acredito nunca ter lido uma reportagem sequer que valorizasse o trabalho dos evangélicos, em qualquer aspecto que fosse. Muito pelo contrário, os evangélicos sempre foram rotulados como fanáticos e oportunistas. VEJA mostrou que dentro dessa grande denominação existem pessoas engajadas no trabalho de recuperação dos marginalizados.
Cláudia Oliveira
Brasília, DF

Fico muito feliz em ver que VEJA, que tenho como parceira há anos, publica uma reportagem como essa sobre bandidos salvos pela palavra de Deus. Incluo-me na lista dos homens que tiveram sua vida resgatada pelo poder de Jesus Cristo. Tenho certeza de que a cada dia um número maior de brasileiros terá seu encontro verdadeiro com Jesus, aí, sim, veremos este país transformado e próspero.
Paulo José Pigatto
Curitiba, PR

Belíssima e séria a reportagem de VEJA sobre a evangelização, principalmente porque consciente e balizada em estudo da antropóloga Regina Novaes. O trabalho feito pelas igrejas evangélicas é muito importante e traz bastante benefício não só para aqueles que desejam mudanças em seus corações e mentes, mas também para a sociedade e para o governo, que, aliás, deveria valorizá-lo e apoiá-lo mais.
Lana Mara Moreira Vargas
Vitória, ES

Cristovam Buarque

A postura política do governador Cristovam Buarque diante do seu partido, o PT, tem um significado mais profundo do que aparenta. Ele é uma das poucas vozes da esquerda brasileira que parecem compreender o novo contexto mundial e que também não foi entendido pela direita do país. Se as ditaduras de inspiração marxista não concediam liberdade de pensamento e de ação, o governo brasileiro não questiona em nada a proposta feita pela globalização, que subtrai essa mesma liberdade, excluindo milhões de pessoas. Ao que parece, socialismo e liberalismo extremados podem causar, essencialmente, os mesmos efeitos. Nesse sentido, não há mais lugar para radicalismos inflexíveis, que só impedem o avanço do gênero humano na tentativa de dominar a realidade por ele mesmo criada (Amarelas, 15 de julho).
João Marcelo Torres Chinelato
Brasília, DF

Parabéns, professor Cristovam, pelo equilíbrio demonstrado em sua entrevista.
Terezinha Araújo
Brasília, DF

Universidade

"À espera da reforma" (15 de julho) demonstrou claramente a existência de vários problemas nas universidades federais, apresentou algumas soluções e, muito importante, fez comparações com a melhor do país, a USP. Realmente, no caso dos professores, um grande problema é a falta de uma avaliação séria. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, onde trabalho, existe uma avaliação semestral que engloba vários itens. Basta dar algumas aulas e fazer pouca coisa mais para obter a pontuação mínima. O salário, infelizmente, não é vinculado à produtividade. Eu oriento alunos de graduação e pós-graduação, além de dar aula, mas, se quisesse ficar lendo jornal na minha sala em vez de me dedicar à pesquisa, receberia o mesmo salário. Há excessiva valorização dos cargos burocráticos. Compensa mais ter cargo burocrático numa universidade do que fazer pesquisa. Uma solução é conceder a autonomia para as universidades federais, mas exigir o cumprimento de determinadas metas antes de fornecer a verba. É certo que possuímos muitos funcionários e professores nas universidades, mas acredito que o governo não tem muito interesse em resolver essa questão. Cito um exemplo: há quase dois anos, um professor do meu departamento estava em estágio probatório (ainda não era estável, portanto). Desejava sair para fazer mestrado, mas seu pedido foi negado por estar em estágio probatório. Pediu licença para se casar e viajou. Não voltou mais. Passados dois anos, esse professor ainda não foi oficialmente demitido. Não recebe mais salário, mas sua demissão não saiu no Diário Oficial. Então, me pergunto: para que tirar a estabilidade se, quando podem e devem, não demitem?
Bernardo Baldisserotto
bernardo@ccs.ufsm.br

Copa 98

Se o Brasil tivesse sido campeão, seria apesar do Zagallo e não graças a ele. E não adianta ele vir com essa mesquinharia do tipo "EU sou o único tetracampeão do mundo". Zagallo devia mirar-se no técnico francês, que, mesmo criticado, fez a equipe vencer graças a um trabalho e, nem por isso, ofendeu jornalistas e torcedores.
Andre Kresch
Florianópolis, SC

Ambiente

Há muito tempo esperava por essa oportunidade. Nasci e me criei na região oeste do Paraná e não raro acompanhava meu pai em viagens de São Miguel do Iguaçu a Capanema pela Estrada do Colono. Isso já faz mais de 35 anos. Essa estrada serviu para levar famílias de colonos do Rio Grande do Sul para o oeste paranaense. Minha mãe cruzou essa estrada há 42 anos comigo na barriga. Um dia fecham a estrada que tanto progresso promoveu, estrada de trabalho, e os ecochatos xiitas de plantão se esquecem de fechar a estrada que dá acesso às Cataratas do Iguaçu, que está no mesmo Parque Nacional do Iguaçu ("Um rombo na mata", 15 de julho).
Blairo Maggi
Rondonópolis, MT

Flávio Pinheiro

Sobre o artigo assinado pelo jornalista Flávio Pinheiro "Freio na promiscuidade" (8 de julho), deve ser dito, para restabelecimento da verdade, que meu contrato com a AES Brasil Elétrica Ltda. só foi assinado depois de um ano de meu afastamento do BNDES. Ao contrário do afirmado, meu contrato com a AES seria válido mesmo com o código em vigor. Cabe lembrar que, atenta aos parâmetros do justo e do razoável, recusei todas as propostas que recebi para participar pelo lado do comprador do processo de privatização da Vale do Rio Doce, ainda em andamento, ao mesmo tempo que pedi demissão do BNDES.
Elena Landau
Rio de Janeiro, RJ


CORREÇÕES: Na entrevista com Cristovam Buarque (15 de julho), onde se lê "Acho que Fernando Henrique, em vez de dar ao país o carrinho brasileiro, preferiu dar o carrinho japonês", o correto é "Acho que Fernando Henrique, em vez de dar ao país o carinho (com um "r" só) brasileiro, preferiu dar o carrinho (com dois "r") japonês. Na reportagem "Um rombo na mata" (15 de julho) foi publicada uma foto da Estrada do Colono tomada por tratores. A foto é do início da invasão da estrada, em janeiro de 1998. A foto da UFRJ publicada na reportagem "À espera da reforma" (15 de julho) é da Biblioteca Carvalho de Mendonça, da Faculdade de Direito, e não da Biblioteca Eugênio Gudin, do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas. Na reportagem "À Espera da Reforma" (15 de julho), foi publicado que a Coppe teria divulgado um documento pela reforma das universidades. O documento foi feito pela Copea.


Comentários da semana passada

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Evangélicos 89
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Sou diretor clínico de um hospital onde exerço a medicina há quarenta anos. Como a maior parte da população brasileira, fiquei estarrecido e preocupado com a notícia referente à falsificação de medicamentos. Para coibir essa falcatrua, acho que o governo deveria obrigar, com o máximo rigor da lei, os laboratórios a vender e entregar diretamente seus produtos, eliminando a figura do intermediário. Antigamente, existiam os propagandistas de medicamentos, homens educados e bem preparados que visitavam os médicos, hospitais e farmácias levando as novidades farmacológicas, entregando literatura clínica e amostras grátis das novas drogas. Os próprios propagandistas faziam as vendas e a entrega em hospitais e farmácias. Não existiam distribuidores. O laboratório era responsável por seus produtos tanto na venda como na entrega. Essa prática foi eliminada para diminuir custos operacionais dos laboratórios. Se o governo quiser acabar com esse problema que tanto nos envergonha deve eliminar a figura nefasta do atravessador.
Doutor Romolo Bellizia
São Paulo, SP


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