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Crises
de angústia, ansiedade e pânico: problema de milhões |
| Foto: Marcos Rosa |
Na semana passada, Ronaldinho foi o principal assunto dos brasileiros. A crise sofrida pelo jogador, horas antes do jogo em que a seleção decidiria a Copa do Mundo com os franceses, chamou a atenção das pessoas por duas razões. A primeira, óbvia, é que Ronaldinho se tornou um dos maiores ídolos do esporte mundial. É o atleta mais bem pago do futebol e, depois de Pelé, o brasileiro mais conhecido em todo o mundo. Nos seus pés o Brasil depositava grande parte das esperanças de se tornar pentacampeão. A segunda razão é que problemas como os de Ronaldinho são muito comuns. O caso do jogador apenas espelha o de milhões de pessoas anônimas que sofrem tremendamente com isso. Crises nervosas, em meio a situações que envolvem desafios ou grande pressão, podem vitimar qualquer pessoa. Não se conhecem inteiramente as causas desses curtos-circuitos emocionais. Sabe-se que, entre muitos fatores, predominariam as causas genéticas. Sabe-se também que pressões estressantes, intensas e continuadas, como a tristeza por uma separação conjugal, morte na família ou exigências excessivas no trabalho, podem contribuir para a deflagração da crise. Passa-se, assim, do stress à crise nervosa.
Como toda a imprensa brasileira, VEJA acompanhou o caso Ronaldinho com muito interesse desde o início. Para reconstituir os detalhes do que aconteceu com o jogador, jornalistas da revista estiveram na clínica onde ele foi atendido em Paris e ouviram quase todos os demais jogadores da seleção, além dos membros da comissão técnica. O próprio Ronaldinho recebeu VEJA para um longo depoimento em que relatou seu drama pessoal. Para dar uma envergadura mais ampla ao tema, VEJA apresenta um quadro geral médico a respeito das crises nervosas e casos de pessoas comuns que por elas foram atingidas em algum momento de suas vidas. Procura-se mostrar, não apenas no caso de Ronaldinho, como essas crises afetam o desempenho físico, emocional e social das pessoas.
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