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Guia Comida
de grife Numa prateleira perto de você
 Monica
Weinberg
Fabiano
Accorsi
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Há
um fenômeno emergente nos supermercados brasileiros: cresce a oferta de
produtos que levam a assinatura de chefs famosos. Nunca houve tantas marcas disponíveis
30% mais do que em 2004, segundo dados do mercado.
A pedido de VEJA, as especialistas Paola Tedeschi, representante do Instituto
Italiano de Culinária para Estrangeiros no Brasil, e Rita Corsi, coordenadora
da faculdade de gastronomia da paulista UniFMU, fizeram uma detalhada análise
dos alimentos de grife mais procurados pelos brasileiros. São, em geral,
produtos bem mais caros do que os de marcas tradicionais. Para saber se, de fato,
vale a pena pagar mais por eles e por quê , as duas especialistas
os compararam com os itens de mesmo tipo, sem grife, entre os mais vendidos no
Brasil de acordo com levantamento feito pela Abras, a associação
brasileira de supermercados. Foram cinco os produtos examinados. Paola e Rita
(foto) que ao realizar o teste não sabiam se estavam diante
de uma marca comum ou de produto assinado por um dos chefs deram notas
de 1 a 5 aos três quesitos que julgaram ser mais relevantes nesse tipo de
avaliação. O resultado surpreendeu em um dos casos analisados
o do azeite.
O susto do azeite O caso do azeite surpreendeu
as especialistas. Sem saber qual a marca que avaliavam, as duas chegaram à
mesma opinião: para elas, o produto convencional (Gallo) é superior
ao que leva a grife que foi inventado pelo estrelado chef catalão
Ferran Adrià.
A
palavra do mestre
Mirian
Fichtner
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Por
ofício, o especialista Mauro Martelossi, diretor da Congregação
dos Mestres em Azeite, na Itália, chega a provar 200 tipos desse óleo
vegetal por dia. Em entrevista a VEJA, Martelossi ensina a escolher um bom azeite.
EXTRAVIRGEM Os melhores
azeites têm baixa acidez: até 0,5%, segundo Martelossi. É
o caso dos extravirgens SABOR Alguns
detalhes são indicadores de um bom azeite: ele deve ser picante na garganta,
frutado (com gosto pronunciado de azeitona) e levemente amargo
AROMAS Martelossi recomenda evitar os azeites aromatizados,
porque as ervas escondem a má qualidade do produto. Sua indicação
é fazer esse tipo de mistura em casa EMBALAGEM O
tamanho ideal é de 500 mililitros. Está provado cientificamente
que os frascos menores favorecem a oxidação. Já o problema
com as embalagens maiores é que elas duram mais e depois de aberto
o azeite perde gradativamente suas melhores características, lembra o italiano
PRAZO DE VALIDADE Ao
contrário do vinho, azeite velho é sinal de má qualidade,
uma vez que com o tempo ele perde aroma e sabor. Martelossi recomenda fugir no
supermercado de produtos que tenham sido fabricados há mais de dezoito
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