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Brasil A
aposta tucana Candidato do PSDB contra Lula, Geraldo
Alckmin terá como principal trunfo de campanha os números
de sua gestão em São Paulo  Fábio
Portela e Camila Pereira Lailson
Santos
 | | O
governador Geraldo Alckmin: escolha encerra novela do PSDB que levou três
meses |
Só não se pode dizer que foi uma
vitória conquistada no grito porque Geraldo Alckmin é do tipo que
nunca levanta a voz. O governador de São Paulo, agora candidato do PSDB
às eleições presidenciais de 2006, fala baixo mas,
como se viu, também fala firme. Na semana passada, ele ganhou a indicação
do seu partido para disputar as eleições com Lula tendo contra si
as pesquisas de opinião, a cúpula tucana e o prefeito de São
Paulo, José Serra. Ajudado por sessões diárias de acupuntura,
o governador atravessou três meses de disputas internas e tensões
em graus variados. Ao cabo do processo, conseguiu dobrar os cardeais tucanos e
soterrar a idéia da cúpula do PSDB de proclamar seu candidato (leia-se,
Serra) em uma reunião a portas fechadas.
O governador comemorou a indicação na terça-feira, mas, logo
na quarta, recebeu uma notícia: vinda do Ibope, uma pesquisa de opinião
apontava o crescimento de Lula e a estagnação de seu nome. Absorveu
a informação com a frieza de um anestesista: "Aguardem a hora em
que entrar a televisão", disse a assessores. Apoiado no fato de que grande
parte dos eleitores brasileiros nunca ouviu falar no seu nome, Alckmin acredita
que, até outubro, ainda tem muito que crescer. Para isso, passará
a percorrer o Brasil a partir de abril, munido daquilo que considera seu melhor
cartão de visita: os vistosos números de sua administração
em São Paulo. Eleito vereador por Pindamonhanga aos 19 anos de idade, Alckmin,
filho de uma professora primária e de um médico veterinário,
vem, desde então, emendando um mandato no outro. Foi prefeito, deputado
estadual, deputado federal e vice-governador, antes de herdar a cadeira de Mário
Covas, morto em 2001, e depois assumiu seu próprio mandato como governador,
em 2003. Leonardo
Soares/Ag. O Globo
 | | O
governador Marconi Perillo, Fernando Henrique, Alckmin, Tasso e Aécio:
hora de curar feridas |
Ao assumir o comando
do estado mais rico da federação, Alckmin encontrou uma máquina
enxuta, contas equilibradas e um caixa cheio condições muitíssimo
favoráveis, que ele soube aproveitar igualmente bem. Em 2004, o quarto
ano da sua gestão, o PIB do estado cresceu 7,6% (2,7 pontos porcentuais
a mais do que o brasileiro), a arrecadação de impostos aumentou
mesmo com a redução na carga tributária e a
receita com exportações subiu 84% entre 2001 e 2005. Do ponto de
vista das realizações, Alckmin também tem o que mostrar:
retomou as obras de expansão das linhas do metrô e de contenção
de enchentes no Tietê, além de modernizar os portos e ampliar a rede
hospitalar. "Quem fez tanto por São Paulo
fará ainda mais pelo Brasil", afirma Cássio Cunha Lima, governador
da Paraíba, adiantando o mote da campanha tucana. Cunha Lima, hoje um dos
maiores entusiastas da candidatura Alckmin, faz parte do batalhão de tucanos
que, apesar de estar há anos no PSDB, nunca havia sido ouvido pela cúpula
da legenda. Alckmin conseguiu emplacar sua candidatura se valendo, sobretudo,
do apoio dessa turma. Em três meses, o governador percorreu 22 dos 26 estados
brasileiros estreitando laços com governadores e outros líderes
regionais. "Nossa estratégia foi clara: dar voz a quem não estava
sendo ouvido pelo partido", explica João Carlos de Souza Meirelles, secretário
de Alckmin e o nome mais cotado para coordenar a campanha tucana. Nesses encontros,
o governador vendeu uma perspectiva futura de poder. Disse que, se fosse escolhido
candidato, trabalharia para descentralizar as decisões do PSDB, dando mais
peso aos estados de fora da Região Sudeste. O plano, como se sabe, deu
certo. Assim como Cunha Lima, diversos tucanos em busca de mais espaço
político se recusaram a aclamar Serra, preferindo dar suporte ao projeto
do governador. A estratégia adotada por Alckmin
contraria o estilo que se tornou marca do PSDB. Desde a fundação
do partido, em 1988, os rumos da legenda sempre foram decididos por um seleto
grupo de líderes, em reuniões feitas a portas fechadas e realizadas,
de preferência, em São Paulo ou Brasília. A cúpula
sempre foi um clube privado, em que têm assento cativo o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, o governador de Minas, Aécio Neves, e o presidente do
partido, Tasso Jereissati a Santíssima Trindade Tucana. Alckmin,
preterido até há pouco tempo, ganhou seu ingresso nesse clube na
marra. Conseguiu entrar lá sem ficar devendo favores a ninguém.
Ao mesmo tempo em que manteve uma postura de autonomia e independência,
impôs derrotas a praticamente todos os cardeais, além de Serra. Fernando
Henrique perdeu ao fracassar no papel de "diretor da orquestra" tucana, encerrada
em meio a tantas notas desafinadas. Tasso Jereissati idem. Imbuído do papel
de condutor da negociação e com a missão de evitar confrontos
entre facções, perdeu as rédeas do processo e, ao fim, limitou-se
a anunciar seu resultado. O único tucano graúdo que se cacifou foi
Aécio Neves. O governador mineiro só tomou posição
definitiva no último minuto: decidiu usar seu peso político para
apoiar a tese de que, se o prefeito quisesse mesmo se candidatar, deveria haver
prévias. Com Serra enfraquecido, Aécio se posiciona para disputar
com o governador paulista o comando do PSDB nos próximos anos.
Alckmin, o grande vencedor do processo, já
dá sinais de que pretende ir adiante. A VEJA, o tucano afirmou que não
pretende deixar a indicação do seu sucessor nas mãos de Serra
e de seu grupo. Vai, novamente, defender a necessidade de uma "consulta" ao partido.
É uma indicação clara de que o governador paulista tomou
gosto pelos lances ousados na política e, daqui para a frente, pretende
conduzir sua carreira dessa maneira. Trata-se de uma mudança tremenda para
um político que fez sua fama calcado na imagem de um homem cordato, discreto
e pouco ambicioso.
Álbum
de família
 | | Com
a mulher, Maria Lúcia: quando se casaram, em 1979, ele era prefeito |
Formado
em medicina pela Universidade de Taubaté, com pós-graduação
em anestesiologia, Alckmin chegou a participar de mais de 1 000 cirurgias. Entrou
na política quase por acaso. Quando ainda era estudante do 1º ano,
o extinto MDB estava à procura de jovens para disputar as eleições
no interior de São Paulo. Lideranças do partido foram, então,
à sua universidade com a intenção de filiar o presidente
do diretório acadêmico. Ele declinou o convite, mas indicou o colega
de agremiação Alckmin, que acabou eleito vereador por Pindamonhangaba,
sua cidade natal, com mais de 10% dos votos válidos. A grande votação
foi reflexo de sua popularidade como professor na cidade. Alckmin dava aulas de
química em um cursinho pré-vestibular trabalho com o qual
pagava a faculdade.
Críticos do estilo do
governador o acusam de dar pouca importância a temas que deveriam interessá-lo.
Mesmo seus assessores mais próximos concordam que, quanto "menos aplicabilidade"
tem um determinado assunto, menos ele agrada ao governador. Geopolítica
mundial, por exemplo, não estaria entre os seus temas preferidos. Aos que
tentam provocá-lo referindo-se ao fato de ele falar precariamente o inglês
(chegou a fazer aulas particulares no Palácio dos Bandeirantes, mas sua
fluência no idioma não vai muito além das cordiais saudações)
e de não ter, no currículo acadêmico, o brilho de cursos e
doutorados no exterior como Fernando Henrique Cardoso e José Serra, Alckmin
responde com orgulho que pertence ao "PSDB que amassa barro e arregaça
as mangas". O governo e o PT receberam a indicação
de Alckmin com discurso otimista. A avaliação do presidente Lula
é que o governador é um candidato com menos capacidade de agregar
apoio do que o prefeito (o PFL tinha clara preferência por Serra, uma vez
que herdaria dele a prefeitura paulistana). Outras vantagens apontadas por petistas:
o governador é pouco conhecido no Norte e no Nordeste e não encantaria
setores de esquerda descontentes com o governo Lula como acadêmicos,
intelectuais, artistas e outros formadores de opinião que poderiam cair
no colo de Serra, caso ele fosse candidato. Mesmo assim, o governo não
descarta a hipótese de Alckmin crescer com um discurso em defesa do combate
à corrupção e do crescimento. Na tentativa de evitar que
isso ocorra, o governo traçou duas diretrizes. Intensificar (se é
que isso é possível) a campanha de Lula, aumentando o número
de viagens e pronunciamentos presidenciais, inaugurações e "boas
notícias", principalmente as voltadas para a classe média. A outra
ordem, passada diretamente por Lula a caciques do PT paulista, é desconstruir
o governo de Alckmin em São Paulo, recorrendo, para isso, ao que considera
ser o calcanhar-de-aquiles da administração tucana: a segurança
pública e a política para menores. As constantes rebeliões
da Febem devem ser exploradas nas propagandas de TV do PT paulista que irão
ao ar no fim de maio. O otimismo dos governistas,
no entanto, reflui quando eles se detêm na análise dos pontos que
consideram poder alavancar a campanha do tucano. Alguns deles: o apoio do empresariado
paulista, de setores da Igreja e o fato de Alckmin não estar, como o prefeito
de São Paulo, tão vinculado aos oito anos de governo Fernando Henrique
Cardoso. Isso dificulta a estratégia do PT de comparar os números
dos dois governos tática que, acreditam, favoreceria Lula. O principal
elemento a favor de Alckmin, no entanto, do ponto de vista de petistas, é
outro: o forte apoio da população de São Paulo à sua
administração. Segundo a última pesquisa do Datafolha, divulgada
em fevereiro, o governo do tucano tem a aprovação de 62% dos paulistas.
A mesma pesquisa mostra que apenas 16% dos eleitores rejeitam a candidatura Alckmin.
"Com apoio maciço em São Paulo, o maior colégio eleitoral
do país, e uma rejeição muito baixa, Alckmin tem grande capacidade
de crescer e dificultar a eleição", analisa um ministro com cadeira
no Palácio do Planalto. Ele conclui: "É por isso que temos de estrangulá-lo
agora: para impedir que sua campanha ganhe fôlego". Maurilo
Clareto/AE
 | | Com
Covas: administração de doze anos em São Paulo e recorde
de aprovação |
Hoje, Lula
teria mais que o dobro dos votos do tucano. Alckmin aposta na propaganda eleitoral
no rádio e na TV para virar o jogo. "A campanha só começa
quando muda o horário da novela", diz ele. É fato que a TV é
capaz de operar milagres. O próprio Alckmin viveu um. Em agosto de 2002,
quando disputou e venceu as eleições para o governo do estado de
São Paulo, ele tinha 24 pontos porcentuais contra 40 de Paulo Maluf. Na
segunda quinzena de setembro, quando faltavam duas semanas para o término
do horário eleitoral gratuito, Alckmin ultrapassou Maluf em 2 pontos. A
diferença subiu para 4 pontos em uma semana e chegou a 17 no fim da campanha.
Em 1996, no Rio de Janeiro, a virada do candidato Luiz Paulo Conde (PFL) também
coincidiu com a vigência do horário eleitoral gratuito. Conde, que
em julho tinha 4 pontos porcentuais contra 26 de Sérgio Cabral (PSDB),
ao fim de agosto (quarta semana de vigência do horário eleitoral)
já havia saltado para um patamar de 38% das intenções de
voto, enquanto o tucano continuava com os mesmos 26%. O governador está
certo, portanto, ao dizer que diversas viradas eleitorais históricas se
deram no momento em que as propostas dos candidatos foram divulgadas pela TV.
Há um problema, no entanto: segundo especialistas, mudança brusca
desse tipo só ocorreu até hoje nas eleições municipais
e estaduais. Isso se dá, de acordo com o cientista político Antônio
Lavareda, porque os focos de mudança acontecem apenas em algumas regiões
durante a campanha. "E não se propagam, num país, com tanta rapidez
como em uma cidade, por exemplo", explica. Nos
pleitos presidenciais tem sido diferente: ganha o candidato que já estava
na frente nas pesquisas quando teve início a propaganda na TV. Foi assim
com Fernando Collor, em 1989; com Fernando Henrique Cardoso, em 1998; e com Lula,
em 2002. Desde o restabelecimento das eleições diretas no Brasil,
houve apenas um único caso em que o candidato favorito acabou derrotado.
Lula, em 1994, foi ultrapassado por Fernando Henrique Cardoso no fim de julho,
mesmo tendo largado na frente. Ocorre que, segundo especialistas, essa virada
se deu muito mais em razão do lançamento do Plano Real do que das
estratégias de marketing eleitoral utilizadas pelo tucano na TV. Regra
geral: quem sai na frente termina na frente. Alckmin, no entanto, tem um motivo
poderoso para acreditar que pode ser a exceção a ela. Segundo pesquisa
do Ibope realizada no mês passado, ele é desconhecido por 21% do
eleitorado brasileiro. O levantamento mostrou que apenas 17% dos eleitores dizem
conhecer bem o governador. Outros 30% afirmam conhecê-lo "um pouco" e 31%
dizem ter "ouvido falar" em Alckmin. Isso significa que o governador tem, sim,
um enorme potencial eleitoral e pode crescer imensamente a partir do momento em
que se fizer nacionalmente conhecido. Entusiasmo para isso, como já se
viu, não lhe falta.
O
que pensa o tucano
De religião a política
externa, algumas das opiniões do candidato Alckmin, conforme
relatadas a VEJA ESTILO Eu tenho
um estilo mais executivo. Não gosto muito de política, não
gosto de política partidária. Gosto de trabalhar: mão na
massa, periferia, fazer hospital, escola, ver resultado. Menos discurso, mais
ação. Não me estimula muito, por exemplo, o Parlamento. Eu
sou mais objetivo. PESQUISAS ELEITORAIS
Sem televisão, não acontece nada: as pesquisas não se mexem.
Hoje, o eleitor não está nem aí com a eleição.
Está preocupado com emprego, namorada, férias, CPI. Agora, na hora
em que entra a televisão é a hora em que as intenções
mudam. Veja a campanha do desarmamento. A opinião pública mudou
em vinte dias. PRÉVIAS PARA GOVERNADOR
Nunca existiu esse acordo (o de que se Serra perdesse a indicação
para a candidatura à Presidência escolheria o nome para disputar
a sucessão de Alckmin e, se o governador perdesse, faria a indicação).
O governo do estado não foi conversado. O que se deve fazer é procurar
o melhor candidato. Se houver um entendimento, melhor. Se não houver, o
partido deve adotar um critério de escolha. Eu não pretendo impor
um candidato e não acredito que o Serra queira. Terá de ser uma
decisão coletiva. OPUS DEI
Se eu fosse da Opus Dei, eu diria. Meu pai foi seminarista, era franciscano. Um
tio meu, que foi ministro do Supremo Tribunal Federal, era da Opus Dei. Eu respeito
a religião, isso é questão de foro íntimo. Agora,
o Estado é laico, não tem nada a ver com a religião das pessoas.
ABORTO O Brasil já tem
uma legislação e eu estou plenamente de acordo com ela: estupro,
risco de vida para a mãe. Agora, não vamos achar que vamos resolver
o problema legalizando o aborto. O que é preciso: evitar a gravidez indesejada
e precoce, por meio de métodos contraceptivos e educação
sexual. SEGURANÇA PÚBLICA
Eu vejo que o governo federal pode ajudar muito nessa questão. Em primeiro
lugar, por meio da legislação, que é toda federal. Em segundo
lugar, com a polícia de fronteira. Nós pegamos uma arma a cada catorze
minutos aqui em São Paulo. Por onde está entrando tudo isso? Contrabando.
Polícia de fronteira neles. Terceiro: investimento. Você tem dois
fundos constitucionais, o de segurança e o penitenciário. Não
dá para fazer superávit em cima disso. Governar é escolher:
fecha a torneira do desperdício e libera o dinheiro para aquilo que é
prioritário. Quarto: investir na inteligência policial. Você
tem de ter, na área federal, banco de dados, integração de
sistemas, informatização. É isso que vai melhorar os resultados.
TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO
FRANCISCO São Paulo tem um voto no Conselho de Recursos Hídricos
e votou favoravelmente à idéia. Acho razoável, desde que
você recupere a bacia. Só que o problema é que não
se está investindo na recuperação do rio. E também
é estranho que se dê tanta prioridade ao assunto quando se tem um
mar de obras paralisadas por falta de investimento obras de água,
como adutoras e canais, inclusive. POLÍTICA
EXTERNA É fundamental o Brasil aumentar sua inserção
internacional, via acordos bilaterais. Você tem de buscar mercado. O que
está acontecendo hoje? Os Estados Unidos fazem acordo com a Colômbia,
os Estados Unidos fazem acordo com o Chile... O Brasil vai ficar isolado, vai
perder duplamente: vai perder o vizinho, para quem vai deixar de vender, já
que quem vai vender são os Estados Unidos, e vai perder o mercado americano
uma vez que outro país vai ter preferência sobre nós.
Eu sou favorável a pisar no acelerador. FAMA
DE CONSERVADOR Acho engraçado: o Lula é de esquerda, o Henrique
Meirelles (presidente do Banco Central), com aquela taxa real de juros
de 13%, é de esquerda. E eu, que faço a economia crescer 7,6%, sou
conservador? | |
A chance da arrancada
O melhor termômetro da mudança do ambiente econômico do país
está no fato de os indicadores econômicos terem resistido impávidos
à crise política que teve início no ano passado. Conquista
de toda a sociedade brasileira, essa estabilidade traz em si um outro significado
importante: é a chance de encarar as questões nas quais reside o
futuro do país. Na campanha presidencial, essas questões estarão
enfeixadas sob uma palavra de ordem unânime: crescer. Resta saber como cada
um dos candidatos entenderá o significado dessa palavra. A tentação
de recorrer ao atalho mágico de reduzir os juros ou afrouxar a política
fiscal estará presente todo o tempo. Mas os candidatos viáveis sabem
que enveredar por esse caminho é inaceitável no atual estágio
da civilização brasileira. Sabem que o país não tem
outra saída a não ser encarar as questões estruturais que
entravam o desenvolvimento do Brasil. Terminar a reforma tributária e a
da Previdência e enfrentar a reforma trabalhista são medidas vitais
para a retomada do crescimento e para equilibrar as contas do governo para estancar
o assustador aumento de gastos públicos do país. De acordo com estudo
feito pelo economista José Júlio Senna, da MCM Consultores, os gastos
do governo federal cresceram em média 6% ao ano acima da inflação
nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso. No governo Lula, a média
foi de 9% ao ano. | |
Com reportagem de
Giuliana Bergamo, Giuliano Guandalini, Otávio Cabral e Renato
Piccinini |