Edição 1948 . 22 de março de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Como uma mulher permite ser tratada com tanto desprezo e desimportância dessa forma? Sanções rigorosas para esses atos inomináveis!"
Dirce Fogaça
Ribeirão Preto, SP

Violência contra a mulher

Oportuna a reportagem "O fim do silêncio" (15 de março), sobre a violência doméstica no Brasil. Infelizmente, o problema é universal. Sou mediador no Tribunal Superior da Califórnia, foro de família, e vejo todos os dias casos de agressão física, emocional e sexual entre co-habitantes, com resultados traumáticos também para os filhos. Aqui, nos Estados Unidos, a cada nove segundos uma mulher é agredida violentamente por um marido, namorado ou co-habitante. Não há classe social, profissão, nível de educação que esteja livre dessa epidemia. A matéria de VEJA descreve muito bem o problema.
Joseph De Assis
La Jolla, Califórnia, EUA

VEJA apresenta à sociedade brasileira uma das mais completas reportagens já produzidas sobre violência contra a mulher. Com qualidade jornalística, sensibilidade e olhar crítico, a matéria aborda um tema denso e complexo com sentido de urgência. Como ela bem enfatiza, a violência doméstica não está restrita às mulheres de baixa renda ou baixa escolaridade. Infelizmente, é um problema que atinge todas as classes e exige um debate aberto e respostas do Estado e da sociedade.
Jacira Vieira de Melo
Instituto Patrícia Galvão
São Paulo, SP

Em Londrina, no norte do Paraná, o município mantém há treze anos a Secretaria Municipal da Mulher e o Centro de Atendimento à Mulher 25 de Novembro, com atendimento jurídico, psicológico e social, visando a combater a violência contra a mulher. Até a presente data, mais de 7.500 mulheres já passaram pelo nosso serviço, que também mantém a Casa de Apoio Canto de Dália, abrigo para mulheres em situação de risco. Nosso trabalho, que é um dos pioneiros no Brasil e está dando frutos, com vários municípios implantando o serviço de apoio à mulher, é anterior até mesmo ao da Secretaria Nacional de Política para Mulheres, que veio em boa hora. Urge que o Congresso elabore leis mais rígidas e até situações de crimes inafiançáveis para acabar com esse câncer que assola a sociedade. Temos de reverter o triste quadro de que a cada quinze segundos uma mulher é espancada no Brasil.
José Roberto Reale
Procurador do município
Secretaria Municipal da Mulher
Londrina, PR

Esse fenômeno não ocorre apenas entre casais heterossexuais – ele está presente, igualmente, entre casais de gays e lésbicas. Os estudos realizados até o momento indicam, por exemplo, que a violência doméstica entre casais homossexuais possui índices e características muito semelhantes aos da violência sofrida por mulheres. Infelizmente, esse assunto tem sido praticamente ignorado no Brasil.
Adriana Nunan
Doutoranda em psicologia clínica
Rio de Janeiro, RJ

A sociedade ensina que as mulheres devem denunciar seus parceiros selvagens. Mas quantas teriam coragem de se expor, de destruir a família, de ficar sozinhas ou de correr risco maior? A grande maioria espera que alguém lute em seu lugar, enquanto remói a insatisfação na mudez a que se julga condenada. De responsáveis pelo pecado original, passando por espécie de segunda linha, nascidas para obedecer, sem direito ao estudo, proibidas de votar, de ganhar o próprio sustento – fator importante para deixar os parceiros –, até as conquistas cada vez mais ousadas dentro do panorama sócio-político-cultural, as mulheres nunca consentiram. Foram apenas proibidas de falar.
Maria Aparecida Costa
Teoro Alves Ângelo

Ituverava, SP

Percebe-se não só o rompimento do silêncio dessas mulheres como também uma súplica pelo respeito conjugal, que, tanto em casamentos duradouros como em namoros "adolescentes", como o meu, deve vir antes mesmo do amor.
Marina Franco Camargo, 17 anos
Pouso Alegre, MG

Não aceito uma mulher dizer que vivia apanhando em nome da família ou por vergonha de contar o drama que sofria. Quem deve ter vergonha e temer as conseqüências de seus atos é o homem que bate, e não a mulher que apanha. A dignidade tem de falar mais alto, independentemente da classe social.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Quando vi a capa de VEJA, pensei nos filhos do casal e na situação a que estavam expostos, mas não condenei porque me lembrei de quando eu também tive de expor a mim e à minha família para ficar livre das agressões de meu ex-marido. Fiquei casada por três anos e, por diversas vezes, tive de esconder o rosto e o corpo por causa das marcas deixadas pelo pai do meu filho. Mas o pior era que não conseguia esconder de mim mesma a dor de viver e dormir com o inimigo. O que posso dizer a Ingrid e às outras mulheres que estão passando pela mesma situação é que ter coragem de nos livrar do pesadelo, mesmo à custa da superexposição, é melhor do que viver submissa no inferno.
Renata Arantes Villela
São Vicente de Minas, MG

Convivo com o drama da violência doméstica há seis meses, pois tenho uma irmã que sofre agressões do marido. Sim, a frase está no presente. Somos de uma família de classe média, com nível superior e pós-graduação. Uma de minhas irmãs se casou com um homem que conheceu na faculdade. No aniversário de um mês de casada, ela ligou (de madrugada) para meu pai pedindo ajuda – estava sofrendo agressão tão violenta que acreditou que pudesse morrer. Depois soubemos que era a quarta vez. Em menos de três dias, eles reataram, e, surra após surra, perdão após perdão, lá se vão seis meses. Ela aceitou denunciá-lo apenas um mês atrás, quando se mudou novamente para a casa de meus pais.
Kensuly Christine M.P. Piedade
São Paulo, SP

 

Palmada nas crianças

A fotografia que ilustra a matéria "Retrato da violência" (15 de março) me fez ver, como se refletida num espelho, a menininha assustada e infeliz que fui há algumas décadas. Apanhava e não conseguia entender o porquê. Mesmo com toda a experiência que tenho hoje, como mãe, não vejo nada que justifique tanta violência. Evidenciam-se muito os danos físicos, mas, para mim, os emocionais são piores. As marcas nas minhas costas sumiram, mas os fantasmas daquela infância perdida me assustam até hoje.
Betania L. Moura
João Pessoa, PB

Apliquei em meus três filhos o castigo físico como uma das formas de impor-lhes limites. Usei o método, depois de advertidos, quando a conversa, a explicação exaustiva e o castigo não surtiam efeito. Fizeram assim meu pai, meu avô e meu bisavô. Não há caso em minha família de "clara tendência para serem mais agressivos" que os outros.
José Sílvio Born
Canoas, RS

 

Tony Judt

Enquanto a Europa foi destruída e reconstruída, faliu e tornou-se um dos blocos econômicos mais influentes no mundo, o Brasil continua um país terceiro-mundista agroexportador. Motivo? Tony Judt (Amarelas, 15 de março) diz: falta de investimentos em educação, infra-estrutura e bens geradores de divisas. Que pena que o Brasil não é adepto das soluções eficazes.
João Meneghini Girelli
Campo Grande, MS

 

Paulo Okamotto

Realmente os programas sociais do governo Lula funcionam perfeitamente. O Bolsa Família é um sucesso: a mãe viaja para a Inglaterra, o filho tem um excelente emprego, a filha faz contas e o amigo da família paga. Com certeza o Fome Zero também funciona muito bem na casa deles ("Okamotto, o tipo 'O'", 15 de março).
Danilo Ferreira
Valinhos, SP

O senhor Okamotto tem tanta bondade que, se quiser, pode pagar minhas contas, que não são poucas. Sou recém-casado, com um monte de carnês das Casas Bahia, lojas Marabraz, prestação da máquina de lavar, sem contar o banco e o cartão de crédito, e muito mais ainda. Por isso o lançamento da campanha "Lula, me empresta o Okamotto".
Rubens Bergamasco
São Paulo, SP

 

Mary Corner

A respeito da reportagem "O achaque de Mary Corner" (15 de março), esclareço que a conduta do promotor de Justiça nela mencionado está sendo apurada pela Corregedoria-Geral do Ministério Público e nenhuma relação possui com o exercício do cargo, não tendo ele atuado como representante da Procuradoria-Geral de Justiça nem do Ministério Público de São Paulo.
Fernando José Marques
Procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo em exercício
São Paulo, SP

Não faço crítica nenhuma ao direito inalienável que tem Mary Corner de exercer a mais antiga profissão da história do homem, quando vende o que é exclusivamente seu. Porém, quando vende seu silêncio a políticos corruptos, está vendendo algo que não lhe pertence com exclusividade, que é a responsabilidade moral que todo cidadão tem de usar o que sabe para garantir o melhor destino para os de sua pátria. Mary Corner, agora você realmente se prostituiu!
Mara Montezuma Assaf
São Paulo, SP

 

Antonio Palocci

Lamentável a atitude de alguns senadores de tentar desqualificar o depoimento do doutor Benedito Antônio Velencise, delegado de polícia de Ribeirão Preto, pessoa da mais alta respeitabilidade e confiabilidade em nossa cidade, no depoimento à CPI dos Bingos, fartamente munido de provas referentes à corrupção envolvendo o nome do ministro Antonio Palocci, quando ainda prefeito de Ribeirão Preto ("Palocci de novo na mira", 15 de março). Chegaram a insinuar que o delegado está envolvido em atos de tortura contra criminosos perigosos e seqüestradores e por isso não é pessoa considerada confiável. Minha pergunta é: mesmo que fosse verdade, o que tem isso a ver com os atos criminosos de corrupção envolvendo o ministro da Fazenda? Por que uma coisa desqualificaria a outra?
Roberto Sant'Anna
Ribeirão Preto, SP

Muito se diz a respeito do mérito de Antonio Palocci à frente da economia brasileira, mas mérito algum vejo em deixar o Brasil com o segundo pior crescimento econômico da América Latina, ficando atrás apenas do miserável Haiti. Definitivamente, Palocci era melhor superfaturando serviços em Ribeirão Preto.
Tiago Soutello
Indaiatuba, SP

 

Absolvidos na Câmara

Fiquei indignada com a atitude dos senhores deputados ao inocentar o Professor Luizinho e o senhor Roberto Brant ("Vexame duplo", 15 de março). Essa atitude deixou o país traumatizado. Bateram em nossa cara, subestimaram nossa inteligência.
Nelcy Mascarenhas Lopes
Feira de Santana, BA

A foto publicada na matéria "Vexame duplo" compõe-se de treze pessoas, uma espécie de Santa Ceia às avessas, com Roberto Brant ao centro, celebrando a impunidade com seus "discípulos". Ela ilustra com perfeição a falência de dois simulacros políticos sobre os quais se estrutura o sistema político brasileiro: o voto obrigatório e o presidencialismo.
Dilan Camargo
Porto Alegre, RS

Apesar da revolta generalizada da grande maioria dos brasileiros com CPI sem resultado, caixa dois, valerioduto, mensalão e outros delitos praticados pela nossa classe política, alguns fatos históricos são indesmentíveis: Lula disse que no Congresso havia "uns 300 picaretas". Felizmente existem apenas 283. Delúbio afirmou recentemente que as acusações contra o PT logo se transformariam em "piadas de salão e seriam esquecidas". A absolvição de dois representantes da turma dos mensaleiros (vexame duplo) é o primeiro passo nessa direção.
Waldercy Ribeiro da Cunha
Minaçu, GO

O Brasil assistiu, estupefato, ao achincalhe da moral com a absolvição dos deputados Professor Luizinho e Roberto Brant, claramente envolvidos no esquema do mensalão. A Câmara, em sua maioria, decidiu absolver réus confessos de crimes contra o dinheiro público, o nosso dinheiro, o nosso suor. Que vergonha! Que decadência!
Gesiel Albuquerque
Cruz das Almas, BA

 

Rio de Janeiro

Gostaria de apoiar o Exército brasileiro na busca dos armamentos subtraídos. Não se pode questionar a autoridade da corporação que existe para defender os poderes constituídos e a nação dos inimigos (sejam eles exteriores ou aqueles que, internos, sempre prejudicam o povo). Chega de passar a mão na cabeça do marginal; é preciso agir com o rigor e a imparcialidade necessários à preservação do bem comum: uma sociedade segura e digna de uma vida mais tranqüila. Se observarmos as enquetes, verificaremos que a população é favorável à ação ("Será que é hora de chamar as tropas?", 15 de março).
Marcos S. Pereira
Nova Iguaçu, RJ

Uma verdadeira ação de guerra é o que faltava à combalida imagem da segurança pública no Brasil, que hoje tem como ícone nacional o Rio de Janeiro. No estado da Bahia, a iniciativa por parte do governo estadual de incentivar a criação de conselhos de segurança pública nos bairros da capital e nas cidades do interior tem alcançado resultados expressivos não só no combate à criminalidade, pontuando exatamente os locais em que a polícia deve agir, como também estabelecendo uma relação de confiança com as polícias. No caso do Rio, as autoridades locais poderiam pelo menos tentar reagir seguindo o exemplo do trabalho inteligente do Exército e dos conselhos de segurança pública da Bahia.
Yuri Carvalho
Conselho de Segurança Pública do Município
Lauro de Freitas, BA

A polícia não tem condições de combater a criminalidade por falta de vontade do Estado e de aparelhamento e por causa da corrupção já instalada há muito tempo. A solução é um cerco do Exército para acabar de vez com os traficantes dos morros e favelas cariocas. Dizem que os militares nas ruas criam um clima de tensão. Porém, a maior tensão é o clima de guerra em que vivemos atualmente nas ruas e em nossa casa.
Marcos Douglas Pereira
Foz do Iguaçu, PR

 

Destruição do laboratório da Aracruz

O vandalismo praticado pelas mulheres da Via Campesina (leia-se MST) é uma afronta a um setor responsável pela geração de inúmeros empregos, inclusive nas comunidades rurais ("O terror contra o saber", 15 de março).
Germano Aguiar Vieira
Presidente da Associação Mineira de Silvicultura
Belo Horizonte, MG  

Vergonha. Essa é a palavra. Esse é o sentimento provocado em nós, mulheres de bem, pela ação bestial e criminosa de um grupo de mulheres inúteis e ignorantes que escolheram o Dia Internacional da Mulher para praticar um ato tão indigno e torpe como esse. Não há nada que justifique essa conduta de vandalismo cinicamente elogiada pelo líder dos sem-terra, João Pedro Stedile, outro ignorante.
Hilda Lima Violante
Campo Grande, MS  

Mais um ato de vandalismo puro desse perigoso grupo. Já passou do tempo de as autoridades dispensarem ao MST o mesmo tratamento oferecido às torcidas organizadas dos clubes brasileiros de futebol.
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA

O que esperar de João Pedro Stedile, senão o "elogio" às suas companheiras, num país onde o presidente da República, representante máximo do povo, usa em palanque boné do MST?
Felipe Leiros
Natal, RN  

Sou filiado e sempre votei no PT, mas nunca concordei com a maneira com que esses baderneiros do MST invadem propriedades, destroem bens, seqüestram, torturam e se escondem atrás de uma bandeira de luta. É inaceitável, também, que fiquem impunes perante a Justiça, afinal, cometeram crimes e são passíveis de punição pelas leis do país. João Pedro Stedile já deveria estar preso e condenado como chefe de quadrilha.
Geraldo Nonato Rodrigues
Várzea Grande, MT

 

André Petry

André Petry nos pergunta: "O que é mais ofensivo aos bons costumes? Um beijo gay exibido em outdoors em São Paulo ou um plenário lotado de deputados aplaudindo um crime?". Infelizmente, o crime tornou-se um fato tão banal que não ofende mais ninguém, enquanto algumas liberdades civis são vistas como afronta ("Os bons costumes", 15 de março).
Newton Castelo Branco de Brito Guerra
Teresina, PI  

Se fosse para fazer comparações, eu perguntaria o que é pior: discriminar alguém por raça ou, para explorar comercialmente um setor, agredir toda a sociedade com a exibição de um beijo gay, que atenta contra os princípios da família? Creio que, em todos esses casos, deve haver punição. Assim, tanto o beijo gay, colocado em outdoors, quanto a absolvição dos acusados de participar do mensalão ofendem a moral e os bons costumes.
Carlos Apolinário
Vereador e líder do PDT
São Paulo, SP  

É muito triste ver que dois homens se beijando causa mais espanto do que dois homens roubando.
Alexandre Teles
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

O artigo "O retrato do nosso fracasso" (15 de março), sobre o deputado Professor Luizinho, está sensacional. É mesmo de envergonhar a absolvição do nobre deputado pelo Congresso Nacional. Infelizmente não tenho o mesmo sangue-frio de Mainardi para encarar acontecimentos como esse. Espero que, quando meus filhos estiverem na idade adulta, não assistam a episódios lamentáveis desse tipo.
Paulo Gomes
Rio de Janeiro, RJ  

O brasileiro tem de ter tripas de aço para poder conviver com a imoralidade que infectou o Congresso Nacional. O diabólico rodízio de pizza criado pelos deputados foi o sinal de que a gente se danou.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ  

O espetáculo oferecido pelo Congresso Nacional nos últimos dias ficaria mais grandioso se perfumado com o embriagante cheiro do cocô de cavalos da rainha. Fiquemos com a metáfora.
Eduardo Vieira dos Santos
Por e-mail  

Também optei por ser impermeável à realidade brasileira. Mudei de país! Brasil, só de férias e, mesmo assim, breves. Eu sei que a Itália não é muito melhor que o Brasil, mas um dia escreva uma coluna explicando o que deu em você para voltar de lá. Eu não volto. Deus me livre!
Carlos Eduardo Souza Lopes
Bradenton, Flórida, EUA

 

Aviação

Injusto retratar a Varig em todas as imagens, que, ocupando 50% do espaço físico da matéria, mostram pessoas com semblante cansado ou desgostoso. Os fatos, lastreados nos registros das autoridades aeronáuticas, indicam que "vôos-fantasma" só existem na imaginação de desinformados; filas em balcões de check-in, atrasos e cancelamentos não dependem só da vontade da companhia aérea, mas de uma série de outros fatores, como a administração aeroportuária, os protocolos de segurança e as formalidades legais e alfandegárias; a manutenção de aeronaves não deve ser apressada; e, no tocante à qualidade, a Varig é referência mundial ("Prisioneiros do ar", 15 de março).
Ricardo Fabris de Abreu
Caxias do Sul, RS

 

Tecnologia

Preparem o bolso: novo software, nova máquina, novos investimentos ("O Windows descobre a beleza", 15 de março). Vamos sem dúvida manter o senhor Bill Gates, por muitos e muitos anos, no topo da lista da revista Forbes ("O clube do bilhão engorda", 15 de março).
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

 

Televisão

Além das três séries excelentes citadas por VEJA na matéria "Séries que são locomotivas" (15 de março), há muitas outras que valem a pena: Law & Order (Universal), Cold Case e Without a Trace (Warner) e a nova temporada de 24 horas (Fox), que começou nesta segunda. Para quem gosta de séries na TV, há um site (http:// www.teleseries.com.br/grades/) dedicado a elas, com a programação noturna de cinco emissoras: AXN, Fox, Sony, Universal e Warner.
Maria Waldete de Oliveira Cestari
Jaú, SP

 

Música

Em 1971, ao integrar uma caravana de debutantes para participar do programa Almoço com as Estrelas, na antiga TV Tupi de São Paulo, tive um encontro inesquecível. Num corredor escuro, meio sujo, cheio de painéis e cenários, deparei com uma figura esquálida, quase fantasmagórica, apoiada numa bengala, que fumava solitária num canto: era Orlando Silva. Eu tinha 15 anos e me assustei com aquele senhor "muito velho", com ar cansado, que vestia um conjunto safári de cores vinho e bege e sapatos brancos. Hoje, ao ler a matéria "Os punks da era do rádio" (15 de março), dei-me conta de que naquela época Orlando Silva tinha "apenas" 56 anos e entendi o poder devastador da heroína. Além do casal Airton e Lolita Rodrigues, só ficou na minha memória aquela imagem tão forte de quem já tinha sido o cantor das multidões.
Teresa Barbosa
Taubaté, SP

 

Ronaldo

Uma das melhores qualidades do ser humano é saber lidar com as adversidades e com as críticas. Nosso Ronaldo (Veja essa, 15 de março) dá uma demonstração de despreparo, quando se iguala ao Romário na maneira de reagir às críticas, de forma destemperada, e de enorme falta de argumento. Talvez fosse melhor para todo o Brasil ele repensar suas atitudes, recuperar-se e não prejudicar a seleção. Do jeito que está, só ele e Parreira não querem enxergar a realidade.
Elias Freire
Campina Grande, PB

 

CORREÇÕES: A matéria "Pele – a palavra dos especialistas" (Guia, 15 de março) fala das características do licopeno, substância presente no creme Chronos Elastinol+R, da Natura, sem mencionar que ele compõe um complexo antioxidante cuja eficiência foi comprovada por estudos científicos. O preço do creme é 57,50 reais, e não 70 reais, como foi publicado. No quadro "O avanço brasileiro no clube do bilhão", da reportagem "O clube do bilhão engorda" (15 de março), por equívoco da checagem, os números de bilionários da Forbes por país para 2004 saíram errados. Os números corretos são: Brasil 8, México 10, Chile 3.

 

REDFORD & FREEMAN

A nota sobre o filme Um Lugar para Recomeçar (Veja Recomenda, 15 de março) diz que o longa proporciona uma parceria inédita entre Robert Redford e Morgan Freeman. O leitor Leonardo Porto lembra: "O filme não é uma parceria inédita de Redford e Freeman, pois eles fizeram juntos Brubaker, de 1980". É verdade. Em Brubaker, Freeman faz o papel de Walter, um prisioneiro perturbado pelo longo tempo na solitária.

 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Violência contra a mulher: "A culpa não é sua"

A vereadora Clênia Maranhão (PPS-RS), de Porto Alegre, escreveu a respeito da reportagem de capa da semana passada: "Gostaria de elogiar a iniciativa da publicação de tratar de um tema tão delicado como a violência doméstica, desmistificando a idéia de que o problema ocorre especialmente na população de baixa renda. Em 2005, com organizações não-governamentais, fizemos uma campanha contra a violência com o mesmo enfoque, utilizando modelos que simbolizaram diferentes segmentos sociais e situações do cotidiano. Uma das peças dizia: 'Se o carro dele quebrou, a culpa não é sua', coincidindo com o motivo alegado, segundo sua mulher, pelo ator Kadu Moliterno para 'justificar' a agressão contra ela". Clênia enviou uma das peças publicitárias veiculadas em outdoors da capital gaúcha.

 

GALVÃO E A GLOBO

 

Reprodução

A nota "Mais três Copas" (15 de março), que aborda a renovação do contrato do locutor Galvão Bueno com a Globo até 2014, mereceu comentários ácidos dos leitores. Algumas manifestações:  

"Vai ser difícil agüentar o Galvão Bueno até 2014. Ele é bairrista e tendencioso."
Sérgio Luiz, Belo Horizonte, MG  

"O quê? Galvão Bueno até a Copa de 2014? Ninguém merece."
Roberto Boris Bogutchi, Betim, MG  

"Fiquei desapontado ao saber da renovação de contrato do intragável Galvão Bueno por mais três Copas. Ainda temos de engoli-lo na Fórmula 1."
Douglas G. Oechsler, Blumenau, SC  

"Nós, que torcemos por times de futebol ligados a estados fora do eixo Rio–São Paulo, não merecemos as 'lorotas' proferidas por esse bairrista até 2014."
Marco Antonio Duarte, Campos Gerais, MG 

"Apesar de todas as notícias e escândalos, o que mais me chocou na semana foi a renovação do contrato de Galvão Bueno até 2014. Haja coração! E paciência para agüentar mais oito anos. Sai que é suuuaaa Galvão... e não volta mais!"
Leandro Braga, Brasília, DF

 
 
 
 
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