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Cartas
 | "Como
uma mulher permite ser tratada com tanto desprezo e desimportância dessa forma?
Sanções rigorosas para esses atos inomináveis!" Dirce
Fogaça Ribeirão Preto, SP |
Violência contra a mulher
Oportuna a reportagem "O fim do silêncio"
(15 de março), sobre a violência doméstica no Brasil. Infelizmente,
o problema é universal. Sou mediador no Tribunal Superior da Califórnia,
foro de família, e vejo todos os dias casos de agressão física,
emocional e sexual entre co-habitantes, com resultados traumáticos também
para os filhos. Aqui, nos Estados Unidos, a cada nove segundos uma mulher é
agredida violentamente por um marido, namorado ou co-habitante. Não há
classe social, profissão, nível de educação que esteja
livre dessa epidemia. A matéria de VEJA descreve muito bem o problema.
Joseph De Assis La Jolla, Califórnia, EUA
VEJA apresenta à sociedade brasileira uma das mais completas reportagens
já produzidas sobre violência contra a mulher. Com qualidade jornalística,
sensibilidade e olhar crítico, a matéria aborda um tema denso e
complexo com sentido de urgência. Como ela bem enfatiza, a violência
doméstica não está restrita às mulheres de baixa renda
ou baixa escolaridade. Infelizmente, é um problema que atinge todas as
classes e exige um debate aberto e respostas do Estado e da sociedade. Jacira
Vieira de Melo Instituto Patrícia Galvão São
Paulo, SP Em Londrina, no norte do
Paraná, o município mantém há treze anos a Secretaria
Municipal da Mulher e o Centro de Atendimento à Mulher 25 de Novembro,
com atendimento jurídico, psicológico e social, visando a combater
a violência contra a mulher. Até a presente data, mais de 7.500 mulheres
já passaram pelo nosso serviço, que também mantém
a Casa de Apoio Canto de Dália, abrigo para mulheres em situação
de risco. Nosso trabalho, que é um dos pioneiros no Brasil e está
dando frutos, com vários municípios implantando o serviço
de apoio à mulher, é anterior até mesmo ao da Secretaria
Nacional de Política para Mulheres, que veio em boa hora. Urge que o Congresso
elabore leis mais rígidas e até situações de crimes
inafiançáveis para acabar com esse câncer que assola a sociedade.
Temos de reverter o triste quadro de que a cada quinze segundos uma mulher é
espancada no Brasil. José Roberto Reale Procurador do município
Secretaria Municipal da Mulher Londrina, PR
Esse fenômeno não ocorre apenas entre casais heterossexuais
ele está presente, igualmente, entre casais de gays e lésbicas.
Os estudos realizados até o momento indicam, por exemplo, que a violência
doméstica entre casais homossexuais possui índices e características
muito semelhantes aos da violência sofrida por mulheres. Infelizmente, esse
assunto tem sido praticamente ignorado no Brasil. Adriana Nunan
Doutoranda em psicologia clínica Rio de Janeiro, RJ
A sociedade ensina que as mulheres devem denunciar seus parceiros selvagens. Mas
quantas teriam coragem de se expor, de destruir a família, de ficar sozinhas
ou de correr risco maior? A grande maioria espera que alguém lute em seu
lugar, enquanto remói a insatisfação na mudez a que se julga
condenada. De responsáveis pelo pecado original, passando por espécie
de segunda linha, nascidas para obedecer, sem direito ao estudo, proibidas de
votar, de ganhar o próprio sustento fator importante para deixar
os parceiros , até as conquistas cada vez mais ousadas dentro do
panorama sócio-político-cultural, as mulheres nunca consentiram.
Foram apenas proibidas de falar. Maria Aparecida Costa Teoro Alves
Ângelo Ituverava, SP
Percebe-se não só o rompimento do silêncio dessas mulheres
como também uma súplica pelo respeito conjugal, que, tanto em casamentos
duradouros como em namoros "adolescentes", como o meu, deve vir antes mesmo do
amor. Marina Franco Camargo, 17 anos Pouso Alegre, MG
Não aceito uma mulher dizer que vivia apanhando em nome da família
ou por vergonha de contar o drama que sofria. Quem deve ter vergonha e temer as
conseqüências de seus atos é o homem que bate, e não
a mulher que apanha. A dignidade tem de falar mais alto, independentemente da
classe social. Kátia Maria Miranda de Oliveira Salvador,
BA Quando vi a capa de VEJA, pensei
nos filhos do casal e na situação a que estavam expostos, mas não
condenei porque me lembrei de quando eu também tive de expor a mim e à
minha família para ficar livre das agressões de meu ex-marido. Fiquei
casada por três anos e, por diversas vezes, tive de esconder o rosto e o
corpo por causa das marcas deixadas pelo pai do meu filho. Mas o pior era que
não conseguia esconder de mim mesma a dor de viver e dormir com o inimigo.
O que posso dizer a Ingrid e às outras mulheres que estão passando
pela mesma situação é que ter coragem de nos livrar do pesadelo,
mesmo à custa da superexposição, é melhor do que viver
submissa no inferno. Renata Arantes Villela São Vicente
de Minas, MG Convivo com o drama da
violência doméstica há seis meses, pois tenho uma irmã
que sofre agressões do marido. Sim, a frase está no presente. Somos
de uma família de classe média, com nível superior e pós-graduação.
Uma de minhas irmãs se casou com um homem que conheceu na faculdade. No
aniversário de um mês de casada, ela ligou (de madrugada) para meu
pai pedindo ajuda estava sofrendo agressão tão violenta que
acreditou que pudesse morrer. Depois soubemos que era a quarta vez. Em menos de
três dias, eles reataram, e, surra após surra, perdão após
perdão, lá se vão seis meses. Ela aceitou denunciá-lo
apenas um mês atrás, quando se mudou novamente para a casa de meus
pais. Kensuly Christine M.P. Piedade São Paulo, SP
Palmada nas crianças
A fotografia que ilustra a matéria
"Retrato da violência" (15 de março) me fez ver, como se refletida
num espelho, a menininha assustada e infeliz que fui há algumas décadas.
Apanhava e não conseguia entender o porquê. Mesmo com toda a experiência
que tenho hoje, como mãe, não vejo nada que justifique tanta violência.
Evidenciam-se muito os danos físicos, mas, para mim, os emocionais são
piores. As marcas nas minhas costas sumiram, mas os fantasmas daquela infância
perdida me assustam até hoje. Betania L. Moura João
Pessoa, PB Apliquei em meus três
filhos o castigo físico como uma das formas de impor-lhes limites. Usei
o método, depois de advertidos, quando a conversa, a explicação
exaustiva e o castigo não surtiam efeito. Fizeram assim meu pai, meu avô
e meu bisavô. Não há caso em minha família de "clara
tendência para serem mais agressivos" que os outros. José
Sílvio Born Canoas, RS
Tony Judt Enquanto a Europa foi destruída
e reconstruída, faliu e tornou-se um dos blocos econômicos mais influentes
no mundo, o Brasil continua um país terceiro-mundista agroexportador. Motivo?
Tony Judt (Amarelas, 15 de março) diz: falta de investimentos em educação,
infra-estrutura e bens geradores de divisas. Que pena que o Brasil não
é adepto das soluções eficazes. João Meneghini
Girelli Campo Grande, MS
Paulo Okamotto Realmente os programas
sociais do governo Lula funcionam perfeitamente. O Bolsa Família é
um sucesso: a mãe viaja para a Inglaterra, o filho tem um excelente emprego,
a filha faz contas e o amigo da família paga. Com certeza o Fome Zero também
funciona muito bem na casa deles ("Okamotto, o tipo 'O'", 15 de março).
Danilo Ferreira Valinhos, SP
O senhor Okamotto tem tanta bondade que, se quiser, pode pagar minhas contas,
que não são poucas. Sou recém-casado, com um monte de carnês
das Casas Bahia, lojas Marabraz, prestação da máquina de
lavar, sem contar o banco e o cartão de crédito, e muito mais ainda.
Por isso o lançamento da campanha "Lula, me empresta o Okamotto". Rubens
Bergamasco São Paulo, SP
Mary Corner A respeito da reportagem
"O achaque de Mary Corner" (15 de março), esclareço que a conduta
do promotor de Justiça nela mencionado está sendo apurada pela Corregedoria-Geral
do Ministério Público e nenhuma relação possui com
o exercício do cargo, não tendo ele atuado como representante da
Procuradoria-Geral de Justiça nem do Ministério Público de
São Paulo. Fernando José Marques Procurador-geral
de Justiça do Estado de São Paulo em exercício São
Paulo, SP Não faço
crítica nenhuma ao direito inalienável que tem Mary Corner de exercer
a mais antiga profissão da história do homem, quando vende o que
é exclusivamente seu. Porém, quando vende seu silêncio a políticos
corruptos, está vendendo algo que não lhe pertence com exclusividade,
que é a responsabilidade moral que todo cidadão tem de usar o que
sabe para garantir o melhor destino para os de sua pátria. Mary Corner,
agora você realmente se prostituiu! Mara Montezuma Assaf
São Paulo, SP
Antonio Palocci Lamentável
a atitude de alguns senadores de tentar desqualificar o depoimento do doutor Benedito
Antônio Velencise, delegado de polícia de Ribeirão Preto,
pessoa da mais alta respeitabilidade e confiabilidade em nossa cidade, no depoimento
à CPI dos Bingos, fartamente munido de provas referentes à corrupção
envolvendo o nome do ministro Antonio Palocci, quando ainda prefeito de Ribeirão
Preto ("Palocci de novo na mira", 15 de março). Chegaram a insinuar que
o delegado está envolvido em atos de tortura contra criminosos perigosos
e seqüestradores e por isso não é pessoa considerada confiável.
Minha pergunta é: mesmo que fosse verdade, o que tem isso a ver com os
atos criminosos de corrupção envolvendo o ministro da Fazenda? Por
que uma coisa desqualificaria a outra? Roberto Sant'Anna Ribeirão
Preto, SP Muito se diz a respeito
do mérito de Antonio Palocci à frente da economia brasileira, mas
mérito algum vejo em deixar o Brasil com o segundo pior crescimento econômico
da América Latina, ficando atrás apenas do miserável Haiti.
Definitivamente, Palocci era melhor superfaturando serviços em Ribeirão
Preto. Tiago Soutello Indaiatuba, SP
Absolvidos na Câmara Fiquei
indignada com a atitude dos senhores deputados ao inocentar o Professor Luizinho
e o senhor Roberto Brant ("Vexame duplo", 15 de março). Essa atitude deixou
o país traumatizado. Bateram em nossa cara, subestimaram nossa inteligência.
Nelcy Mascarenhas Lopes Feira de Santana, BA
A foto publicada na matéria "Vexame duplo" compõe-se de treze pessoas,
uma espécie de Santa Ceia às avessas, com Roberto Brant ao
centro, celebrando a impunidade com seus "discípulos". Ela ilustra com
perfeição a falência de dois simulacros políticos sobre
os quais se estrutura o sistema político brasileiro: o voto obrigatório
e o presidencialismo. Dilan Camargo Porto Alegre, RS
Apesar da revolta generalizada da grande maioria dos brasileiros com CPI sem resultado,
caixa dois, valerioduto, mensalão e outros delitos praticados pela nossa
classe política, alguns fatos históricos são indesmentíveis:
Lula disse que no Congresso havia "uns 300 picaretas". Felizmente existem apenas
283. Delúbio afirmou recentemente que as acusações contra
o PT logo se transformariam em "piadas de salão e seriam esquecidas". A
absolvição de dois representantes da turma dos mensaleiros (vexame
duplo) é o primeiro passo nessa direção. Waldercy
Ribeiro da Cunha Minaçu, GO
O Brasil assistiu, estupefato, ao achincalhe da moral com a absolvição
dos deputados Professor Luizinho e Roberto Brant, claramente envolvidos no esquema
do mensalão. A Câmara, em sua maioria, decidiu absolver réus
confessos de crimes contra o dinheiro público, o nosso dinheiro, o nosso
suor. Que vergonha! Que decadência! Gesiel Albuquerque Cruz
das Almas, BA
Rio de Janeiro Gostaria de apoiar
o Exército brasileiro na busca dos armamentos subtraídos. Não
se pode questionar a autoridade da corporação que existe para defender
os poderes constituídos e a nação dos inimigos (sejam eles
exteriores ou aqueles que, internos, sempre prejudicam o povo). Chega de passar
a mão na cabeça do marginal; é preciso agir com o rigor e
a imparcialidade necessários à preservação do bem
comum: uma sociedade segura e digna de uma vida mais tranqüila. Se observarmos
as enquetes, verificaremos que a população é favorável
à ação ("Será que é hora de chamar as tropas?",
15 de março). Marcos S. Pereira Nova Iguaçu, RJ
Uma verdadeira ação de guerra
é o que faltava à combalida imagem da segurança pública
no Brasil, que hoje tem como ícone nacional o Rio de Janeiro. No estado
da Bahia, a iniciativa por parte do governo estadual de incentivar a criação
de conselhos de segurança pública nos bairros da capital e nas cidades
do interior tem alcançado resultados expressivos não só no
combate à criminalidade, pontuando exatamente os locais em que a polícia
deve agir, como também estabelecendo uma relação de confiança
com as polícias. No caso do Rio, as autoridades locais poderiam pelo menos
tentar reagir seguindo o exemplo do trabalho inteligente do Exército e
dos conselhos de segurança pública da Bahia. Yuri Carvalho
Conselho de Segurança Pública do Município Lauro de Freitas,
BA A polícia não tem
condições de combater a criminalidade por falta de vontade do Estado
e de aparelhamento e por causa da corrupção já instalada
há muito tempo. A solução é um cerco do Exército
para acabar de vez com os traficantes dos morros e favelas cariocas. Dizem que
os militares nas ruas criam um clima de tensão. Porém, a maior tensão
é o clima de guerra em que vivemos atualmente nas ruas e em nossa casa.
Marcos Douglas Pereira Foz do Iguaçu, PR Destruição
do laboratório da Aracruz O vandalismo
praticado pelas mulheres da Via Campesina (leia-se MST) é uma afronta a
um setor responsável pela geração de inúmeros empregos,
inclusive nas comunidades rurais ("O terror contra o saber", 15 de março). Germano
Aguiar Vieira Presidente da Associação Mineira de Silvicultura
Belo Horizonte, MG Vergonha.
Essa é a palavra. Esse é o sentimento provocado em nós, mulheres
de bem, pela ação bestial e criminosa de um grupo de mulheres inúteis
e ignorantes que escolheram o Dia Internacional da Mulher para praticar um ato
tão indigno e torpe como esse. Não há nada que justifique
essa conduta de vandalismo cinicamente elogiada pelo líder dos sem-terra,
João Pedro Stedile, outro ignorante. Hilda Lima Violante
Campo Grande, MS Mais um
ato de vandalismo puro desse perigoso grupo. Já passou do tempo de as autoridades
dispensarem ao MST o mesmo tratamento oferecido às torcidas organizadas
dos clubes brasileiros de futebol. Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA O que esperar
de João Pedro Stedile, senão o "elogio" às suas companheiras,
num país onde o presidente da República, representante máximo
do povo, usa em palanque boné do MST? Felipe Leiros Natal,
RN Sou filiado e sempre votei
no PT, mas nunca concordei com a maneira com que esses baderneiros do MST invadem
propriedades, destroem bens, seqüestram, torturam e se escondem atrás
de uma bandeira de luta. É inaceitável, também, que fiquem
impunes perante a Justiça, afinal, cometeram crimes e são passíveis
de punição pelas leis do país. João Pedro Stedile
já deveria estar preso e condenado como chefe de quadrilha. Geraldo
Nonato Rodrigues Várzea Grande, MT
André Petry André Petry nos
pergunta: "O que é mais ofensivo aos bons costumes? Um beijo gay exibido
em outdoors em São Paulo ou um plenário lotado de deputados aplaudindo
um crime?". Infelizmente, o crime tornou-se um fato tão banal que não
ofende mais ninguém, enquanto algumas liberdades civis são vistas
como afronta ("Os bons costumes", 15 de março). Newton Castelo Branco
de Brito Guerra Teresina, PI
Se fosse para fazer comparações, eu perguntaria o que é pior:
discriminar alguém por raça ou, para explorar comercialmente um
setor, agredir toda a sociedade com a exibição de um beijo gay,
que atenta contra os princípios da família? Creio que, em todos
esses casos, deve haver punição. Assim, tanto o beijo gay, colocado
em outdoors, quanto a absolvição dos acusados de participar do mensalão
ofendem a moral e os bons costumes. Carlos Apolinário Vereador
e líder do PDT São Paulo, SP
É muito triste ver que dois homens se beijando causa
mais espanto do que dois homens roubando. Alexandre Teles Porto
Alegre, RS Diogo Mainardi
O artigo "O retrato do nosso fracasso" (15
de março), sobre o deputado Professor Luizinho, está sensacional.
É mesmo de envergonhar a absolvição do nobre deputado pelo
Congresso Nacional. Infelizmente não tenho o mesmo sangue-frio de Mainardi
para encarar acontecimentos como esse. Espero que, quando meus filhos estiverem
na idade adulta, não assistam a episódios lamentáveis desse
tipo. Paulo Gomes Rio de Janeiro, RJ
O brasileiro tem de ter tripas de aço para poder conviver com a imoralidade
que infectou o Congresso Nacional. O diabólico rodízio de pizza
criado pelos deputados foi o sinal de que a gente se danou. Wilson Gordon
Parker Nova Friburgo, RJ
O espetáculo oferecido pelo Congresso Nacional nos últimos dias
ficaria mais grandioso se perfumado com o embriagante cheiro do cocô de
cavalos da rainha. Fiquemos com a metáfora. Eduardo Vieira dos Santos Por
e-mail Também optei
por ser impermeável à realidade brasileira. Mudei de país!
Brasil, só de férias e, mesmo assim, breves. Eu sei que a Itália
não é muito melhor que o Brasil, mas um dia escreva uma coluna explicando
o que deu em você para voltar de lá. Eu não volto. Deus me
livre! Carlos Eduardo Souza Lopes Bradenton, Flórida, EUA
Aviação
Injusto retratar a Varig em todas as imagens,
que, ocupando 50% do espaço físico da matéria, mostram pessoas
com semblante cansado ou desgostoso. Os fatos, lastreados nos registros das autoridades
aeronáuticas, indicam que "vôos-fantasma" só existem na imaginação
de desinformados; filas em balcões de check-in, atrasos e cancelamentos
não dependem só da vontade da companhia aérea, mas de uma
série de outros fatores, como a administração aeroportuária,
os protocolos de segurança e as formalidades legais e alfandegárias;
a manutenção de aeronaves não deve ser apressada; e, no tocante
à qualidade, a Varig é referência mundial ("Prisioneiros do
ar", 15 de março). Ricardo Fabris de Abreu Caxias do Sul,
RS Tecnologia
Preparem o bolso: novo software, nova máquina, novos investimentos ("O
Windows descobre a beleza", 15 de março). Vamos sem dúvida manter
o senhor Bill Gates, por muitos e muitos anos, no topo da lista da revista Forbes
("O clube do bilhão engorda", 15 de março). Isaac Soares de
Lima Maceió, AL
Televisão Além das três
séries excelentes citadas por VEJA na matéria "Séries que
são locomotivas" (15 de março), há muitas outras que valem
a pena: Law & Order (Universal), Cold Case e Without a Trace
(Warner) e a nova temporada de 24 horas (Fox), que começou nesta
segunda. Para quem gosta de séries na TV, há um site (http:// www.teleseries.com.br/grades/)
dedicado a elas, com a programação noturna de cinco emissoras: AXN,
Fox, Sony, Universal e Warner. Maria Waldete de Oliveira Cestari
Jaú, SP Música
Em 1971, ao integrar uma caravana de debutantes
para participar do programa Almoço com as Estrelas, na antiga TV Tupi de
São Paulo, tive um encontro inesquecível. Num corredor escuro, meio
sujo, cheio de painéis e cenários, deparei com uma figura esquálida,
quase fantasmagórica, apoiada numa bengala, que fumava solitária
num canto: era Orlando Silva. Eu tinha 15 anos e me assustei com aquele senhor
"muito velho", com ar cansado, que vestia um conjunto safári de cores vinho
e bege e sapatos brancos. Hoje, ao ler a matéria "Os punks da era do rádio"
(15 de março), dei-me conta de que naquela época Orlando Silva tinha
"apenas" 56 anos e entendi o poder devastador da heroína. Além do
casal Airton e Lolita Rodrigues, só ficou na minha memória aquela
imagem tão forte de quem já tinha sido o cantor das multidões. Teresa
Barbosa Taubaté, SP
Ronaldo Uma das melhores qualidades do ser
humano é saber lidar com as adversidades e com as críticas. Nosso
Ronaldo (Veja essa, 15 de março) dá uma demonstração
de despreparo, quando se iguala ao Romário na maneira de reagir às
críticas, de forma destemperada, e de enorme falta de argumento. Talvez
fosse melhor para todo o Brasil ele repensar suas atitudes, recuperar-se e não
prejudicar a seleção. Do jeito que está, só ele e
Parreira não querem enxergar a realidade. Elias Freire Campina
Grande, PB
CORREÇÕES: A matéria
"Pele a palavra dos especialistas" (Guia, 15 de março) fala das
características do licopeno, substância presente no creme Chronos
Elastinol+R, da Natura, sem mencionar que ele compõe um complexo antioxidante
cuja eficiência foi comprovada por estudos científicos. O preço
do creme é 57,50 reais, e não 70 reais, como foi publicado. •
No quadro "O avanço brasileiro no clube do bilhão", da reportagem
"O clube do bilhão engorda" (15 de março), por equívoco da
checagem, os números de bilionários da Forbes por país para
2004 saíram errados. Os números corretos são: Brasil 8, México
10, Chile 3.
| REDFORD & FREEMAN
A nota sobre
o filme Um Lugar para Recomeçar (Veja Recomenda, 15 de março)
diz que o longa proporciona uma parceria inédita entre Robert Redford e
Morgan Freeman. O leitor Leonardo Porto lembra: "O filme não é uma
parceria inédita de Redford e Freeman, pois eles fizeram juntos Brubaker,
de 1980". É verdade. Em Brubaker, Freeman faz o papel de Walter,
um prisioneiro perturbado pelo longo tempo na solitária. | |
| VIOLÊNCIA CONTRA A
MULHER
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| Violência contra a mulher: "A culpa não é sua" |
A vereadora Clênia Maranhão
(PPS-RS), de Porto Alegre, escreveu a respeito da reportagem de capa da semana
passada: "Gostaria de elogiar a iniciativa da publicação de tratar
de um tema tão delicado como a violência doméstica, desmistificando
a idéia de que o problema ocorre especialmente na população
de baixa renda. Em 2005, com organizações não-governamentais,
fizemos uma campanha contra a violência com o mesmo enfoque, utilizando
modelos que simbolizaram diferentes segmentos sociais e situações
do cotidiano. Uma das peças dizia: 'Se o carro dele quebrou, a culpa não
é sua', coincidindo com o motivo alegado, segundo sua mulher, pelo ator
Kadu Moliterno para 'justificar' a agressão contra ela". Clênia enviou
uma das peças publicitárias veiculadas em outdoors da capital gaúcha.
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| GALVÃO E A GLOBO
Reprodução
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A nota "Mais três Copas" (15
de março), que aborda a renovação do contrato do locutor
Galvão Bueno com a Globo até 2014, mereceu comentários ácidos
dos leitores. Algumas manifestações:
"Vai ser difícil agüentar o Galvão Bueno
até 2014. Ele é bairrista e tendencioso." Sérgio Luiz,
Belo Horizonte, MG "O quê?
Galvão Bueno até a Copa de 2014? Ninguém merece." Roberto
Boris Bogutchi, Betim, MG "Fiquei
desapontado ao saber da renovação de contrato do intragável
Galvão Bueno por mais três Copas. Ainda temos de engoli-lo na Fórmula
1." Douglas G. Oechsler, Blumenau, SC
"Nós, que torcemos por times de futebol ligados a estados
fora do eixo RioSão Paulo, não merecemos as 'lorotas' proferidas
por esse bairrista até 2014." Marco Antonio Duarte, Campos Gerais,
MG "Apesar de todas as notícias
e escândalos, o que mais me chocou na semana foi a renovação
do contrato de Galvão Bueno até 2014. Haja coração!
E paciência para agüentar mais oito anos. Sai que é suuuaaa
Galvão... e não volta mais!" Leandro Braga, Brasília,
DF | | |