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Por que o dólar tem três cotações:
o comercial, o turismo e o paralelo?
Alex Akermann
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O chamado "câmbio", aquele palavrão
que os economistas adoram discutir, é uma das
variáveis mais importantes da economia de um
país. As duas primeiras cotações
são oficiais. O dólar comercial é
a referência usada nas importações
e exportações. Funciona como guia do
equilíbrio financeiro do Brasil. É com
esse dólar que os especialistas se preocupam.
Se ele fica alto demais em relação ao
real, ou seja, se a moeda nacional se desvaloriza,
fica mais caro importar. O empresário precisa
juntar mais reais para comprar um mesmo produto no
exterior pelo qual pagava menos. Os exportadores gostam
quando isso acontece. Às vezes dá-se
o inverso. A cotação do dólar
baixa e o real se valoriza. Com isso, as importações
aumentam e as exportações caem. A busca
da sintonia fina do dólar comercial é
o eterno desafio do Banco Central.
O dólar turismo tem cotação
mais alta que a do dólar comercial e foi criado
com o objetivo de conter os gastos dos turistas brasileiros
no exterior, bem como a importação de
produtos estrangeiros por particulares. Com a moeda
nacional subitamente valorizada no início do
Plano Real, o turismo e as compras lá fora
cresceram demais, e isso preocupou as autoridades.
O paralelo, que já foi o grande dólar
nacional, atualmente tem uso restrito. Comprar dólar
no paralelo serve, principalmente, a quem quer esconder
parte da renda e pagar menos imposto.
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