Retorno ao circo
Grandes montadoras
usam Fórmula
1 para aparecer
A
temporada de Fórmula 1, que começou na semana
passada com o Grande Prêmio da Austrália, trouxe
para as pistas uma briga das ruas. As grandes montadoras
de veículos de passeio voltaram a investir pesado
na competição. A Ford gastou 120 milhões
de dólares na aquisição da equipe Stewart,
rebatizada com o nome de Jaguar, a divisão de modelos
esportivos da fábrica americana. A Chrysler-Mercedes,
que já possuía 25% das ações
da McLaren, aumentou recentemente essa participação
para 40%. A BMW, ausente do circo desde 1987, voltou às
corridas nesta temporada como fornecedora oficial de motores
da Williams e também estuda uma participação
no controle acionário da equipe. No próximo
ano, a Toyota pretende investir 100 milhões de dólares
para alinhar dois carros no grid de largada. Volkswagen,
General Motors e Renault estudam igualmente essa possibilidade.
"As fábricas vieram à F 1 porque ela é
uma grande vitrine de divulgação das marcas
e um laboratório para o desenvolvimento de tecnologias
que podem ser incorporadas por veículos de passeio",
afirma Geraldo Rodrigues, manager do brasileiro Ricardo
Zonta, piloto da equipe BAR, cujos carros são movidos
a motores Honda outra fábrica que voltou aos
circuitos depois de alguns anos de ausência.