Edição 1 641 - 22/3/2000

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Retorno ao circo

Grandes montadoras usam Fórmula 1 para aparecer


A temporada de Fórmula 1, que começou na semana passada com o Grande Prêmio da Austrália, trouxe para as pistas uma briga das ruas. As grandes montadoras de veículos de passeio voltaram a investir pesado na competição. A Ford gastou 120 milhões de dólares na aquisição da equipe Stewart, rebatizada com o nome de Jaguar, a divisão de modelos esportivos da fábrica americana. A Chrysler-Mercedes, que já possuía 25% das ações da McLaren, aumentou recentemente essa participação para 40%. A BMW, ausente do circo desde 1987, voltou às corridas nesta temporada como fornecedora oficial de motores da Williams e também estuda uma participação no controle acionário da equipe. No próximo ano, a Toyota pretende investir 100 milhões de dólares para alinhar dois carros no grid de largada. Volkswagen, General Motors e Renault estudam igualmente essa possibilidade. "As fábricas vieram à F 1 porque ela é uma grande vitrine de divulgação das marcas e um laboratório para o desenvolvimento de tecnologias que podem ser incorporadas por veículos de passeio", afirma Geraldo Rodrigues, manager do brasileiro Ricardo Zonta, piloto da equipe BAR, cujos carros são movidos a motores Honda — outra fábrica que voltou aos circuitos depois de alguns anos de ausência.