Lá vêm os Digimons
Pais,
preparem-se: saiu uma nova safra
com mais de 400 bichos de nomes
esquisitos que vai estrear na TV
Monica
Gailewitch
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| As crianças
e os Digimons:
os monstrinhos evoluem e ficam mais fortes para lutar
contra seus arquiinimigos |
Para pais e mães
que se sentem o máximo depois de ter decorado o nome
de uma dúzia de Pokémons (a família
completa dos monstrinhos da TV tem mais de 400 personagens),
um aviso: vai começar tudo outra vez. Vem aí
Digimons. A mais nova série do gênero
já conquistou o Japão, está invadindo
os Estados Unidos e deve aterrissar no Brasil nos próximos
meses, com exibição na Rede Globo. Apesar
de serem todos monstros, os Digimons não são
parentes dos Pokémons. Ao contrário. O desenho
foi criado por uma empresa concorrente para pegar carona
no sucesso dos amigos de Pikachu e destruí-los. O
nome da série é uma corruptela de Digital
Monsters, ou monstros digitais em português. A
idéia é seduzir as crianças com uma
história vivida num mundo digital, o DigiWorld. Os
criadores dos Digimons, do grupo japonês Toei Animation,
pretendem assim conseguir o mesmo sucesso, a mesma popularidade
e, principalmente, o mesmo faturamento do rival. "Acredito
que até o final do ano conseguiremos bater os Pokémons
em audiência na TV, pois a imagem deles já
está saturada e nossa qualidade é infinitamente
superior", diz Mary Jo Winchester, vice-presidente da Cloverway,
empresa americana que representa a Toei Animations para
a América Latina.
Porter Novelli
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| Koromon vira
Agumon
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O episódio inicial
dos Digimons começa com sete crianças que
vão para um acampamento de verão e são
inesperadamente transportadas para outro planeta, colorido
e enigmático, o DigiWorld. Perdidas e desamparadas,
elas são recebidas por pequenos monstrinhos, os Digimons.
Cada criança acaba ficando responsável por
um Digimon. Rapidamente eles se tornam parceiros inseparáveis
e passam a lutar juntos para se defender dos inimigos. O
maior deles é o Devimon, que quer dominar o DigiWorld.
Como gesto de perversidade, ele transforma Digimons do bem
em monstros perversos, que adquirem superpoderes malignos.
Alguns lançam mísseis em forma de coração,
outros disparam furacões e existem até aqueles
que atiram cocô –
isso mesmo –
para tentar aniquilar seus adversários. Mas, para
alívio dos baixinhos, que se afeiçoam às
criaturinhas, a perversidade é reversível.
Aliás, todos os Digimons são mutantes. Os
bonzinhos têm a capacidade de "digievoluir", um termo
criado pela própria série, e se tornar mais
fortes quando sentem necessidade. Depois retornam à
sua forma original. Ao contrário dos Pokémons,
que apenas emitem ruídos, os Digimons falam. O objetivo
das crianças é livrar o DigiWorld das ameaças
do Devimon e encontrar o caminho de volta para casa.
Porter Novelli
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| Agumon vira
Greymon
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Evidentemente, qualquer semelhança com os Pokémons
não é mera coincidência. Há universos
de fantasia, monstrinhos mutantes e crianças precoces
que lutam pelo bem. Em comum, nenhum dos dois desenhos apresenta
batalhas ou mortes violentas e ambos pregam valores positivos
como responsabilidade, espírito de cooperação
e respeito pelos mais velhos. A fórmula parece não
cansar. Como possuem inúmeros personagens, com personalidades
e características diferentes, a criança acaba
se identificando e se apegando a eles. Para os baixinhos
não ficarem enfastiados, personagens inéditos
vão sendo incorporados à série. Os
pais terão de reservar um belo espaço na memória
caso queiram guardar o nome de todos os bichinhos. Na fase
atual do desenho, lá no Japão, os Digimons
estão acrescentando mais 200 aos seus 206 personagens.
Um número semelhante ao dos Pokémons.
Batalha comercial
–
Os criadores do Digimo,n querem uma briga que não
tem nada de infantil. A marca Pokémon, que surgiu
no Japão há mais de três anos, já
faturou 7 bilhões de dólares pelo mundo. Só
no Brasil, desde sua chegada, em junho do ano passado, foram
40 milhões de dólares. A previsão nacional
para este ano é de 200 milhões de dólares.
O Digimon demonstra apetite semelhante. No Japão,
eles já estão arrecadando o mesmo que os Pokémons:
400 milhões de dólares anuais. Nos Estados
Unidos, desde setembro de 1999, o faturamento só
com a venda dos produtos da marca Digimon foi de 75 milhões
de dólares. A meta é chegar a 200 milhões
ainda neste ano. No Brasil, seus criadores estimam que a
venda de bugigangas vai ficar em torno de 100 milhões
de dólares entre 2000 e 2001. A proximidade entre
os objetivos dos dois grupos já fez com que os criadores
dos Pokémons reagissem. Eles preparam o segundo filme
da série para ser lançado aqui em dezembro.
"O Pokémon demorou três anos para ser desenvolvido,
não dá para comparar com uma cópia
feita às pressas", argumenta Ana Maria Kasmanas,
diretora comercial da Exim Licensing Group, agente de licenciamento
dos Pokémons no Brasil.
Porter Novelli |
| Greymon vira
Metal
Greymon
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A batalha de bastidores ganha ares de confronto nas telas
de TV americanas. Lá, a série Digimon,
apresentada pelo canal Fox Kids desde setembro de 1999,
vem subindo mês a mês. Já alcança
4,5% de audiência, contra 7,2% da série Pokémon.
É uma vantagem relativamente pequena se se levar
em conta o pouco tempo que o desenho está no ar.
Espera-se que a disputa também seja acirrada no Brasil.
O desenho dos Pokémons, exibido pela TV Record, tem
hoje uma belíssima média entre 8 e 12 pontos
de audiência. A briga segue nas telas de cinema. O
primeiro filme dos Pokémons arrecadou 56 milhões
de dólares nos Estados Unidos na primeira semana
de exibição. Há duas semanas, na estréia
do filme dos Digimons no Japão, foram arrecadados
10 milhões de dólares, o que é um ótimo
número para o mercado japonês. O longa-metragem
dos Digimons deve ser lançado nos Estados Unidos
em julho e no Brasil em dezembro, mesma época prevista
para a estréia do filme Pokémon 2000.
Harmony Gold/Tatsunoko

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Sipa Press

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Divulgação/TV
Manchete
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| Speed
Racer, Pokémons, Cavaleiros do Zodíaco:
séries japonesas que conquistaram o público
brasileiro |
Antigamente, o percurso
de um desenho animado de sucesso era simples. Ele nascia
como revista, ia para a televisão e eventualmente
estampava uma série de produtos com a sua marca.
Os desenhos animados japoneses criaram uma nova lógica.
Os de maior sucesso nascem nos games eletrônicos.
Depois vão para a televisão, para história
em quadrinhos e viram filme. Simultaneamente emprestam o
nome a todo tipo de bugiganga. O interesse por produções
japonesas não é de hoje. Foi assim com os
Power Rangers, Cavaleiros do Zodíaco, Tartarugas
Ninja, Pokémons e, agora, com os Digimons.
As crianças não deixam de assistir a clássicos
da Disney ou Snoopy, que mantêm sua força intocada,
mas cada vez mais ficam fascinadas pelas cores e tramas
japonesas. O segredo do sucesso, afirmam os especialistas,
é que as séries produzidas lá guardam
semelhanças com a trama de uma novela. Há
sempre muitos personagens envolvidos, com direito a drama,
lutas, mocinhos, vilões e continuação
dos episódios. É bom deixar claro que a febre
que toma conta da criançada não se deve apenas
ao carisma de monstrinhos ou de super-heróis. A estratégia
de marketing que alavanca o sucesso é poderosíssima.
As crianças não são fiéis a
séries, e sim a modismos, que envolvem o fato de
estar antenadas com os amiguinhos na escola. Elas não
gostam de se sentir deslocadas e desatualizadas, por isso
estão sempre atrás de novidades. É
nisso que estão apostando os criadores dos Digimons.
Brinquedos proibidos
J. Miranda
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Sempre que um
desenho infantil vira febre, as empresas despejam
no mercado uma enxurrada de brinquedos. Estudos recentes
feitos nos Estados Unidos descobriram que uma substância
química derivada do petróleo e presente
em alguns desses bonecos pode causar danos aos rins
e ao fígado dos ratos. Não há
comprovação científica alguma
de que essa substância tenha os mesmos efeitos
em seres humanos. Mas, por precaução,
a Comissão de Segurança de Produtos
dos Estados Unidos pediu às empresas que parem
de utilizar tal substância em mordedores para
bebês, patinhos de borracha e outros brinquedos
mastigáveis. A nova linha de produtos estará
disponível até o final deste ano. A
União Européia seguiu os passos das
autoridades americanas e também proibiu o uso
da substância nos brinquedos.
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Saiba
mais |
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