Japão
Na bancarrota
De caixa baixo, Tóquio começa
a cortar despesas
Tóquio, a maior cidade do mundo, está falida.
Com uma dívida de 60 bilhões de dólares
e déficit anual de 6 bilhões mais do
que o orçamento de São Paulo, a maior cidade
brasileira , a capital japonesa passa hoje pela mesma
situação que atingiu Nova York nos anos 70.
Além de problemas financeiros, a cidade enfrenta
a acelerada degradação de sua infra-estrutura
e o aumento nas ruas de personagens de Terceiro Mundo: os
sem-teto. Para o prefeito da cidade, Shintaro Ishihara,
a saída para o caos urbano e administrativo da capital
é uma só: cortar despesas. Ele ameaça
reduzir a folha de salários dos funcionários
públicos, que consome 30% do orçamento municipal,
cortou 400 milhões de dólares da verba para
as obras de ampliação do metrô e promete
vender uma ilha artificial construída pela prefeitura
e avaliada em 20 bilhões de dólares. "Difícil
vai ser achar compradores", diz Ishihara, um intelectual
conservador, há um ano no cargo. Para dar o exemplo
de austeridade, Ishihara propôs a venda do palácio
oficial onde deveria morar. Na outra frente da guerra, está
estimulando a instalação de pequenas empresas
e de um grande cassino em Tóquio com o propósito
de aumentar a receita de impostos municipais. Apesar da
tesoura afiada, seu governo goza de 70% de aprovação
da população.