Edição 1 641 - 22/3/2000

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Fim dos cartéis fez tráfico prosperar
Prefeitura de Tóquio precisa cortar 6 bilhões de dólares
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Japão

Na bancarrota

De caixa baixo, Tóquio começa a cortar despesas

Tóquio, a maior cidade do mundo, está falida. Com uma dívida de 60 bilhões de dólares e déficit anual de 6 bilhões – mais do que o orçamento de São Paulo, a maior cidade brasileira –, a capital japonesa passa hoje pela mesma situação que atingiu Nova York nos anos 70. Além de problemas financeiros, a cidade enfrenta a acelerada degradação de sua infra-estrutura e o aumento nas ruas de personagens de Terceiro Mundo: os sem-teto. Para o prefeito da cidade, Shintaro Ishihara, a saída para o caos urbano e administrativo da capital é uma só: cortar despesas. Ele ameaça reduzir a folha de salários dos funcionários públicos, que consome 30% do orçamento municipal, cortou 400 milhões de dólares da verba para as obras de ampliação do metrô e promete vender uma ilha artificial construída pela prefeitura e avaliada em 20 bilhões de dólares. "Difícil vai ser achar compradores", diz Ishihara, um intelectual conservador, há um ano no cargo. Para dar o exemplo de austeridade, Ishihara propôs a venda do palácio oficial onde deveria morar. Na outra frente da guerra, está estimulando a instalação de pequenas empresas e de um grande cassino em Tóquio com o propósito de aumentar a receita de impostos municipais. Apesar da tesoura afiada, seu governo goza de 70% de aprovação da população.