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Cinema
Trivial com sabor
Atores de personalidade dão
graça a um velho romance

Isabela Boscov
Divulgação
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| Reese e Ruffalo: paixão incorpórea |
David (Mark Ruffalo) não é
o único sujeito no mundo com um fraco por garotas inatingíveis,
mas é um dos mais radicais: sua mulher, por quem ele continua
apaixonado, morreu há dois anos. E Elizabeth (Reese Witherspoon),
que o acusa de ser um invasor quando ele se muda para um novo apartamento,
provavelmente seguiu o mesmo caminho de tão incorpórea,
ela nem sequer consegue apanhar o telefone para chamar a polícia.
Como Elizabeth não quer ceder seu imóvel para o novo
inquilino, instala-se entre eles uma convivência forçada,
que logo se tornará... muito agradável. A aparentemente
finada Elizabeth foi em vida tão solitária quanto
David, e um pouco de companhia do sexo oposto faz milagres por ambos.
Como se vê, não há nada de novo acontecendo
entre o par mas também nunca se ouviu dizer que a
previsibilidade tenha matado uma comédia romântica.
E Se Fosse Verdade... (Just Like Heaven, Estados Unidos,
2005), que estréia nesta sexta-feira no país, faz
do lugar-comum o seu trunfo: assume desde a primeira cena que seu
propósito é tornar possível esse romance impossível,
e bebe sem nenhum constrangimento da fonte da água-com-açúcar.
Como Ruffalo e Reese são atores talentosos e de personalidade
forte, a receita ganha um equilíbrio inesperado: tem o sabor
da familiaridade, mas com um tempero mais marcante que o habitual.
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