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Guia Eletrônicos
bem-cuidados  Monica
Weinberg 
Os
brasileiros cuidam mal de seus aparelhos eletrônicos, e disso nenhum especialista
discorda. Um novo levantamento avançou ao mapear os erros mais cometidos
nesse campo. São todos descuidos
básicos que, por meio de medidas simples, poderiam ser evitados. Isso faria
alguns dos eletrônicos durar até duas vezes mais, segundo cálculos
de Sérgio Guedes de Souza, professor do Núcleo de Computação
Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do estudo.
Ele e outros especialistas afirmam que, apesar da atração exercida
por um lançamento, freqüentemente não há razão
alguma para aposentar um velho produto. Ele pode, afinal, funcionar a contento
e oferecer a melhor tecnologia disponível, mesmo que já tenha anos
de vida. Por isso, não há por que não preservá-lo.
A seguir, os especialistas sugerem um manual de boas práticas que, adotadas
em conjunto, são capazes de estender a vida útil de alguns dos aparelhos
mais usados pelos brasileiros. Impressora Fotos
Marcelo Kura e divulgação
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Quanto
tempo dura*: cinco anos
O que
os especialistas sugerem para prolongar esse tempo:
Cobrir sempre a impressora com a capa plástica. Esse é um cuidado
que quase ninguém toma, mas ajuda a evitar algo prejudicial e tão
comum na ausência da proteção: por meio das brechas, migalhas
e poeira se infiltram na máquina e entram em contato com a parte eletrônica.
Ali alojadas, tais partículas funcionam como obstáculos invisíveis,
impedindo que o cartucho deslize livremente sobre o trilho – o que desgasta a
impressora a médio prazo
Recarregue o cartucho apenas numa das lojas da empresa que o produziu. Só
ela tem a tinta que se encaixará perfeitamente àquele cartucho –
e, por isso, o deixará no peso previsto para a impressora. Uma sobrecarga
de alguns poucos miligramas exigirá esforço adicional da máquina Quanto
tempo de vida a impressora ganha com tais medidas: um ano Dica
na hora de comprar: dar preferência aos modelos a laser – e não
àqueles que funcionam com jato de tinta. Sim, eles são três
vezes mais caros, mas, em compensação, duram tão mais que,
feitas as contas, saem pela metade do preço *
Média de tempo. DVD Quanto
tempo dura: cinco anos O que os
especialistas sugerem para prolongar esse tempo:
Antes de colocar o disco, limpá-lo sempre com uma flanela. O objetivo é
eliminar as partículas de pó que invariavelmente se acumulam sobre
ele – e podem arranhar o leitor óptico, tal é a sua fragilidade
Ao botar o disco sobre a bandeja do aparelho, evitar apoiar-se sobre ela. Qualquer
peso a mais fará mudar sua inclinação, ainda que isso seja
imperceptível. Nesse caso, o leitor óptico será mais exigido
Evitar os discos pirateados. Na comparação com os demais, eles não
são tão planos nem têm o furo tão centralizado. Resultado:
com as cópias, o leitor óptico precisará despender o dobro
do esforço para fazer o disco tocar Quanto
tempo de vida o DVD ganha com tais medidas: dois anos Dica
na hora de comprar: escolha os modelos de tamanho convencional, e não
os mini-DVDs. Apesar de custarem a metade do preço, deformam-se com facilidade
sob temperaturas mais altas, uma vez que são feitos de plástico
frágil Televisão Quanto
tempo dura: vinte anos
O que os
especialistas sugerem para prolongar esse tempo:
Evitar deixar a TV ligada num único canal, sobretudo naqueles que trazem
o logotipo da emissora no canto da tela. Com uma imagem parada por muito tempo
no mesmo lugar, pode ocorrer um processo químico por meio do qual o calor
que incide sobre a tela, em geral rica em fósforo, faz estampar nela o
tal símbolo. A marca será permanente
Não instalar a TV num lugar em que bata muito sol. O calor provoca um efeito
fotoelétrico que resulta em manchas na tela
Nunca apoiar o dedo sobre a tela, uma vez que é grande a possibilidade
de ela ficar riscada, tal sua fragilidade. No caso dos aparelhos de LCD, o toque
pode ainda provocar a quebra das células de cristal líquido, que,
por sua vez, perdem a capacidade de emitir luz – e deixam a tela com menos brilho Quanto
tempo de vida a televisão ganha com tais medidas: um ano e meio Dica
na hora de comprar: sempre testar a TV na loja para procurar, com lupa, eventuais
pontos coloridos na tela. É comum acontecer Celular Quanto
tempo dura: quatro anos
O que
os especialistas sugerem para prolongar esse tempo:
Cultivar o hábito de recarregar a bateria do celular apenas quando estiver
zerada. Do contrário, ela naturalmente se reprogramará de modo a
carregar-se apenas em parte, mesmo que esteja 100% vazia. Em suma, a bateria passará
a ter uma duração menor
Não abusar do recurso vibra- call nem da iluminação do visor.
Juntos, eles consomem 30% mais bateria. Normalmente, baterias de celular são
recarregadas cerca de 1000 vezes até não funcionar mais. Com o uso
regular de tais recursos, seu tempo de vida será abreviado
Usar o celular sempre com capa. Ela suaviza o impacto numa eventual queda do aparelho,
o que impede que as células de cristal líquido do visor se rompam
– e ele não se ilumine mais Quanto
tempo de vida o celular ganha com tais medidas: um ano e meio Dica
na hora de comprar: procurar baterias à base de lítio, de tecnologia
mais avançada do que as de cádmio – e que, portanto, duram mais
tempo sem precisar ser carregadas Ipod Quanto
tempo dura: quatro anos
O que
os especialistas sugerem para prolongar esse tempo:
Instalar a versão mais nova de software disponível para aquele modelo.
Ela é sempre um avanço em relação à antecessora
porque vem blindada contra os vírus que já foram mapeados no passado
Nunca deixar o aparelho exposto ao sol. Sua bateria logo descarregará e,
quanto mais vezes ela precisar ser preenchida, menor será seu tempo de
vida. A bateria de um iPod pode, afinal, ser recarregada até 500 vezes
Quanto tempo de vida o iPod ganha
com tais medidas: um ano Dica
na hora de comprar: as cópias só lembram o original na aparência.
Elas não costumam ultrapassar um ano de uso sem quebrar – quatro vezes
menos tempo, portanto, do que os verdadeiros Fabiano
Accorsi
 | | O
químico Nelson Wilson Fartorato, 54 anos, é obsessivo em relação
aos cuidados com seus eletrônicos. Tira, diariamente, o pó de todos
eles e também os mantém a salvo de umidade. Ele se orgulha: "Ainda
tenho em casa um rádio de 1940, que era do meu avô" |
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